domingo, 30 de março de 2008

O Capítulo reuniu e decidiu

O Décimo Capítulo Provincial reuniu-se de 25 a 28 de Março, no Centro de S. Teresa de Jesus, em Avessadas, com o intuito de avaliar o caminho percorrido e delinear, com a graça de Deus o que nos toca percorrer nos próximos três anos.
No fim da manhã do dia 25, na primeira sessão de trabalhos, foi eleito para novo mandato o Padre Frei Pedro L. Ferreira.
Seguidamente elegeram-se os Conselheiros provinciais, por esta ordem:
P. Fernando Reis;
P. Joaquim Teixeira;
P. Alpoim Portugal;
P. Armindo Vaz.
Na sequência dos trabalhos capitulares elegeu-se também a comunidade do Carmo de Aveiro, que será presidida pelo Frei Silvino Teixeira e que fica assim constituída:
Frei Silvino Teixeira Filipe;
Frei Manuel de Jesus Vaz de Brito.
Frei Rui Fernandes Rodrigues; O Padre Brito nasceu no dia 24 de Setembro de 1938, em Santa Maria Maior, Viana do Castelo. Foi Superior (Vigário) Provincial da Ordem, Superior da Comunidade do Porto, Mestre de Noviços e Mestre de Estudantes de Teologia, foi Pregador de retiros dum extremo ao outro de Portugal, e é reconhecido no país pela sua delicadeza de pai espiritual.
É sacerdote há quase 40 anos.

O medo não dá bons frutos!


