segunda-feira, 7 de abril de 2008

Oração proposta para a 45.ª Semana de Oração pelas Vocações

Senhor, Pai Santo, que amais o mundo que criastes
e não vos cansais de o contemplar e concluir que tudo é bom!
Ao ser humano, criado à vossa imagem e semelhança,
confiastes a missão de guardar a vossa obra
e quisestes chamar homens e mulheres
para, convosco, a conduzir à realização plena.

A fim de consumar este projecto,
enviastes ao mundo o vosso Filho Jesus Cristo
que, nos mostrou o Caminho para a felicidade a que aspiramos.
Chamando alguns de entre os seus discípulos,
partilhou com eles a sua Missão
e enviou-os a levar o Evangelho a toda a parte.

Este chamamento foi confirmado pelo Espírito Santo
e, ao longo destes últimos vinte séculos,
continuamente repetido e acolhido por tantos e tantas
que têm entregado a sua vida por esta preciosa causa.

Também agora, Pai Santo, Vos pedimos
que continueis a chamar, de entre nós,
aqueles que escolheis para partilhar a Missão de vosso Filho:
no ministério ordenado;
na vida consagrada activa;
na vida monástica e contemplativa;
na vida laical e matrimonial…
Pedimo-vos a graça da abertura do coração
para correspondermos sempre com generosidade e prontidão.

Confirmai com o vosso Santo Espírito
a acção e missão daqueles a quem chamastes e enviastes;
confortai-os nas dificuldades e desânimos.
Confiamos, também, esta causa à protecção de Maria,
a serva atenta e fiel à vossa vontade
e a S. Paulo, Apóstolo firme e zeloso do Evangelho.

A Vós, Pai Santo,
pelo vosso Filho Jesus Cristo,
no Espírito Santo,
sejam dadas honra e glória pelos séculos dos séculos.
Ámen.

