sábado, 18 de outubro de 2008

Os beatos Luís e Célia

Neste Dia Mundial das Missões, certamente, Santa Teresa do Menino Jesus Co-Padroeira das missões, estará feliz no Céu, porque na terra os homens podem contar com a intercessão de seus pais, os Beatos Luís e Célia, para proteger por todos os missionários.
Como anunciara o então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal José Saraiva Martins, por ocasião do 150º aniversario do casamento de Luís Martin e Célia Guérin, pais de Santa Teresinha, no dia 12 de Julho, em Alençon (França), local onde os se consorciaram, em 13 de Julho de 1853 , hoje, dia 19 de Outubro, Dia Mundial das Missões, são beatificados na cidade de Lisieux.
Luís Martin de caracter contemplativo, nasceu em Bordéus, no dia 22 de Âgosto de 1823 e sempre sonhou ser monje cartuxo. No entanto não foi aceite porque não sabia latim! Então regressou a Alençon, onde vivia com os pais, e montou uma relojoaria.
Célia também quis ser religiosa, tentando entrar no mosteiro das visitandinas, mas a Superiora logo intuiu que aquela jovem não era chamada à vida religiosa.
Após o casamento permaneceram
convivendo como se fossem monjes, mas um confesssor convenceu Célia a ter filhos, e assim preparar almas para o céu. E o Senhor abençoou-a com numerosa prole, mas também com a dor da morte de alguns filhos ainda crianças. tendo sobrevivido cinco filhas que se fizeram religiosas entre as quais Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face.
Luís e Célia viveram profundamente a espiritualidade do seu tempo, ou seja com os aspectos da vida quotidiana de uma família do século XIX. Ambos, no entanto, tinham uma particular preocupação em exercer a justiça e o respeito com os seus empregados, procurando igualmente auxiliar os pobres.
Unidos no amor, também estiveram unidos no sofrimento. Célia sofreu de câncer, que a vitimou, e Luís teve uma enfermedade cerebral que o obrigou a ser internado em psiquiatria.


As virtudes heróicas destes novos
Beatos foram reconhecidas em 26 de Março de 1994 por João Paulo II.
O milagre atribuído a Luís Martin e Célia Guérin foi a cura de uma criança italiana, Pietro Schiliro.
O menino curado havia nascido com uma má-formação dos pulmões, perante a qual os médicos concluiram que seria impossível a sobreviência. Um carmelita, o Pe. Antonio Sangalli, sugeriu então aos pais que fizessem uma novena aos pais de Santa Teresinha, que perderam 4 filhos em tenra idade, para obter a força de enfrentar o sofrimento. Mas a mãe foi mais longe e decidiu-se a pedir a cura de seu filho. E na verdade, ele é hoje uma criança em plena forma, tendo já peregrinado a Lisieux, com seus pais, para agradecer a Luis e Célia Martin.
Esta será a segunda vez nos últimos séculos em que a Igreja beatifica um casal. O primeiro casal foram os italianos Luigi Beltrame Quattrocchi e Maria Corsini, beatificados por João Paulo II, a 21 de Outubro de 2001.
Neste Dia Mundial das Missões, certamente, Santa Teresa do Menino Jesus, Co-Padroeira das missões, estará feliz no Céu, porque na terra os homens podem contar com a intercessão de seus pais, os Beatos Luís e Célia, para amparar todos os missionários.

domingo, 12 de outubro de 2008

CAMINHAR COM TERESA!