Por escolha do Ressuscitado, o dia dos cristãos, aquele em que reúnem, é o primeiro da semana. É o Domingo, é o dia do Senhor! Esse é o dia em que nos encontramos e todos somos encontrados por Jesus. Segundo os relatos dos Evangelhos não é o Senhor que reúne os seus discípulos após a sua morte, mas que lhes aparece estando eles previamente reunidos.
Qual a força poderosa que levou os discípulos de Jesus a congregar-se após a Sua morte? O medo. Foi o medo e a memória das refeições que haviam comido com Ele. No dia da Ressurreição os discípulos estão de novo reunidos, embora alguns estejam já dispersos e afastados. Mas a verdade é que a reunião medrosa à volta duma mesa de refeição vai-se, pouco a pouco, convertendo em sinal da presença nova do Ressuscitado.
O medo é uma constante da vida humana. E também na vida dos que vivem da fé. Os indivíduos e as comunidades temem os perigos e mais os temem se eles lhes podem tirar a vida. Sempre assim foi. Ao longo dos Evangelhos o medo irrompe várias vezes em cena e atemoriza poderosamente a comunidade dos discípulos. Porém, medo algum se assemelha ao que a tragédia do martírio de Jesus provocou no pequeno rebanho dos seus seguidores. A cobardia que é uma mistela que inclui o medo como ingrediente levou Pedro negá-l’O; a ganância que é o medo de tudo perder levou Judas a trai-l’O; O medo puro e simples e a desorientação afugentaram os demais monte abaixo; apesar do medo José de Arimateia acede à presença do governador Pilatos para lhe pedir o corpo do seu Mestre a fim de o sepultar. Mas por medo não revela que é discípulo de Jesus.
A fúria da estupidez, do ódio e da morte torturaram o corpo de Jesus e rasgaram o seu coração. Morto o pastor, as autoridades assustaram sem dificuldade o rebanho dos discípulos, irromperam por ele adentro e todos se dispersaram ou encolheram cobardemente. À volta d’Ele, mesmo depois de imóvel e morto só ficou um menino e um piedoso punhado de mulheres. Alguns discípulos fugiram regressando ao passado, seja o de Emaús seja o da Galileia; outros encarceraram-se voluntariamente no Cenáculo, a casa do medo, trancada com trancas que só um, o Ressuscitado, saberá soltar.
Eis os frutos do medo: cobardia, desânimo, fuga, negação, regressão ao passado, frustração e auto-reclusão. E medo. E sempre o medo. Simplesmente o medo e a paralisia. Frutos bem amargos estes, bem amargos porque demasiado humanos. Só humanos e desencarnados de esperança. O Ressuscitado não merece aqueles frutos! O Redentor cujo corpo foi dado em oblação como fruto belo e agradável à sua Igreja, não merece frutos tão fracos e tão amargos.
Mas é o que lhe oferece a Primeira Igreja!
Eram bem justos os motivos para se sentirem atezanados pelo medo: a perseguição era tão real que rebentou como um tufão, embora o Mestre os tivesse prevenido de que o mundo os perseguiria, porque O perseguira a Ele. Perante as evidências tinham medo, e já nenhum coração recordava as Suas palavras na Última Ceia: «Não se perturbe nem se acobarde o vosso coração.»
O medo também leva à perda da memória... Talvez não toda, mas concerteza à vacilação sobre as palavras que melhor poderiam alentar. O tolhimento é tal (e não se diga só da Primeira Igreja, mas da de muitos momentos da história da Igreja) que tem de vir de fora do medo a força que o espante e rebente com os ferrolhos tão convicta e medrosamente fixados às portas, porque as portas do medo só podem ser estilhaçadas por Quem é vencedor da causa do medo!
E assim é que, Jesus, o Vencedor, se apresenta no meio dos discípulos, saudando-os na paz, a paz que eles já conheciam, pois lha confiara na Última Ceia. Eles sabem que a paz do Ressuscitado é a do Jesus de Quinta-feira Santa, porque Ele prometera que a sua não era uma paz como a do mundo. E juntamente com a paz mostrou-lhes as marcas dos cravos e o Lado aberto: e ali estava Quem estivera na cruz e sucumbira às garras da morte! Era Ele, não podia ser outro.
E encheram-se de alegria ao ver o Senhor!
E tudo mudou! Renasceu a ilusão e a esperança no coração daqueles que se tinham alimentado dos amargos frutos do medo. Se Jesus ressuscitara — e eles viam-n’O ressuscitado!— então, começara a Nova Humanidade, porque pela sua ressurreição nascemos para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe.
Acabara o tempo dos frutos amargos que alimentam homens fracos e produzem gerações raquíticas. Foi inaugurado o tempo da humanidade que não morre, ainda que sujeita às tribulações próprias dos caminhos da fé e às resistências dos que se escandalizam com a proposta do Evangelho: então não é que muitos, que, porque só se alimentam dos frutos do medo, não compreendem nem aceitam uma humanidade nova e livre, que vai a caminho da vida sem fim?
E como é difícil oferecer-lhes dos frutos da alegria da Ressurreição!

Peregrinação

Nos dias 19 e 20 de Abril vai realizar-se uma peregrinação aos santuários transmontanos de Nossa Senhora do Amparo, em Mirandela; Senhora da Assunção, em Cerejais; e Balsamão, em Macedo de Cavaleiros. As inscrições podem fazer-se na sacristia da Igreja do Carmo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Terminado o triénio

Os religiosos da comunidade do Carmo de Aveiro agradecem a colaboração de todos os seus irmãos, amigos e benfeitores, e louvam o Deus de todas as graças por terem partilhado da fé, esperança e amor desta porçãozinha dos discípulos de Jesus.
O Senhor Ressuscitado e a Mãe formosa do Carmo a todos nos abençoem com a ternura dos seus corações.
Com o coração agradecido também nós vos abençoamos e vos desejamos Santa e Feliz Páscoa.