DA VOCAÇÃO À MISSÃO

1.Desde o início do seu ministério apostólico, o Santo Padre Bento XVI, retomando uma já longa tradição, sublinhou e destacou a importância do ambiente e do sentido em que a vocação deve ser acolhida e em que esta Jornada vocacional deve ser vivida.
A teologia da vocação tem necessariamente de ser compreendida a luz da esperança, que brota do amor infinito de Deus que, pela Igreja – Mistério, Comunhão e Missão, nos chama a ser servidores da sua alegria, testemunhas da sua bondade e apóstolos do nosso tempo.
Missionária na sua essência, no seu conjunto e em cada um dos seus membros, a Igreja sabe que o imperativo de viver, testemunhar e anunciar o Evangelho é de todos os cristãos desde o Baptismo e sobretudo desde a Confirmação. Para compreendermos o dinamismo, a génese e o percurso de cada vocação devemos mergulhar neste oceano imenso de graça e de santidade, de mistério e de comunhão, de serviço e de missão onde se desenvolvem a vida e o testemunho cristão de cada um de nós.
O mistério de amor de Deus pela humanidade e as promessas divinas feitas ao povo de Israel concretizaram-se, cumpriram-se e “realizaram-se plenamente em Jesus Cristo” que escolheu discípulos para continuarem a sua missão.
A vocação tem sempre esta génese e evoca em permanência esta história: é dom de Deus e é olhar efectivo e afectivo de amor e de compaixão redentora para com o povo.
O sacerdote, o(a) consagrado(a) e o(a) missionário(a) são sinal desta aliança divina e são caminho profético de libertação e de salvação de pessoas e de povos que reencontram Deus e redescobrem o sentido da Vida e da História. Vivendo como discípulos de Jesus, o Mestre, e dóceis ao Espírito Santo eles sentem-se enviados em missão, em discretos e anónimos trajectos ou em percursos novos e corajosos junto de quem sofre e de quem trabalha pelas causas justas e urgentes de um mundo em busca de Deus, de dignidade e de esperança.
Nunca nos faltou no exemplo de Jesus e na vida da Igreja o lugar e o tempo dados à oração e à contemplação como formas imprescindíveis a preceder e a acompanhar a vocação a uma vida activa ou a fundar o carisma e a missão da própria vocação à vida contemplativa. Este é um dom inesgotável de graça e de bênção a que devemos incessantemente recorrer. Lembra-nos o Santo Padre que “somente num terreno espiritualmente bem cultivado brotam as vocações para o sacerdócio e para a vida consagrada”.
3. A oração, a alegria de ser chamado, a coragem de chamar, a disponibilidade confiante para trabalhar na pastoral juvenil e vocacional, a vida cristã das famílias, o ambiente formativo dos Seminários e das Congregações e Institutos Religiosos e o acolhimento e compromisso apostólico das comunidades e instituições cristãs são alguns dos inúmeros momentos, meios e mediações de uma verdadeira e criativa pedagogia da vocação.
O exemplo de S. Paulo e o “discurso missionário” de S. Mateus, que o Santo Padre refere na Mensagem, falam-nos de uma verdadeira cultura da vocação respaldada na simplicidade, na verdade, na confiança, na conversão e na coragem, características tão próprias dos jovens de hoje e de sempre.
São múltiplos e “comoventes os testemunhos que poderão inspirar muitos jovens a seguirem Cristo e a gastarem a sua vida pelos outros”, diz-nos Bento XVI. Sentimos todos igualmente que são muitos, generosos e criativos os testemunhos daqueles que se decidem hoje a trabalhar com alegria na pastoral vocacional nos seus âmbitos mais diversificados e nas suas expressões mais belas. Também isso nos diz que a hora que vivemos é uma hora de Deus que, em jeito de vigília, anuncia manhãs de esperança.
4. Pede-nos o Santo Padre que a sua Mensagem, dirigida a todas as comunidades eclesiais, possa suscitar “subsídios de oração e encorajar o empenho de todos os que trabalham com fé e generosidade ao serviço das vocações”.
Foi nesta Mensagem que se inspirou, com dedicação e alegria, o Secretariado Diocesano de Pastoral Juvenil e Vocacional de Aveiro, a pedido da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios, para elaborar este Guião a multiplicar pelas dioceses, comunidades e movimentos e grupos apostólicos de todo o País. Esta referência de justa gratidão é também um sinal da comunhão e da partilha que a Comissão Episcopal Vocações e Ministérios tem procurado incentivar e promover.
5. Que Nossa Senhora, a Estrela da Esperança, nos ensine a “implorar do Senhor o florescimento de novos apóstolos” e a trabalhar nesta missão da pastoral vocacional com alegria e com generosidade.

Mensagem de D. António Francisco dos Santos,
Bispo de Aveiro e Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministério

domingo, 30 de março de 2008

O Capítulo reuniu e decidiu

O Décimo Capítulo Provincial reuniu-se de 25 a 28 de Março, no Centro de S. Teresa de Jesus, em Avessadas, com o intuito de avaliar o caminho percorrido e delinear, com a graça de Deus o que nos toca percorrer nos próximos três anos.
No fim da manhã do dia 25, na primeira sessão de trabalhos, foi eleito para novo mandato o Padre Frei Pedro L. Ferreira.
Seguidamente elegeram-se os Conselheiros provinciais, por esta ordem:
P. Fernando Reis;
P. Joaquim Teixeira;
P. Alpoim Portugal;
P. Armindo Vaz.
Na sequência dos trabalhos capitulares elegeu-se também a comunidade do Carmo de Aveiro, que será presidida pelo Frei Silvino Teixeira e que fica assim constituída:
Frei Silvino Teixeira Filipe;
Frei Manuel de Jesus Vaz de Brito.
Frei Rui Fernandes Rodrigues; O Padre Brito nasceu no dia 24 de Setembro de 1938, em Santa Maria Maior, Viana do Castelo. Foi Superior (Vigário) Provincial da Ordem, Superior da Comunidade do Porto, Mestre de Noviços e Mestre de Estudantes de Teologia, foi Pregador de retiros dum extremo ao outro de Portugal, e é reconhecido no país pela sua delicadeza de pai espiritual.
É sacerdote há quase 40 anos.