TERESA FOI SEMPRE UMA MULHER EM CAMINHO. PRIMEIRO PERCORREU OS CAMINHOS DA FÉ PROCURANDO A DEUS. QUANDO O ENCONTROU PERCORREU OS CAMINHOS DE CASTELA E ANDALUZIA FUNDANDO OS SEUS CONVENTOS.
COM ELA APRENDAMOS A CAMINHAR PARA DEUS!
Nas abas da serrra de Gredos, em plena Castela, no dia 28 de Março de 1515 nasceu na cidade de Ávila (dos Cavalheiros) uma menina, a penúltima de onze irmãos. No baptismo puseram-lhe o nome de Teresa, contra a vontade de sua avó, pois então, como ainda hoje persite, nessa zona de Espanha, costumava-se dar aos recém-nascido o nome do santo do dia do nascimento, de forma que muitos são aqueles que celebravam o dia do seu "Santo" e não o dia do aniversário. A avozinha não concordava com tal escolha, pois então não havia nenhuma santa com esse nome. No entanto gracejou... "talvez esta seja a primeira santa com este nome"!
Aquela menina, no entanto, evidenciou ser a mais inteligente e agradável no realcionamento com os demais, tornando-se por isso a mais querida dos pais e a mais amada dos irmãos. No entanto, na precoce adolescência ficou tremendamente abalada com o falecimento de sua mãe. Seu pai, que no meio de tanto sofrimento, aumentado pela partida de todos os seus filhos varões, para o novo mundo, para a América, após o casamento de sua filha Maria, a mais velha das irmãs, não com pouco sofrimento, enviou a sua Teresinha para o convento de Nossa Senhora das Graças, das Agostinhas. Aquela jovem rapariga, talvez, não tenha gostado muito da opção de seu pai, mas, como os desígnios de Deus são insondáveis, asim se abriram os caminhos para a afirmação, e obra, de Teresa de Ahumada, a nossa Santa Teresa e Jesus.
De facto, embora tenha confessada não desejar ser religiosa (ela diz mesmo "ser inimiga de ser monja"), um belo dia bateu à portaria do Convento das Carmelitas do Convento da Encarnação, onde já se encontrava uma das suas amigas. A Encarnação é uma majestoso e imponente Convento, que albergava mais de cento e cinquenta religiosas, algumas, as mais ricas, com as suas aias, chegando ao ponto de algumas passarem fome; enquanto umas viviam na abundância outras passavam privações. No entanto, nem tudo era mau, pois havia um horário em que muito tempo era dedicado à oração. Quem quisesse ser santo podia sê-lo...
Mas este ambiente não entusiasmou Teresa de Ahumada, e ela mesmo, deixando-se conduzir pelo Espírito, decide criar um novo estilo de vida, aproveitando, certamente o que de bom encontrara na Encarnação, e substituindo por algo de novo o que a não a
convencia naquela forma de vida religiosa.
Levando consigo algumas das suas companheiras aventura-se na fundação do convento de São José de Ávila. Seriam poucas religiosas, inicialemnte 12, no máximo, para imitar o colégio apostólico, vivendo em estricta pobreza e em constante oração, e vivendo do fruto do seu trabalho, ainda que com muita alegria também aceitavam as esmolas que lhes iam chegando.
Para erguer o seu primeiro convento, muito ajudaram os amigos e familiares, com as ofertas que lhe enviavam das Américas.Foi inaugurado mo dia 24 de Agosto, dia de São Bartolomeu, do ano 1562. Mas a cidade de Ávila, por não concordar com a reforma por ela iniciada e por já exixtirem muito conventos na cidade quis destruí-lo! Mas como era obra de Deus, e com a ajuda dos amigos, a sua obra foi por diante.
Depois seguiu-se a fundação de Medina del Campo, e aí conhece aquele que viria a ser o seu braço direito na reforma dos Carmelitas Decalços, S. João da Cruz.
Embora, contrariando as determinações do Concílio de Trento, mas com o apoio de Bispos, dos Superiores da Ordem, mesmo do Núncio Apostólico, ela prossegue a sua obra fundacinal, praticamente nunca parando, com a excepção dos três anos em que foi colocada como Prioresa no Convento da Encarnação, precisamente aquele onde ela se fez religiosa. Fundou ao todo 17 conventos sendo o último o de Burgos, pouco tempo antes de falecer, em 1582.
Com Teresa de Jesus aprendamos a percorrer também os caminhos de Deus.