X Capítulo Provincial

De 24 a 29 de Março, Semana da Páscoa, reúne-se no Centro de S. Teresa de Jesus, em Avessadas, a Assembleia máxima da Província dos Padres Carmelitas Descalços, ou Capítulo Provincial, com o intuito de avaliar o caminho percorrido e delinear, com a graça de Deus o que nos toca percorrer nos próximos três anos.
Presentemente a nossa Província é constituída por 28 religiosos, dos quais 27 são sacerdotes e um é professo solene. Os professos de votos temporários são sete: dois portugueses, dois indianos, dois timorenses e um angolano. As comunidades são oito: Aveiro, Avessadas, Braga, Elvas, Fátima, Funchal, Porto e Viana do Castelo. Durante o triénio de 2005-2008 a Província recebeu o Padre Frei Luiz Filipe Mendes, transferido da Província do Sudeste do Brasil, nos primeiros dias de Janeiro de 2007. Este religioso veio a falecer no Convento do Funchal, a 28 de Fevereiro de 2007. No início do triénio, a 30 Maio de 2005, faleceu, sendo Prior do Convento do Funchal o Padre António José Carneiro Araújo. E o Padre Santos Zabala, daquela comunidade, está em Bilbao, Espanha, para receber tratamento e acompanhamento junto de duas das suas irmãs.
Nasce um novo triénio e com ele o desafio de lançar a Domus Carmeli, novo convento da Ordem em Fátima, que se prevê de ampla projecção nacional e internacional. Para este e os outros projectos pedimos o vosso acompanhamento e a vossa oração.
No Capítulo Provincial participam da nossa comunidade do Carmo de Aveiro o Frei João Costa e o Frei Rui Rodrigues.

domingo, 23 de março de 2008

Cantemos um cântico novo!

Pela madrugada, quando nasce a luz
para anunciar o novo dia:
Bendito sejas, ó Deus criador,
que fazeis germinar a vida nas trevas!

Na Primavera, quando canta o sol
para que de novo floresça a nossa terra:
Bendito sejas, ó Pai de Jesus Cristo,
que quebrais a pedra dos túmulos!

E quando cai a tarde
sobre o infinito dos nossos caminhos:
Bendito sejas, Deus escondido,
por Jesus vosso Filho, que foi para junto de Vós!

Como o grão de trigo jaz escondido na terra
até que chegue a Primavera:
assim está a nossa vida escondida em Cristo
esperando o seu regresso.

E como pão que se reparte ao anoitecer
no fim dum caminho que recomeçará amanhã,
a nossa fé reconhece que ressuscitou
Aquele que nos dá o seu próprio corpo!

Porque havemos de chorar a sua morte,
se Ele caminha à nossa frente;
se o dia vai nascer para gritarmos a esperança
e a nossa terra vai, sem demora, dar o seu fruto?

Pai de Jesus Cristo,
com todos quantos acreditam sem terem visto,
com todos quantos buscam sem desfalecer,
com todos os pequenos e humildes de coração,
nós acreditamos:
que Jesus vive e é fonte de vida,
que o seu Corpo é o pão que nos une a Vós,
que o seu Sangue é o vinho duma festa secreta.

Pelo Espírito do vosso Filho, nós Vos pedimos
que guardeis os vossos filhos fiéis na fé.

Que sejamos testemunhas do mistério escondido
que um dia revelastes no silêncio duma manhã,
quando tomaste pela mão o Primogénito
para que fosse a esperança dos homens
que n’Ele morrem e n’Ele renascem.

Dai graças ao Deus da vida: Aleluia! Aleluia!
De madrugada foi tirada a pedra: Aleluia! Aleluia!
Cristo já saiu do sepulcro: Aleluia! Aleluia!

No primeiro dia da semana: Aleluia! Aleluia!
Jesus vem ao meio da sua Igreja: Aleluia! Aleluia!
As mãos e lado mostram a vida: Aleluia! Aleluia!

Dá-nos a paz e o Espírito Santo: Aleluia! Aleluia!
Envia-nos a anunciar a esperança: Aleluia! Aleluia!
Felizes os que crêem sem ver: Aleluia! Aleluia!

A morte foi vencida pela vida: Aleluia! Aleluia!
A vida está escondida em Cristo: Aleluia! Aleluia!
Erguei o vosso coração: Aleluia! Aleluia!

Estava morto e vive eternamente: Aleluia! Aleluia!
Ergueu-se glorioso do túmulo: Aleluia! Aleluia!
Eis o dia da paz infinita: Aleluia! Aleluia!