O medo não dá bons frutos!


Por escolha do Ressuscitado, o dia dos cristãos, aquele em que reúnem, é o primeiro da semana. É o Domingo, é o dia do Senhor! Esse é o dia em que nos encontramos e todos somos encontrados por Jesus. Segundo os relatos dos Evangelhos não é o Senhor que reúne os seus discípulos após a sua morte, mas que lhes aparece estando eles previamente reunidos.
Qual a força poderosa que levou os discípulos de Jesus a congregar-se após a Sua morte? O medo. Foi o medo e a memória das refeições que haviam comido com Ele. No dia da Ressurreição os discípulos estão de novo reunidos, embora alguns estejam já dispersos e afastados. Mas a verdade é que a reunião medrosa à volta duma mesa de refeição vai-se, pouco a pouco, convertendo em sinal da presença nova do Ressuscitado.
O medo é uma constante da vida humana. E também na vida dos que vivem da fé. Os indivíduos e as comunidades temem os perigos e mais os temem se eles lhes podem tirar a vida. Sempre assim foi. Ao longo dos Evangelhos o medo irrompe várias vezes em cena e atemoriza poderosamente a comunidade dos discípulos. Porém, medo algum se assemelha ao que a tragédia do martírio de Jesus provocou no pequeno rebanho dos seus seguidores. A cobardia que é uma mistela que inclui o medo como ingrediente levou Pedro negá-l’O; a ganância que é o medo de tudo perder levou Judas a trai-l’O; O medo puro e simples e a desorientação afugentaram os demais monte abaixo; apesar do medo José de Arimateia acede à presença do governador Pilatos para lhe pedir o corpo do seu Mestre a fim de o sepultar. Mas por medo não revela que é discípulo de Jesus.
A fúria da estupidez, do ódio e da morte torturaram o corpo de Jesus e rasgaram o seu coração. Morto o pastor, as autoridades assustaram sem dificuldade o rebanho dos discípulos, irromperam por ele adentro e todos se dispersaram ou encolheram cobardemente. À volta d’Ele, mesmo depois de imóvel e morto só ficou um menino e um piedoso punhado de mulheres. Alguns discípulos fugiram regressando ao passado, seja o de Emaús seja o da Galileia; outros encarceraram-se voluntariamente no Cenáculo, a casa do medo, trancada com trancas que só um, o Ressuscitado, saberá soltar.
Eis os frutos do medo: cobardia, desânimo, fuga, negação, regressão ao passado, frustração e auto-reclusão. E medo. E sempre o medo. Simplesmente o medo e a paralisia. Frutos bem amargos estes, bem amargos porque demasiado humanos. Só humanos e desencarnados de esperança. O Ressuscitado não merece aqueles frutos! O Redentor cujo corpo foi dado em oblação como fruto belo e agradável à sua Igreja, não merece frutos tão fracos e tão amargos.
Mas é o que lhe oferece a Primeira Igreja!
Eram bem justos os motivos para se sentirem atezanados pelo medo: a perseguição era tão real que rebentou como um tufão, embora o Mestre os tivesse prevenido de que o mundo os perseguiria, porque O perseguira a Ele. Perante as evidências tinham medo, e já nenhum coração recordava as Suas palavras na Última Ceia: «Não se perturbe nem se acobarde o vosso coração.»
O medo também leva à perda da memória... Talvez não toda, mas concerteza à vacilação sobre as palavras que melhor poderiam alentar. O tolhimento é tal (e não se diga só da Primeira Igreja, mas da de muitos momentos da história da Igreja) que tem de vir de fora do medo a força que o espante e rebente com os ferrolhos tão convicta e medrosamente fixados às portas, porque as portas do medo só podem ser estilhaçadas por Quem é vencedor da causa do medo!
E assim é que, Jesus, o Vencedor, se apresenta no meio dos discípulos, saudando-os na paz, a paz que eles já conheciam, pois lha confiara na Última Ceia. Eles sabem que a paz do Ressuscitado é a do Jesus de Quinta-feira Santa, porque Ele prometera que a sua não era uma paz como a do mundo. E juntamente com a paz mostrou-lhes as marcas dos cravos e o Lado aberto: e ali estava Quem estivera na cruz e sucumbira às garras da morte! Era Ele, não podia ser outro.
E encheram-se de alegria ao ver o Senhor!
E tudo mudou! Renasceu a ilusão e a esperança no coração daqueles que se tinham alimentado dos amargos frutos do medo. Se Jesus ressuscitara — e eles viam-n’O ressuscitado!— então, começara a Nova Humanidade, porque pela sua ressurreição nascemos para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe.
Acabara o tempo dos frutos amargos que alimentam homens fracos e produzem gerações raquíticas. Foi inaugurado o tempo da humanidade que não morre, ainda que sujeita às tribulações próprias dos caminhos da fé e às resistências dos que se escandalizam com a proposta do Evangelho: então não é que muitos, que, porque só se alimentam dos frutos do medo, não compreendem nem aceitam uma humanidade nova e livre, que vai a caminho da vida sem fim?
E como é difícil oferecer-lhes dos frutos da alegria da Ressurreição!