sábado, 11 de outubro de 2008

Recomeçando

É neste fim de semana que fazemos a Abertura de um Novo Ano Pastoral. Naturalmente que não haverá gandes alterações no modelo de comunidade que temos vivido ao longo destes últimos anos.
No entanto, e procurando responder a algumas inquietacções que se nos vão apresentando, e procurando solucionar outras situações, podemos desde já avançar algumas propostas de renovação.
Assim, regressamos ao antigo modelo, na primeira Quinta-feia de cada mês, às 17H45, haverá a Exposição e Adoração do Santíssimo, orando pelas vocações à Igreja e especialmente à nossa Ordem.
Uma vez por mês, em data que oportuamnete será comunicada, os "Amigos da Eucaristia" irão promover um tempo de Adoração mais longo, mas com a Benção do Santíssimo a ser feita num horário mais acessível, ou seja um pouco mais cedo do que era habitual no passado ano pastoral. Estes dias de Adoração serão escolhidos procurando fazê-los coincidir com algumas festas litúrgicas.
Continuaremos com a devoção ao Menino Jesus de Praga, procurando fazer crescer o "Clube do Menino". Assim na última Sexta-feira de cada mês rezaremos a Coroinha do Menino Jesus. No entanto, durante a Quaresma, e devido à devoção da Via Sacra, será em princípio adianta para a Quinta-feira anterior.
Estas são algumas pequenas alterações que são feitas neste Ano Pastoral, que com a colaboração de todos ajudar-nos-ão a viver melhor a nossa fé, como membros da Igreja.

AVISOS

DOMINGO 12
Na Eucaristia das 11H.30 os elementos dos vários grupos da nossa comunidade farão o seu compromisso.

QUARTA-FEIRA 15
SOLENIDADE DE SANTA TERESA DE JESUS
08H.00 - Eucaristia
18H.00 - Oração teresina
18H.30 - Concelebração eucarística
Após a Eucaristia o Santíssimo ficará em Exposição, até às 21h.30.

QUINTA-FEIRA 16
Nas missas desse dia rezaremos pelos defuntos da Família Carmelita.

DOMINGO 19
»É o Domningo ds Missões. O ofertório das missas desse Domingo destinam-se às missões.
» Neste mesmo dia serão beatificados os veneráveis Luís Martin e Célia Guerin, pais de Santa Teresinha. »» Realiza-se a XI ASSEMBLEIA DIOCESANA do Renovamento Carismático Carismático, no Salão D. Evangelista Lima Vidal.

NOVENA DE SANTA TERESA DE JESUS
Continuamos a novena de preparação para a solenidade de Santa Teresa de Jesus.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

S. Teresinha do Menino Jesus (1873 - 1897)

Nasceu no dia 2 de Janeiro de 1873, em Alençon, França. Desde pequenina, rodeada de todo o carinho familiar, começou a ser chamada Rainha. Sua mãe morreu quando ela era ainda muito pequena.Na sua Autobiografia, Teresinha diz que bastava olhar para seu pai para saber como rezam os santos. A sua primeira escola de todas as virtudes foi a sua família. Nos passeios que dava com seu pai, gostava imenso de dar esmolas aos pobres.Quando a sua irmã mais velha entrou no Carmelo, Teresinha não resistiu. Caiu doente com uma enfermidade estranha que por pouco não a conduziu à morte. Eram insistentes as orações de todos. Por fim, Teresa melhorou, depois de ter visto sorrir uma imagem de Nossa Senhora que se encontrava no seu quarto.Tinha quase 15 anos, quando também ela decidiu entrar no Carmelo. Diante das dificuldades que encontrou, decidiu ir a Roma pedir ao Papa que a deixasse entrar antes da idade estabelecida na lei. Assim o conseguiu.Tinha sido a Rainha no seu lar, por isso, sentindo-se também a Rainha de Jesus, aproveitava para Lhe pedir favores para todos.Na Sexta-feira Santa de 1896 teve uma hemorragia pulmonar e alegrou-se por sentir que depressa estaria no Céu. No dia 30 de Setembro de 1897, quando os sinos tocavam as Ave Marias da tarde, Teresinha sentiu o mesmo sorriso de Maria da sua infância e exclamando: "Meu Deus, quanto Vos amo!", voou nos braços de Jesus ao Céu. Faltavam três meses para fazer 24 anos.A sua mensagem que repetiu antes de morrer, deixou-a nos seus escritos: "Não espero estar inactiva no Céu. Depois da minha morte farei cair sobre a terra uma chuva de rosas. Agora que eu morro é que a minha missão vai começar: a missão de fazer as almas amarem a Deus como eu O amo. Eu quero passar o meu Céu a fazer bem à terra".Foi proclamada, por todo o seu amor e zelo apostólico, Padroeira das Missões, juntamente com S. Francisco Xavier.
Os seus pais, Luis e Célia, sobem com ela a glória dos altares no dia 19 de Outubro de 2008, Dia Mundial das Missões, ao serem beatificados.

sábado, 12 de julho de 2008

CARMELO: BELEZA DE MARIA!

