sábado, 11 de outubro de 2008

Recomeçando

É neste fim de semana que fazemos a Abertura de um Novo Ano Pastoral. Naturalmente que não haverá gandes alterações no modelo de comunidade que temos vivido ao longo destes últimos anos.
No entanto, e procurando responder a algumas inquietacções que se nos vão apresentando, e procurando solucionar outras situações, podemos desde já avançar algumas propostas de renovação.
Assim, regressamos ao antigo modelo, na primeira Quinta-feia de cada mês, às 17H45, haverá a Exposição e Adoração do Santíssimo, orando pelas vocações à Igreja e especialmente à nossa Ordem.
Uma vez por mês, em data que oportuamnete será comunicada, os "Amigos da Eucaristia" irão promover um tempo de Adoração mais longo, mas com a Benção do Santíssimo a ser feita num horário mais acessível, ou seja um pouco mais cedo do que era habitual no passado ano pastoral. Estes dias de Adoração serão escolhidos procurando fazê-los coincidir com algumas festas litúrgicas.
Continuaremos com a devoção ao Menino Jesus de Praga, procurando fazer crescer o "Clube do Menino". Assim na última Sexta-feira de cada mês rezaremos a Coroinha do Menino Jesus. No entanto, durante a Quaresma, e devido à devoção da Via Sacra, será em princípio adianta para a Quinta-feira anterior.
Estas são algumas pequenas alterações que são feitas neste Ano Pastoral, que com a colaboração de todos ajudar-nos-ão a viver melhor a nossa fé, como membros da Igreja.

AVISOS

DOMINGO 12
Na Eucaristia das 11H.30 os elementos dos vários grupos da nossa comunidade farão o seu compromisso.

QUARTA-FEIRA 15
SOLENIDADE DE SANTA TERESA DE JESUS
08H.00 - Eucaristia
18H.00 - Oração teresina
18H.30 - Concelebração eucarística
Após a Eucaristia o Santíssimo ficará em Exposição, até às 21h.30.

QUINTA-FEIRA 16
Nas missas desse dia rezaremos pelos defuntos da Família Carmelita.

DOMINGO 19
»É o Domningo ds Missões. O ofertório das missas desse Domingo destinam-se às missões.
» Neste mesmo dia serão beatificados os veneráveis Luís Martin e Célia Guerin, pais de Santa Teresinha. »» Realiza-se a XI ASSEMBLEIA DIOCESANA do Renovamento Carismático Carismático, no Salão D. Evangelista Lima Vidal.

NOVENA DE SANTA TERESA DE JESUS
Continuamos a novena de preparação para a solenidade de Santa Teresa de Jesus.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

S. Teresinha do Menino Jesus (1873 - 1897)

Nasceu no dia 2 de Janeiro de 1873, em Alençon, França. Desde pequenina, rodeada de todo o carinho familiar, começou a ser chamada Rainha. Sua mãe morreu quando ela era ainda muito pequena.Na sua Autobiografia, Teresinha diz que bastava olhar para seu pai para saber como rezam os santos. A sua primeira escola de todas as virtudes foi a sua família. Nos passeios que dava com seu pai, gostava imenso de dar esmolas aos pobres.Quando a sua irmã mais velha entrou no Carmelo, Teresinha não resistiu. Caiu doente com uma enfermidade estranha que por pouco não a conduziu à morte. Eram insistentes as orações de todos. Por fim, Teresa melhorou, depois de ter visto sorrir uma imagem de Nossa Senhora que se encontrava no seu quarto.Tinha quase 15 anos, quando também ela decidiu entrar no Carmelo. Diante das dificuldades que encontrou, decidiu ir a Roma pedir ao Papa que a deixasse entrar antes da idade estabelecida na lei. Assim o conseguiu.Tinha sido a Rainha no seu lar, por isso, sentindo-se também a Rainha de Jesus, aproveitava para Lhe pedir favores para todos.Na Sexta-feira Santa de 1896 teve uma hemorragia pulmonar e alegrou-se por sentir que depressa estaria no Céu. No dia 30 de Setembro de 1897, quando os sinos tocavam as Ave Marias da tarde, Teresinha sentiu o mesmo sorriso de Maria da sua infância e exclamando: "Meu Deus, quanto Vos amo!", voou nos braços de Jesus ao Céu. Faltavam três meses para fazer 24 anos.A sua mensagem que repetiu antes de morrer, deixou-a nos seus escritos: "Não espero estar inactiva no Céu. Depois da minha morte farei cair sobre a terra uma chuva de rosas. Agora que eu morro é que a minha missão vai começar: a missão de fazer as almas amarem a Deus como eu O amo. Eu quero passar o meu Céu a fazer bem à terra".Foi proclamada, por todo o seu amor e zelo apostólico, Padroeira das Missões, juntamente com S. Francisco Xavier.
Os seus pais, Luis e Célia, sobem com ela a glória dos altares no dia 19 de Outubro de 2008, Dia Mundial das Missões, ao serem beatificados.