Peregrinação

Nos dias 19 e 20 de Abril vai realizar-se uma peregrinação aos santuários transmontanos de Nossa Senhora do Amparo, em Mirandela; Senhora da Assunção, em Cerejais; e Balsamão, em Macedo de Cavaleiros. As inscrições podem fazer-se na sacristia da Igreja do Carmo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Terminado o triénio

Os religiosos da comunidade do Carmo de Aveiro agradecem a colaboração de todos os seus irmãos, amigos e benfeitores, e louvam o Deus de todas as graças por terem partilhado da fé, esperança e amor desta porçãozinha dos discípulos de Jesus.
O Senhor Ressuscitado e a Mãe formosa do Carmo a todos nos abençoem com a ternura dos seus corações.
Com o coração agradecido também nós vos abençoamos e vos desejamos Santa e Feliz Páscoa.

X Capítulo Provincial

De 24 a 29 de Março, Semana da Páscoa, reúne-se no Centro de S. Teresa de Jesus, em Avessadas, a Assembleia máxima da Província dos Padres Carmelitas Descalços, ou Capítulo Provincial, com o intuito de avaliar o caminho percorrido e delinear, com a graça de Deus o que nos toca percorrer nos próximos três anos.
Presentemente a nossa Província é constituída por 28 religiosos, dos quais 27 são sacerdotes e um é professo solene. Os professos de votos temporários são sete: dois portugueses, dois indianos, dois timorenses e um angolano. As comunidades são oito: Aveiro, Avessadas, Braga, Elvas, Fátima, Funchal, Porto e Viana do Castelo. Durante o triénio de 2005-2008 a Província recebeu o Padre Frei Luiz Filipe Mendes, transferido da Província do Sudeste do Brasil, nos primeiros dias de Janeiro de 2007. Este religioso veio a falecer no Convento do Funchal, a 28 de Fevereiro de 2007. No início do triénio, a 30 Maio de 2005, faleceu, sendo Prior do Convento do Funchal o Padre António José Carneiro Araújo. E o Padre Santos Zabala, daquela comunidade, está em Bilbao, Espanha, para receber tratamento e acompanhamento junto de duas das suas irmãs.
Nasce um novo triénio e com ele o desafio de lançar a Domus Carmeli, novo convento da Ordem em Fátima, que se prevê de ampla projecção nacional e internacional. Para este e os outros projectos pedimos o vosso acompanhamento e a vossa oração.
No Capítulo Provincial participam da nossa comunidade do Carmo de Aveiro o Frei João Costa e o Frei Rui Rodrigues.