NOSSA SENHORA É COMPARADA AO CARMELO PELA SUBLIMIDADE DA SUA CONTEMPLAÇÃO, PELA SUA DOÇURA, PELA SUA BELEZA...

Estamos a celebrar a festa da nossa Mãe, e Padroeira, Nossa Senhora do Carmo, e esta invocação convida-nos também a procurar o seu significado. Mas, por mais estranho que nos pareça esta invocação tão carmelitana é muito anterior à fundação da nossa Ordem.
De facto "Carmelo" quer dizer "vinha do Senhor", "jardim de Deus", mas também significa por antonomásia a Beleza de Maria, a "Esposa " de Deus.
A aproximação simbólica entre o Carmelo e Maria é muito anterior aos carmelitas; intui-se através da leitura do Cântico dos Cânticos e de outros livros vetero-testamentários, especialmente Isaías e o 1º Livro dos Reis, e também através da Liturgia. Algumas interpretações aplicam à Igreja tudo quanto o Esposo do Cântico dos Cânticos louva na Esposa. Mais tarde a Esposa do Cântico dos Cânticos é identificada com a Virgem Maria, e então "a cabeça da Virgem", isto é a sua intenção e o seu aspirar às coisas do alto faz com que Maria mereça o nome da sublime montanha do Carmelo, pois Carmelo também significa "ciência da circuncisão", e Maria é justamente chamada Carmelo porque não foi sujeita aos desejos carnais, e ao gerar o Filho
Estamos a celebrar a festa da nossa Mãe, e Padroeira, Nossa Senhora do Carmo, e esta invocação convida-nos também a procurar o seu significado. Mas, por mais estranho que nos pareça esta invocação tão carmelitana é muito anterior à fundação da nossa Ordem.
De facto "Carmelo" quer dizer "vinha do Senhor", "jardim de Deus", mas também significa por antonomásia a Beleza de Maria, a "Esposa " de Deus.
A aproximação simbólica entre o Carmelo e Maria é muito anterior aos carmelitas; intui-se através da leitura do Cântico dos Cânticos e de outros livros vetero-testamentários, especialmente Isaías e o 1º Livro dos Reis, e também através da Liturgia. Algumas interpretações aplicam à Igreja tudo quanto o Esposo do Cântico dos Cânticos louva na Esposa. Mais tarde a Esposa do Cântico dos Cânticos é identificada com a Virgem Maria, e então "a cabeça da Virgem", isto é a sua intenção e o seu aspirar às coisas do alto faz com que Maria mereça o nome da sublime montanha do Carmelo, pois Carmelo também significa "ciência da circuncisão", e Maria é justamente chamada Carmelo porque não foi sujeita aos desejos carnais, e ao gerar o Filho
Estamos a celebrar a festa da nossa Mãe, e Padroeira, Nossa Senhora do Carmo, e esta invocação convida-nos também a procurar o seu significado. Mas, por mais estranho que nos pareça esta invocação tão carmelitana é muito anterior à fundação da nossa Ordem.
De facto "Carmelo" quer dizer "vinha do Senhor", "jardim de Deus", mas também significa por antonomásia a Beleza de Maria, a "Esposa " de Deus.
A aproximação simbólica entre o Carmelo e Maria é muito anterior aos carmelitas; intui-se através da leitura do Cântico dos Cânticos e de outros livros vetero-testamentários, especialmente Isaías e o 1º Livro dos Reis, e também através da Liturgia. Algumas interpretações aplicam à Igreja tudo quanto o Esposo do Cântico dos Cânticos louva na Esposa. Mais tarde a Esposa do Cântico dos Cânticos é identificada com a Virgem Maria, e então "a cabeça da Virgem", isto é a sua intenção e o seu aspirar às coisas do alto faz com que Maria mereça o nome da sublime montanha do Carmelo, pois Carmelo também significa "ciência da circuncisão", e Maria é justamente chamada Carmelo porque não foi sujeita aos desejos carnais, e ao gerar o Filho
de Deus, não agradou a nenhum homem, mas agradou indivisa e somente ao Único Deus!
Maria entra na constelação simbólica da família do Carmo, através da "via da beleza". Na verdade o nome Carmelo é conhecido em todas as partes do mundo, é familiar como nenhum outro, e a sua beleza natural parece estar em harmonia perfeita com os seus graciosos atributos. O seu tranquilo perfil parece emergir das águas do Mediterrâneo; do seu alto os olhos podem deleitar-se sobre a vasta planície do Esdrelão que se estende ao longo, enquanto a alma contemplativa olha para baixo para o mistério de Nazaré. O Carmelo é lugar natural de retiro para os contemplativos. O Monte Carmelo "é a mais bela das montanhas" pela fertilidade das árvores e a beleza das flores, pela abundância das fontes e pelo murmúrio das suas águas!
A Maria se aplica o elogio à Esposa, no citado libro Cântico dos Cânticos "a mais bela entre as mulheres" cuja "cabeça é majestosa como o Carmelo". Desta analogia simbólica da cabeça de Maria com o Carmelo passa-se à aplicação de todos os atributos do Carmelo a Maria, e assim Ela mesma recebe e torna-se senhora e dona do Monte, tornando-se ela mesma
"formosura e esplendor" do Carmelo.