Ide dizer aos que têm medo: Aleluia! Aleluia!
Que Ele vai à frente do caminho: Aleluia! Aleluia!
Para nos preparar a mesa: Aleluia! Aleluia!

Louvai a Deus partilhando o pão: Aleluia! Aleluia!
Dai graças elevando o cálice: Aleluia! Aleluia!
Eis o corpo e o sangue do Amado: Aleluia! Aleluia!

Acabe a morte, venha a graça: Aleluia! Aleluia!
Brote a paz em nossos dias: Aleluia! Aleluia!
Dai graças ao Deus da vida: Aleluia! Aleluia!

Bendito sejais, Senhor nosso Deus: Aleluia! Aleluia!
Que o céu e a terra Vos cantem: Aleluia! Aleluia!
Hosana pela festa sem fim: Aleluia! Aleluia!

Nós Vos damos graças, ó Deus escondido,
e nosso Pai, por Jesus Cristo, vosso Filho,
vossa palavra e vosso rosto.
Ele é o caminho que nos leva até Vós;
N’Ele habita toda a verdade
e ninguém pode conhecer o seu Nome
se não permanece em Vós, ó Pai.
Sim, nós proclamamos que no vosso Filho
se manifesta a vida
e que n’Ele renasce para todos
a esperança da paz sem fim.
Em comunhão com o céu e a terra,
nós Vos bendizemos, ó Deus vivo!
Amen.

(Chama n.º 665 -­ 23 Março ’08, Domingo de Páscoa)

sábado, 22 de março de 2008

Alegria pascal

Terminada a Quaresma a Igreja é convidada a celebrar em júbilo e exaltação a Páscoa do Senhor. Vivamos a Cinquentena pascal como um único dia de júbilo pela Ressurreição do Senhor.
Com particular intensidade e amor vivamos a Semana da Páscoa em comunhão e oração com o Senhor glorioso e ressuscitado. Ao longo da Semana o Senhor reúne-se com os seus discípulos para firmar a sua fé e amor.

terça-feira, 18 de março de 2008

23 de Março | Domingo de Páscoa

Há um túmulo aberto e uma pedra que rolou. Há um sudário dobrado e ligaduras abandonadas. Jesus triunfou para sempre sobre o mal e sobre a morte. O Amor ressuscitou-O. É a vitória definitiva. E nós, cheios de alegria, celebramo-l’O porque queremos viver como Ele e queremos que a Sua vida chegue a todos os homens e mulheres do mundo inteiro. Houve morte e ressurreição. Houve abandono e encontro.
ALELUIA! Cristo Ressuscitou!

10:00 Eucaristia da ressurreição.
11:30 Eucaristia da ressurreição.
18:00 Oração discípulos de Emaús.
18:30 Eucaristia da ressurreição.

22 de Março | Sábado Santo

Vigília Pascal na Noite Santa

O Senhor Jesus está no sepulcro, no lugar dos mortos. E nós, sua Igreja, em silêncio, velamos e esperamos com fé a sua Ressurreição. Meditemos em silêncio e oração, a sua Paixão e Morte.
O Sábado Santo é um dia cheio de esperança. Nós sabemos que Jesus não fica no sepulcro, que ressuscitará. Hoje, nós aguardamos esperançadamente a Noite santa da sua ressurreição.

09:00 Oração da Sepultura do Senhor.
16:00 Terço de Nossa Senhora Dores.
21:30 Solene Vigília da Ressurreição.

21 de Março | Sexta-feira Santa

Celebração da Paixão e Morte do Senhor
Jesus verdadeiro Deus e verdadeiro homem, o Servo Sofredor, conheceu a provação e a angústia da morte. A cruz diz-nos que o perdão aumenta o amor; que só na obediência ao Pai tudo se pode cumprir; que duma vida entregue até ao fim pode nascer o homem novo. Do madeiro da cruz resplandece a vida.

09:00 Via Sacra.
15:00 Oração da Hora de Noa.
18:30 Celebração da Paixão do Senhor.