sábado, 12 de julho de 2008

CARMELO: BELEZA DE MARIA!

NOSSA SENHORA É COMPARADA AO CARMELO PELA SUBLIMIDADE DA SUA CONTEMPLAÇÃO, PELA SUA DOÇURA, PELA SUA BELEZA...

Estamos a celebrar a festa da nossa Mãe, e Padroeira, Nossa Senhora do Carmo, e esta invocação convida-nos também a procurar o seu significado. Mas, por mais estranho que nos pareça esta invocação tão carmelitana é muito anterior à fundação da nossa Ordem.
De facto "Carmelo" quer dizer "vinha do Senhor", "jardim de Deus", mas também significa por antonomásia a Beleza de Maria, a "Esposa " de Deus.
A aproximação simbólica entre o Carmelo e Maria é muito anterior aos carmelitas; intui-se através da leitura do Cântico dos Cânticos e de outros livros vetero-testamentários, especialmente Isaías e o 1º Livro dos Reis, e também através da Liturgia. Algumas interpretações aplicam à Igreja tudo quanto o Esposo do Cântico dos Cânticos louva na Esposa. Mais tarde a Esposa do Cântico dos Cânticos é identificada com a Virgem Maria, e então "a cabeça da Virgem", isto é a sua intenção e o seu aspirar às coisas do alto faz com que Maria mereça o nome da sublime montanha do Carmelo, pois Carmelo também significa "ciência da circuncisão", e Maria é justamente chamada Carmelo porque não foi sujeita aos desejos carnais, e ao gerar o Filho
Estamos a celebrar a festa da nossa Mãe, e Padroeira, Nossa Senhora do Carmo, e esta invocação convida-nos também a procurar o seu significado. Mas, por mais estranho que nos pareça esta invocação tão carmelitana é muito anterior à fundação da nossa Ordem.
De facto "Carmelo" quer dizer "vinha do Senhor", "jardim de Deus", mas também significa por antonomásia a Beleza de Maria, a "Esposa " de Deus.
A aproximação simbólica entre o Carmelo e Maria é muito anterior aos carmelitas; intui-se através da leitura do Cântico dos Cânticos e de outros livros vetero-testamentários, especialmente Isaías e o 1º Livro dos Reis, e também através da Liturgia. Algumas interpretações aplicam à Igreja tudo quanto o Esposo do Cântico dos Cânticos louva na Esposa. Mais tarde a Esposa do Cântico dos Cânticos é identificada com a Virgem Maria, e então "a cabeça da Virgem", isto é a sua intenção e o seu aspirar às coisas do alto faz com que Maria mereça o nome da sublime montanha do Carmelo, pois Carmelo também significa "ciência da circuncisão", e Maria é justamente chamada Carmelo porque não foi sujeita aos desejos carnais, e ao gerar o Filho
Estamos a celebrar a festa da nossa Mãe, e Padroeira, Nossa Senhora do Carmo, e esta invocação convida-nos também a procurar o seu significado. Mas, por mais estranho que nos pareça esta invocação tão carmelitana é muito anterior à fundação da nossa Ordem.
De facto "Carmelo" quer dizer "vinha do Senhor", "jardim de Deus", mas também significa por antonomásia a Beleza de Maria, a "Esposa " de Deus.
A aproximação simbólica entre o Carmelo e Maria é muito anterior aos carmelitas; intui-se através da leitura do Cântico dos Cânticos e de outros livros vetero-testamentários, especialmente Isaías e o 1º Livro dos Reis, e também através da Liturgia. Algumas interpretações aplicam à Igreja tudo quanto o Esposo do Cântico dos Cânticos louva na Esposa. Mais tarde a Esposa do Cântico dos Cânticos é identificada com a Virgem Maria, e então "a cabeça da Virgem", isto é a sua intenção e o seu aspirar às coisas do alto faz com que Maria mereça o nome da sublime montanha do Carmelo, pois Carmelo também significa "ciência da circuncisão", e Maria é justamente chamada Carmelo porque não foi sujeita aos desejos carnais, e ao gerar o Filho
de Deus, não agradou a nenhum homem, mas agradou indivisa e somente ao Único Deus!
Maria entra na constelação simbólica da família do Carmo, através da "via da beleza". Na verdade o nome Carmelo é conhecido em todas as partes do mundo, é familiar como nenhum outro, e a sua beleza natural parece estar em harmonia perfeita com os seus graciosos atributos. O seu tranquilo perfil parece emergir das águas do Mediterrâneo; do seu alto os olhos podem deleitar-se sobre a vasta planície do Esdrelão que se estende ao longo, enquanto a alma contemplativa olha para baixo para o mistério de Nazaré. O Carmelo é lugar natural de retiro para os contemplativos. O Monte Carmelo "é a mais bela das montanhas" pela fertilidade das árvores e a beleza das flores, pela abundância das fontes e pelo murmúrio das suas águas!
A Maria se aplica o elogio à Esposa, no citado libro Cântico dos Cânticos "a mais bela entre as mulheres" cuja "cabeça é majestosa como o Carmelo". Desta analogia simbólica da cabeça de Maria com o Carmelo passa-se à aplicação de todos os atributos do Carmelo a Maria, e assim Ela mesma recebe e torna-se senhora e dona do Monte, tornando-se ela mesma
"formosura e esplendor" do Carmelo.

