sábado, 15 de novembro de 2008

OS TALENTOS

O cristão, independentemente de ter tido uma vida longa ou curta, só Deus o sabe, pois a Ele pertencemos, unicamente se deve preocupar em saber se viveu em plenitude, se se sentiu realizado, em relação ao que Deus pretendia de cada um.

O Evangelho deste penúltimo Domingo do Tempo Comum fala-nos de um Senhor que ao partir de viagem, chama os seus servos e confia-lhes os seus bens. Entregou a um cinco talentos, a outro dois e a um outro um, conforme a capacidade de cada um.
Em primeiro lugar convém saber o que é um "talento". Depois de uma pequena investigação podemos dizer que o "talento" (denominado em hebraico "kippar") era um peso e moeda antiga da antiga Grécia e Roma, valendo 60 minas, e a mina 100 dracmas, sendo assim um talento correspondia a 6000 dracmas, o que correspondia a 36 quilogramas. Ora tendo o denário (que era o salário de um dia de trabalho) o valor de duas dracmas, podemos chegar à conclusão que um talento correspondia ao salário de 3000 dias, ou seja a quase 10 anos dos rendimentos de um trabalhador.
Quando, muito tempo depois, regressou o senhor, chamou os seus servos pediu-lhes conta da administração dos bens que lhes confiara. O que recebera cinco talentos pô-los a render e ganhou outros cinco, sucedendo o mesmo com o que recebera dois, enquanto o que recebera um, temendo fazer maus negócios, para nada perder, escondera o talento na terra para evitar uma eventual punição!

Esta parábola descrita por Jesus - sempre um modelo de um grande pedagogo - lembra-nos que devemos fazer frutificar os dons rece- bidos. Não é suficiente usá-los mal, pois nenhum dos três servos o fez, mas sim multiplicar os seus frutos.
Quando regressar o Senhor pedirá conta dos dons que nos confiou, não importando a quantidade, mas sim a diligência que empregámos para administrar o pouco ou muito que recebemos.
É que ao escutar esta parábola, talvez tenhamos a tentação de pensar, como muitas vezes acontece, que é dirigida aos outros, e no caso concreto ao povo judeu, que como povo eleito, depois de muitos séculos não soube dar os devidos frutos.
Também nós nos devemos sentir admoestados pela Palavra de Deus, porque todos temos muitos talentos para administrar. É que Jesus não nos fala somente dos dons do Reino, dos valores da fé cristã que d’Ele herdamos como comunidade eclesial: a fé, a verdade, a graça, a nova aliança, os sacramentos, a força profética da sua palavra, o perdão, mas muitos outros valores, humanos e cristãos, dos quais Deus nos pedirá contas. E podemos citar: a vida que é um dom fundamental, o nosso corpo com a sus forças e saúde, as
nossas capacidades intelectuais e espirituais, a inclinação que cada um tem para a arte, para a técnica, para o ensino, a própria natureza, (e hoje que tanto se fala de ecologia!), da qual somos donos e administradores.
Tudo nos foi dado por Deus, até o progresso da ciência e da técnica não são feitos contra ou a favor de Deus, pois Ele mesmo encomendou ao homem potenciar tudo o que Ele nos entregou, pois ao homem foi encomendado todo o universo.
Perante isto devemo-nos interrogar:
Tenho feito render as qualidades que possuo? Há muito que fazer na sociedade e na Igreja: Tenho dado a minha colaboração, ou pelo contrário tenho-me inibido, deixando o trabalho para os outros?
A saúde, a vida, as qualidades foram confiadas como bens para administrar; não importa se foram dez ou cinco talentos: Estou a fazê-las render ou tenho-me refugiado na preguiça e na satisfação?
No fim do nosso peregrinar, não sabemos se é muito ou pouco tempo, ser-nos-ão pedidas contas: Vamo-nos apresentar com as mãos vazias?
O cristão, independentemente de ter tido uma vida longa ou curta, só Deus o sabe, pois a Ele pertencemos, unicamente se deve preocupar em saber se viveu em plenitude, se se sentiu realizado, em relação ao que Deus pretendia de cada um, sabendo que um dia o Senhor, depois de uma longa viagem, regressará, e como aos servos da parábola pedirá conta da gestão dos talentos que entregou a cada um de nós, e unicamente espera que não os tenhamos enterrado!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