Assim Maria "sobe" ao Carmelo desde o "mar" da humanidade pecadora, simbolizada na "nuvenzinha", sob o olhar profético-contemplativo de Elias, consumando-se aí as núpcias místicas de Maria com o Filho de Deus, no momento da Encarnação, e deste modo Ela converte-se na Esposa de Deus, em Esposa de Cristo, o "monte" no qual agrada a Deus habitar, e este monte é o Carmelo-Maria. Por isso, o monte Carmelo é já nos primeiros séculos da vida da nossa Ordem o símbolo da união com Deus como nos lembra São João da Cruz.
Nossa Senhora é comparada ao Carmelo pela sublimidade da sua contemplação, pela sua doçura...
Hoje, continuamos a chamar-nos "Irmãos da Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo", mas tal título não deve ser uma referência histórica ao local daquela montanha sagrada, ou uma simples devoção, mas um compromisso de nos unirmos ao Mistério da Virgem Mãe, ao Mistério da Encarnação, ou antes, como Maria sermos belos ao olhos de Deus e, como Maria tornarmo-nos "Esposas" do Altíssimo.
É isto que espera e nos pede Maria, a Senhora do Carmo! Ela quer que cada um dos seus devotos seja imitador daqueles que a amaram e seguiram: Teresa de Jesus, João da Cruz, Teresa do Menino Jesus, Teresa dos Andes, Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), Rafael Kalinowsky, Maravilhas de Jesus, Isabel da Trindade, Dionísio da Natividadee Redento da Cruz, Isidoro Bakanja e tantos outros Santos do Carmo, seus Filhos!

O CARMO E AS MISSÕES

Santa Teresa de Jesus, nossa Mãe e Fundadora, teve uma especial predilecção pela actividade missionária, tendo chegado a afirmar que mil vidas daria para salvar uma só alma das muitas que se perdiam nas Índias (América do Sul)
Ainda em vida teve a alegira de ver partir para África a primeira expedição missionária do Carmelo Descalço, que infelizmente não chegou ao seu destino, porque a embarcação naufragou e faleceram todos os religosos. Outras expedições se seguiram até que os carmelitas aportassem no Reino Congo (actual estado de Angola), onde permaneceram por longos anos.
Após a extinção das Ordens Religiosas em Portugal, também a nossa presença na então Africa Portuguesa se extinguiu até que na década de sessenta do século passado, partiram de Aveiro os primeiros misionários, que a nossa província enviou para o Limpopo (Moçambique), presença, essa, que se manteve mesmo depois da indepência daquele país.
Também há dois anos a nossa comunidade de Aveiro, que conta com dois pequenos grupos missionários, enviou para aquele país uma réplica da imagem de Nossa Senhora do Carmo que no século XX os carmelitas levaram para aquela missão.
A nossa Província continua a colaborar com as missões em Moçambique, concretamente com a Missão de São Roque, perto do Maputo, apadrinhando algumas crianças. Para continuar com essa ajuda as Edições Carmelo editram um CD duplo, com textos da Beata Isabel da Trindade e música do nosso estudante de Teologia, Fr. João Rego.
Isabel da Trindade encontrou um tesouro, descobriu dentro do seu coração urna riqueza tão grande, que não se cansará de anunciar esse segredo àqueles que ama. Este cd quer ser uma ajuda à procura desse tesouro escondido, a deixarmo-nos amar, até encontrarmos como ela "o Céu na terra", a nossa morada, o Amor. O amplo conjunto de cânticos que vos são oferecidos pretende ser sobretudo uma ajuda à oração e ao trabalho pastoral.O lucro da venda deste cd reverte a favor das missões
O mesmo pode ser adquirido na sacristia.