Assim Maria "sobe" ao Carmelo desde o "mar" da humanidade pecadora, simbolizada na "nuvenzinha", sob o olhar profético-contemplativo de Elias, consumando-se aí as núpcias místicas de Maria com o Filho de Deus, no momento da Encarnação, e deste modo Ela converte-se na Esposa de Deus, em Esposa de Cristo, o "monte" no qual agrada a Deus habitar, e este monte é o Carmelo-Maria. Por isso, o monte Carmelo é já nos primeiros séculos da vida da nossa Ordem o símbolo da união com Deus como nos lembra São João da Cruz.
Nossa Senhora é comparada ao Carmelo pela sublimidade da sua contemplação, pela sua doçura...
Hoje, continuamos a chamar-nos "Irmãos da Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo", mas tal título não deve ser uma referência histórica ao local daquela montanha sagrada, ou uma simples devoção, mas um compromisso de nos unirmos ao Mistério da Virgem Mãe, ao Mistério da Encarnação, ou antes, como Maria sermos belos ao olhos de Deus e, como Maria tornarmo-nos "Esposas" do Altíssimo.
É isto que espera e nos pede Maria, a Senhora do Carmo! Ela quer que cada um dos seus devotos seja imitador daqueles que a amaram e seguiram: Teresa de Jesus, João da Cruz, Teresa do Menino Jesus, Teresa dos Andes, Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), Rafael Kalinowsky, Maravilhas de Jesus, Isabel da Trindade, Dionísio da Natividadee Redento da Cruz, Isidoro Bakanja e tantos outros Santos do Carmo, seus Filhos!