sábado, 5 de julho de 2008

FESTAS DE NOSSA SENHORA DO CARMO

05 Julho (SÁBADO)
(Início da Novena de Nossa Senhora do Carmo)
* Peregrinação Carmelitana a Fátima
* 18H.00: Oração Mariana (Carmelitas Seculares)
* 18H.30: Eucaristia

06 Julho (DOMINGO)
* 10h.00 - Eucaristia
* 11h.30 - Eucaristia
* 18h.00 - Oração Mariana
(Confraria de Nossa Senhora do Carmo)
* 18.30 - Eucaristia

07 Julho (SEGUNDA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
(Grupo Adoramus Te)
* 21h.30 Eucaristia


08 Julho (TERÇA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
(Coro Cântico Espiritual, Coro Lauda Carmeli e Coro Aurora da Manhã)
* 21h.30 Eucaristia


09 Julho (QUARTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
(Zeladoras dos Altares, Visitadoras dos deoentes e Grupo de Liturgia)
* 21h.30 Eucaristia

10 Julho (QUINTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
(Voces Carmeli e Paris Carmeli)
* 21h.30 Eucaristia

[nesta celebração teremos presente todos os defuntos da família carmelita, de um modo especial os defuntos da Confraria de Nossa Senhora do Carmo, bem
como todos os devotos do Escapulário]


11 Julho (QUINTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
(Ministros da Comunhão e Leitores)
* 21h.30 Eucaristia


12 Julho (SÁBADO)
* 8h.00 - Eucaristia
* 17H.00 - Consagração das Crianças
* 21h.00 - Procissão em honra de Nossa Senhora do Carmo

(Percorre as seguintes ruas: Rua do Carmo, Rua Eng. Oudinot, Rua Dr. Alberto Souto, Rua Guilherme Gomes Fernandes, Rua do Carril e Rua do Carmo)
* Após a Procissão seguir-se-á a Eucaristia.

13 Julho (DOMINGO)
* 10h.00 - Missa Festiva
* 11h.30 - Missa Festiva
* 18h.00 - Oração Mariana
* 18h.30 - Missa Festiva

16 Julho (QUARTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia de N.S. Carmo
* 18h.00 - Oração Mariana
* 18h.30 - Solene Concelebração Eucarística
No final far-se-á a Procissão do Silêncio com a Consagração a Nossa Senhora

N.B: Quem participar pelo menos em cinco dias da Novena, e quem visitar a Igreja do Carmo no dia 16 de Julho poderá obter Indulgência Plenária.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

EM LOUVOR DE PEDRO E PAULO

Com o sangue dos Apóstolos
Este dia se consagra
Em que S. Pedro e S. Paulo
São coroados de glória.
A mesma sorte os uniu
No mesmo penhor de sangue:
Por Cristo deram a vida,
Cristo lhes deu o diadema.
Pedro ouviu a voz de Cristo,
Foi pastor do seu rebanho.
Paulo, de perseguidor
Transformou-se em vaso eleito.
Braços pregados na cruz,
Na cruz suspenso, Simão,
A Deus honrando, alcançou
As palmas do testemunho.
Por isso Roma, orgulhosa
Do seu martírio, lhe ergueu,
Em sinal de devoção,
O mais belo monumento.
E de todo o mundo acorrem
Até Roma os peregrinos:
Roma que é centro dos povos,
Cabeça da Cristandade.
Nós Vos pedimos, Senhor,
Nos junteis aos dois Apóstolos
Na alegria incorruptível
Da Vossa eterna presença.

(Hino do Ofício Divino)

UNIDOS NA FÉ E NO MARTÍRIO!