O CARMO E AS MISSÕES

Santa Teresa de Jesus, nossa Mãe e Fundadora, teve uma especial predilecção pela actividade missionária, tendo chegado a afirmar que mil vidas daria para salvar uma só alma das muitas que se perdiam nas Índias (América do Sul)
Ainda em vida teve a alegira de ver partir para África a primeira expedição missionária do Carmelo Descalço, que infelizmente não chegou ao seu destino, porque a embarcação naufragou e faleceram todos os religosos. Outras expedições se seguiram até que os carmelitas aportassem no Reino Congo (actual estado de Angola), onde permaneceram por longos anos.
Após a extinção das Ordens Religiosas em Portugal, também a nossa presença na então Africa Portuguesa se extinguiu até que na década de sessenta do século passado, partiram de Aveiro os primeiros misionários, que a nossa província enviou para o Limpopo (Moçambique), presença, essa, que se manteve mesmo depois da indepência daquele país.
Também há dois anos a nossa comunidade de Aveiro, que conta com dois pequenos grupos missionários, enviou para aquele país uma réplica da imagem de Nossa Senhora do Carmo que no século XX os carmelitas levaram para aquela missão.
A nossa Província continua a colaborar com as missões em Moçambique, concretamente com a Missão de São Roque, perto do Maputo, apadrinhando algumas crianças. Para continuar com essa ajuda as Edições Carmelo editram um CD duplo, com textos da Beata Isabel da Trindade e música do nosso estudante de Teologia, Fr. João Rego.
Isabel da Trindade encontrou um tesouro, descobriu dentro do seu coração urna riqueza tão grande, que não se cansará de anunciar esse segredo àqueles que ama. Este cd quer ser uma ajuda à procura desse tesouro escondido, a deixarmo-nos amar, até encontrarmos como ela "o Céu na terra", a nossa morada, o Amor. O amplo conjunto de cânticos que vos são oferecidos pretende ser sobretudo uma ajuda à oração e ao trabalho pastoral.O lucro da venda deste cd reverte a favor das missões
O mesmo pode ser adquirido na sacristia.

sábado, 5 de julho de 2008

FESTAS DE NOSSA SENHORA DO CARMO

05 Julho (SÁBADO)
(Início da Novena de Nossa Senhora do Carmo)
* Peregrinação Carmelitana a Fátima
* 18H.00: Oração Mariana (Carmelitas Seculares)
* 18H.30: Eucaristia

06 Julho (DOMINGO)
* 10h.00 - Eucaristia
* 11h.30 - Eucaristia
* 18h.00 - Oração Mariana
(Confraria de Nossa Senhora do Carmo)
* 18.30 - Eucaristia

07 Julho (SEGUNDA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
(Grupo Adoramus Te)
* 21h.30 Eucaristia


08 Julho (TERÇA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
(Coro Cântico Espiritual, Coro Lauda Carmeli e Coro Aurora da Manhã)
* 21h.30 Eucaristia


09 Julho (QUARTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
(Zeladoras dos Altares, Visitadoras dos deoentes e Grupo de Liturgia)
* 21h.30 Eucaristia

10 Julho (QUINTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
(Voces Carmeli e Paris Carmeli)
* 21h.30 Eucaristia

[nesta celebração teremos presente todos os defuntos da família carmelita, de um modo especial os defuntos da Confraria de Nossa Senhora do Carmo, bem
como todos os devotos do Escapulário]


11 Julho (QUINTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
(Ministros da Comunhão e Leitores)
* 21h.30 Eucaristia


12 Julho (SÁBADO)
* 8h.00 - Eucaristia
* 17H.00 - Consagração das Crianças
* 21h.00 - Procissão em honra de Nossa Senhora do Carmo

(Percorre as seguintes ruas: Rua do Carmo, Rua Eng. Oudinot, Rua Dr. Alberto Souto, Rua Guilherme Gomes Fernandes, Rua do Carril e Rua do Carmo)
* Após a Procissão seguir-se-á a Eucaristia.

13 Julho (DOMINGO)
* 10h.00 - Missa Festiva
* 11h.30 - Missa Festiva
* 18h.00 - Oração Mariana
* 18h.30 - Missa Festiva

16 Julho (QUARTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia de N.S. Carmo
* 18h.00 - Oração Mariana
* 18h.30 - Solene Concelebração Eucarística
No final far-se-á a Procissão do Silêncio com a Consagração a Nossa Senhora

N.B: Quem participar pelo menos em cinco dias da Novena, e quem visitar a Igreja do Carmo no dia 16 de Julho poderá obter Indulgência Plenária.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

EM LOUVOR DE PEDRO E PAULO

Com o sangue dos Apóstolos
Este dia se consagra
Em que S. Pedro e S. Paulo
São coroados de glória.
A mesma sorte os uniu
No mesmo penhor de sangue:
Por Cristo deram a vida,
Cristo lhes deu o diadema.
Pedro ouviu a voz de Cristo,
Foi pastor do seu rebanho.
Paulo, de perseguidor
Transformou-se em vaso eleito.
Braços pregados na cruz,
Na cruz suspenso, Simão,
A Deus honrando, alcançou
As palmas do testemunho.
Por isso Roma, orgulhosa
Do seu martírio, lhe ergueu,
Em sinal de devoção,
O mais belo monumento.
E de todo o mundo acorrem
Até Roma os peregrinos:
Roma que é centro dos povos,
Cabeça da Cristandade.
Nós Vos pedimos, Senhor,
Nos junteis aos dois Apóstolos
Na alegria incorruptível
Da Vossa eterna presença.

(Hino do Ofício Divino)

UNIDOS NA FÉ E NO MARTÍRIO!