PEDRO E PAULO SÃO PARA NÓS DOIS EXEMPLOS DE UMA E ÚNICA FÉ EM JESUS CRISTO. SER FIEL À FÉ É VIVÊ-LA COMO FUNDAMENTO INCONDICIONAL, COMO COMUNHÃO ENTRE TODOS OS CRISTÃOS
A liturgia oferece-nos ao longo do ano algumas solenidades; umas caem em Domingo, outras acontecem em feriado, dia Santo de Guarda, utilizando a linguagem tradicional, e outras em qualquer outro dia da semana, o que tantas vezes leva a que sejam "esquecidas" , por muitos cristãos.
Mas, felizmente, acontece que às vezes as tais solenidades menos celebradas também ocorrem em Domingo, como acontece, este ano com a Solenidade do Martírio de São Pedro e São Paulo.
Embora, neste fim de semana se inicie o Ano Paulino, o qual, certamente, será recordado, ao longo do ano, não queremos menosprezar a grandeza e singeleza deste dois baluartes da Igreja.
É verdade que Pedro e Paulo não morreram juntos, mas Igreja quis juntar a celebração destes dois apóstolos, porque eles são de facto duas colunas da Igreja, embora muito diferentes, no entanto complementam-se reciprocamente.
Pedro e Paulo são personagens muito diferentes pelo seu modo de ser e agir, mas muito iguais na sua fé e no seu amor a Jesus Cristo. São também idênticos pela sua entrega incondicional até à morte, pelo afã de reunir uma comunidade que vivesse da fé e do amor de Jesus cristo. Ainda que um e outro tivessem realizado essa tarefa de um modo bastante distinto, ambos são exemplos vivos para cada um de nós.
Em relação a Pedro, os evangelhos parecem empenhados em sublinhar duas coisas (aparentemente contraditórias) é o primeiro a confessar a sua fé em Cristo, mas também o primeiro a enganar-se e a desaconselhar Cristo a seguir o caminho que leva à Cruz (um caminho que era demasiado difícil para Pedro e por isso negou aquela fé que antes generosamente proclamara). O equívoco de Pedro, convertem-no, no entanto, num homem de fé radical. Por isso Jesus o escolhe para ser a pedra, a rocha, o fundamento da Igreja.
E Simão Pedro, desde o princípio assumiu a missão que Jesus lhe confiara, e na Última Ceia, quando o Mestre decide lavar os pés aos discípulos é ele quem recusa tal gesto, pois lhe parecia indigno que a Aquele a quem seguiam tivesse um gesto de tanta humildade. Pedro que confessara que daria a vida por Cristo é o mesmo que no Jardim das Oliveiras, puxa da espada para defender Jesus, enfrentando sozinho um batalhão!
Mas como bem dizia Jesus, "Eu não vim chamar os justos mas os pecadores", evidencia também as fraquezas dos seus seguidores, o que também se revela em Pedro, quando junto à fogueira, nega o Mestre, dizendo desconhecê-l’O!
Mas, se Pedro negou a Cristo, não foi no entanto, deserdado da missão que o Mestre lhe confiara, antes pelo contrário foi confirmada junto às margens do lago de Genesaré, quando por três vezes teve de responder à pergunta do Mestre: "Simão, filho de Jonas, tu amas-Me", e ele entristecido teve de responder: "Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo!".
Se outrora Jesus escolhera gente humilde para serem seus discípulos, também escolhe para apóstolo Paulo, um judeu que esforçadamente perseguia a Igreja, para o converter no mais eficaz anunciador da fé e do amor de Jesus, construindo uma Igreja aberta a todos os povos, e culturas de todas as latitudes.
Paulo, o apóstolos dos gentios, não tem medo de aventurar-se, de ultrapassar todos os obstáculos para levar a fé de Jesus Cristo. Sem este Apóstolo a primitiva Igreja teria, talvez, ficado confinada ao pequeno círculo do povo judeu, (ainda que tenha sido Pedro a acolher o pagão Cornélio no seio da Igreja). Por isso não é de estranhar que estes dois apóstolos por vezes tenham entrado em choque na resolução de problemas que iam surgindo na Igreja nascente, tendo por mais e uma vez Paulo censurado Pedro por este não querer cortar com algumas das tradições judaicas.
Pedro e Paulo são para nós dois exemplos de uma mesma e única fé em Jesus Cristo. Ser fiel à fé é vivê-la como fundamento incondicional, como comunhão entre todos os cristãos.
E ser fiel à fé é também vivê-la com liberdade, como fermento que pode levedar o mundo inteiro em qualquer época da História.
Chama nº 679 ­ - 29 Junho ‘08