PEDRO E PAULO SÃO PARA NÓS DOIS EXEMPLOS DE UMA E ÚNICA FÉ EM JESUS CRISTO. SER FIEL À FÉ É VIVÊ-LA COMO FUNDAMENTO INCONDICIONAL, COMO COMUNHÃO ENTRE TODOS OS CRISTÃOS
A liturgia oferece-nos ao longo do ano algumas solenidades; umas caem em Domingo, outras acontecem em feriado, dia Santo de Guarda, utilizando a linguagem tradicional, e outras em qualquer outro dia da semana, o que tantas vezes leva a que sejam "esquecidas" , por muitos cristãos.
Mas, felizmente, acontece que às vezes as tais solenidades menos celebradas também ocorrem em Domingo, como acontece, este ano com a Solenidade do Martírio de São Pedro e São Paulo.
Embora, neste fim de semana se inicie o Ano Paulino, o qual, certamente, será recordado, ao longo do ano, não queremos menosprezar a grandeza e singeleza deste dois baluartes da Igreja.
É verdade que Pedro e Paulo não morreram juntos, mas Igreja quis juntar a celebração destes dois apóstolos, porque eles são de facto duas colunas da Igreja, embora muito diferentes, no entanto complementam-se reciprocamente.
Pedro e Paulo são personagens muito diferentes pelo seu modo de ser e agir, mas muito iguais na sua fé e no seu amor a Jesus Cristo. São também idênticos pela sua entrega incondicional até à morte, pelo afã de reunir uma comunidade que vivesse da fé e do amor de Jesus cristo. Ainda que um e outro tivessem realizado essa tarefa de um modo bastante distinto, ambos são exemplos vivos para cada um de nós.
Em relação a Pedro, os evangelhos parecem empenhados em sublinhar duas coisas (aparentemente contraditórias) é o primeiro a confessar a sua fé em Cristo, mas também o primeiro a enganar-se e a desaconselhar Cristo a seguir o caminho que leva à Cruz (um caminho que era demasiado difícil para Pedro e por isso negou aquela fé que antes generosamente proclamara). O equívoco de Pedro, convertem-no, no entanto, num homem de fé radical. Por isso Jesus o escolhe para ser a pedra, a rocha, o fundamento da Igreja.
E Simão Pedro, desde o princípio assumiu a missão que Jesus lhe confiara, e na Última Ceia, quando o Mestre decide lavar os pés aos discípulos é ele quem recusa tal gesto, pois lhe parecia indigno que a Aquele a quem seguiam tivesse um gesto de tanta humildade. Pedro que confessara que daria a vida por Cristo é o mesmo que no Jardim das Oliveiras, puxa da espada para defender Jesus, enfrentando sozinho um batalhão!
Mas como bem dizia Jesus, "Eu não vim chamar os justos mas os pecadores", evidencia também as fraquezas dos seus seguidores, o que também se revela em Pedro, quando junto à fogueira, nega o Mestre, dizendo desconhecê-l’O!
Mas, se Pedro negou a Cristo, não foi no entanto, deserdado da missão que o Mestre lhe confiara, antes pelo contrário foi confirmada junto às margens do lago de Genesaré, quando por três vezes teve de responder à pergunta do Mestre: "Simão, filho de Jonas, tu amas-Me", e ele entristecido teve de responder: "Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo!".
Se outrora Jesus escolhera gente humilde para serem seus discípulos, também escolhe para apóstolo Paulo, um judeu que esforçadamente perseguia a Igreja, para o converter no mais eficaz anunciador da fé e do amor de Jesus, construindo uma Igreja aberta a todos os povos, e culturas de todas as latitudes.
Paulo, o apóstolos dos gentios, não tem medo de aventurar-se, de ultrapassar todos os obstáculos para levar a fé de Jesus Cristo. Sem este Apóstolo a primitiva Igreja teria, talvez, ficado confinada ao pequeno círculo do povo judeu, (ainda que tenha sido Pedro a acolher o pagão Cornélio no seio da Igreja). Por isso não é de estranhar que estes dois apóstolos por vezes tenham entrado em choque na resolução de problemas que iam surgindo na Igreja nascente, tendo por mais e uma vez Paulo censurado Pedro por este não querer cortar com algumas das tradições judaicas.
Pedro e Paulo são para nós dois exemplos de uma mesma e única fé em Jesus Cristo. Ser fiel à fé é vivê-la como fundamento incondicional, como comunhão entre todos os cristãos.
E ser fiel à fé é também vivê-la com liberdade, como fermento que pode levedar o mundo inteiro em qualquer época da História.
Chama nº 679 ­ - 29 Junho ‘08

domingo, 22 de junho de 2008

NASCEU UM PROFETA

JOÃO BAPTISTA LEMBRA-NOS QUE HOJE FALTAM PROFETAS PARA CONTINUAR A PREPARAR OS CAMINHOS DO SENHOR.
TALVEZ TENHA CHEGADO A NOSSA VEZ!
Não será, talvez, o santo mais querido da Igreja, mas cremos que ser o santo mais festejado em Portugal, e em outras muitas outras latitudes do planeta. Estamos, naturalmente, a referir a São João Baptista, cuja solenidade do seu nascimento, ocorre no próximo dia 24, Terça-feira.
Também nós nos associamos à efeméride, dedicando-lhe a nossa reflexão na nossa Chama Viva.
João Baptista, é um exemplo, pois cumpriu com fidelidade a sua missão, sem deter-se perante as dificuldades e os obstáculos dos que não sossegaram até silenciar a sua voz profética com o martírio.
João Baptista é o resumo de todo o Antigo Testamento. Soube recolher e pôr ao de cima toda a esperança e anseio de salvação que estava no coração do seu povo. A sua palavra, atenta às vicissitudes quotidianas, chegou ao coração das pessoas, suscitando provocação, inquietude, e fazendo com que os olhos se abrissem ao futuro...
A sua missão, de precursor, foi levar os homens até Jesus, facilitando e fazendo possível o encontro. Com simplicidade o reconheceu quando disse: "Não sou o que vós pensais, mas depois de mim vem Outro a quem não sou digno de desatar as sandálias dos pés", ou quando, ao final da sua missão, desaparece sem fazer alarido, e o faz com alegria, porque "convém que Ele cresça e eu diminua".
Fixemo-nos, pois, neste homem, em João, neste santo que teve um papel tão importante na vida de Jesus e que tem sido tão popular entre os cristãos de todo o mundo, ao longo da história.
Durante o tempo de Advento, antes do Natal, olhamos para Baptista como o precursor do caminho de Jesus. No tempo de Advento vemos como João, desde a exigência da sua vida pessoal e da sua pregação ao povo, é o sinal e a voz que clama por Aquele que está a chegar, para que seja acolhido com um coração aberto, com o forte desejo de mudança de vida, com a exigência da conversão pessoal de cada um de nós, e de todo os homens.
No entanto, antes de falar da sua vida e da sua pregação, São Lucas fala-nos do seu nascimento, que, afinal, é o que estamos a celebrar. (A Igreja somente celebra o nascimento de três pessoas, o de Jesus, de Nossa Senhora e o de João Baptista, e o Evangelho de Lucas é o único nos narra o nascimento do Baptista).
Segundo este Evangelista o nascimento de João acontece seis meses antes do Natal. A Igreja colocou a celebração do Nascimento de Jesus no solstício de Inverno e a de João no solstício de Verão. À primeira vista pode parecer-nos que deveria ser ao contrário, pois no maior dia do ano talvez deveria ter nascido o Filho de Deus, porque Ele é o verdadeiro Sol. No entanto, vendo bem, tem a sua razão; é que a partir do início do Verão os dias começam a minguar e as noites a crescer, e, ao contrário, com o solstício de Inverno as noites tornam-se mais curtas e os dias mais longos, e então encontramos um paralelismo com as palavras do Baptista: "é bom que Ele cresça e eu diminua". João tinha por missão, como ele o afirma, "preparar os caminhos do Senhor", e fê-lo denunciando a corrupção dos poderosos do seu tempo, pondo a nu a mediocridade dos sacerdotes de então, e mostrando a frieza religiosa da maioria dos judeus, seus contemporâneos.
Hoje, cada um de nós, deveria perguntar-se o que fazer para abrir os caminhos para a vinda de Jesus a nós e a cada irmão, em qualquer situação da vida. E, João dá-nos o exemplo, já que alia a radicalidade da sua palavra – a sua chamada à renovação pessoal e sincera – com a exigência da sua própria vida. Não é um homem que diga e não faça, mas sim que diz e faz. Di-lo e fá-lo com exigência, porque é um verdadeiro profeta de Deus.
João Baptista lembra-nos que hoje faltam profetas, para continuar a preparar os caminhos do Senhor.
Talvez tenha chegado a nossa vez!


Chama nº 678 ­ - 22 Junho ‘08

domingo, 15 de junho de 2008

A MESSE É GRANDE

ANUNCIAR E COMPROMETER-SE COM O REINO DOS CÉUS INTRODUZ-NOS CADA VEZ MAIS NA DOR DA HUMANIDADE. QUANTO MAIS INTENSAMENTE SE AMA, TANTO MAIS SE SENTE NA PRÓPRIA CARNE AS INJUSTIÇAS E SOFRIMENTOS DOS HOMENS.
Há dias ouvíamos um desabafo de alguém que dizia que, nos próximos anos Portugal teria de importar trabalhadores qualificados da construção civil para as grandes obras que se estavam a lançar, ou em vias de lançamento, como seja o novo pacote de auto-estradas, e das novas barragens (e nem sequer foram referidas as empreitadas do comboio de alta velocidade), porque nos últimos anos houve uma deslocação maciça de operários da construção civil, para Espanha, e que os mesmos não estariam dispostos a regressar tendo em conta a disparidade de salários entre os dois países! Parece que temos "messe", mas poucos trabalhadores!
Talvez isto nos ajude a penetrar no âmago do Evangelho deste Domingo. Caminhava Jesus, anunciando o Reino. Quando uma grande multidão O acompanhava, e ao ver a multidão "encheu-se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas , como ovelhas sem pastor", e então disse aos seus discípulos: "a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos; pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara".
Quando uma obra surge é natural que falte tudo, como faltou à Igreja no seu início. Jesus tomou nos seus ombros a difícil tarefa de fundar a Igreja. Começou por anunciar a Boa Nova do reino, e muitos, desapontados como o judaísmo instalado e ritualista, aderiram aos seus ensinamentos e seguiam-No por todos os recantos da Galileia. Tudo estava no princípio, e por isso tudo faltava. Era necessário que Jesus tivesse mais colaboradores no anúncio da sua Mensagem, e Ele mesmo dirigindo-se aos seus discípulos, pede-lhes que rezem para que o dono da Seara envie mais trabalhadores...
Passados vinte séculos, as palavras do Mestre continuam actuais; de facto messe é cada vez maior e os trabalhadores cada menos.
Hoje a Igreja debate-se com uma terrível crise de vocações, e mais premente na Europa. As causas podem ser diversas:
Porque não rezamos suficientemente ao Senhor.
Porque os que deveriam chamar não o fazem ou fazem-no mal!
Porque os que poderiam responder fazem ouvidos moucos.
Porque a nossa vivência cristã nem entusiasma nem causa ilusão.
Porque os valores que a sociedade nos propõe são opostos ao do Evangelho, etc.
No entanto, seja qualquer que seja a razão é que hoje em muitas igrejas locais o problema vocacional é muito grave. Mas convém recordar que os operários provêm da mesma messe, ou seja, a messe não está madura até que não dê trabalhadores! Enquanto uma comunidade cristão não der frutos vocacionais, seja uma igreja local, seja mesmo a igreja doméstica, que é a família, deveria considerar-se território de missão!
Se hoje acusamos, com razão, a sociedade pela crise vocacional, também o devemos fazer às famílias. Hoje estamos a educar os jovens na idolatria pelo trabalho, pela produção e pelo êxito, e se para tal é necessário incentiva-los à perseverança, com os inerentes sacrifícios, esquecemos de lhes incutir os valores que
fazem o homem diferente de toda a criação: os ideais do altruísmo, abnegação e entrega aos irmãos.
Por isso não nos podemos lamentar depois chorando porque os jovens são frios, porque o nosso mundo está gelado!
Mas, apesar de tudo, temos de ter coragem de criar uma Igreja aberta e sem medo combatendo a apatia que invade tantos cristãos. Temos de continuar a obra do Mestre. Ele não pretendeu prescindir dos homens para levar a cabo a sua missão, e, por isso, chamou os doze Apóstolos, com nomes próprios, porque a Igreja não é uma massa anónima, mas sim um conjunto de homens e mulheres, com uma missão específica, missão essa que consiste em imitar Jesus Cristo, levando aos demais homens a mesma mensagem libertadora que ele mesmo transmitiu.
Jesus escolheu os doze e enviou-os em missão, dizendo-lhes: "Ide e proclamai que está perto o reino dos Céus: Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça". Lembrou-lhes, enfim, que em vez de exercer o seu ofício, o seu ministério sacerdotal, fariam melhor se se empenhassem em vivê-lo porque a paixão por Cristo só é contagiante quando cada um vive alegremente a sua fé, mesmo no meio da dor, porque quem gasta a sua vida no amor ganha a vida, ainda que fisicamente a possa perder.
Anunciar e comprometer-se com o reino dos céus introduz-nos cada vez mais na dor da humanidade. Quanto mais intensamente se ama, tanto mais se sente na própria carne as injustiças e os sofrimentos dos homens.
Hoje continuam a escassear operários na messe, mas Jesus continua a chamar, a apelar, a exortar a deixarmos o nosso comodismo, para que, com a nossa colaboração, possa prosseguir a sua missão.
Mas, afinal, qual é a nossa resposta?
Chama nº 677 ­ - 15 Junho ‘08