AVISOS

DOMINGO 09 - Dedicação da Basílica do Salvador e de São João de Latrão (Festa)
» 18H.00: Oração de Vésperas
» 18H.00: Festa da Fraternidade Nuno Álvares, com procissão, com a imagem do Beato Nuno, da Igreja da Vera Cruz para a Igreja do Carmo
» 18H.30: Eucaristia do Dia da Fraternidade Nuno Álvares (FNA), presidida pelo nosso bispo, Dom António Francisco dos Santos

SEGUNDA 10 - SÃO LEÃO MAGNO (Mo)

TERÇa 11 - SÃO MARTINHO (Mo)

QUARTA 12 - SÃO JOSAFAT (Mo)

SEXTA 14 - TODOS OS SANTOS CARMELITAS (Festa)
» Exposição do Santíssimo das 15H.00 até às 21H.45

SÁBADO 15 - COMEMORAÇÃO DE TODOS OS DEFUNTOS DA ORDEM CARMELITA (Todas as missas deste dia serão em sufrágios de todos os defuntos do Carmo)
» 18H.00: Ofício de Vésperas pelos Defuntos

SEMANA DOS SEMINÁRIOS: Iniciamos hoje a Semana dos Seminários. O ofertório das missas do próximo domingo, dia 16, destina-se ao Seminário Diocesano.

O EXEMPLO DE SÃO MARTINHO

Celebramos no próximo dia 11 a memória de São Martinho de Tours, um dos Santos mais populares da Europa.
Nasceu na Panónia (Hungria) por volta do ano 317 e faleceu em Candes (França) no dia 8 de Novembro de 397.
Filho de militar também ele seguiu a carreira militar, e aos dezoito anos de idade, sendo oficial do exército, e quando ainda era catecúmeno, cavalgando pelos campos, viu um pobre a tiritar de frio; compadecido com o mesmo partilhou a sua capa, o único vestido que levava, pois tinha pelo caminho repartido as suas roupas com outros pobres.
O seu discípulo e biógrafo, Sulpício Severo, conta que naquela noite Martinho, dormiu mais sossegado, e teve um sonho: Viu Cristo vestido com a metade da sua capa que dera ao mendigo e, sorridente, lhe disse: "Ainda catecúmeno, Martinho, deste-Me metade da tua capa".
Mas a bondade e caridade de Martinho manifestou-se abundantemente ao longo da sua vida, procurando ser um autêntico imitador de Cristo, curando milagrosamente muitos doentes e expulsando demónios, defendendo os débeis, e quando foi necessário não hesitou enfrentar-se com os poderosos deste mundo, intercedendo igualmente pelos prisioneiros, e resgatando muitos escravos.
Tudo isto foi possível porque o amor a Deus, a oração constante e a sua profunda fé eram as fontes da bondade de Martinho e de toda a sua actividade, já que "a sua alma estava sempe orientada para o Céu... Não passava nenhuma hora nem nenhum instante sem que se entregasse à oração... orava sem cessar, inclusive quando parecia estar a fazer outra coisa".
Procuremos nós, também, imitar São Martinho!

PEDRAS VIVAS

CADA UM DE NÓS DEVE ESFORÇAR-SE POR SER UM TEMPLO VIVO, E COMO TAL, SEREMOS PEDRAS VIVAS DO ÚNICO TEMPLO QUE É A IGREJA DE CRISTO
Neste 32º Domingo do Tempo Comum, dia 9 de Novembro, ocorre este ano a Festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão.
Esta Basílica foi a primeira fundada por Constantino, o primeiro Imperador Cristão, para ser a mais importante Igreja de Roma, sendo então a única dentre as três grandes basílicas construídas, que se encontrava no interior dos muros que cercavam a cidade, pois quer a Basílica do Vaticano quer a de São Paulo, fora dos muros, encontravam-se fora das muralhas. Por essa razão, começou a servir de Catedral.
A Basílica de Latrão inicialmente foi dedicada ao Salvador, sendo posteriormente dedicada a São Baptista e a São João Evangelista.
Ainda hoje é a Catedral de Roma, e como tal a sede episcopal do Pontífice Romano, do Papa, de tal forma que ao lado da Basílica se situava a residência papal até ao ano 1309; nela foram entronizados todos os papas até ao século XIX, e nos dias de hoje o Papa ainda aí celebra a Missa Crismal, com o clero de Roma, em Quinta-feira Santa.
No monumental frontispício da Basílica, auge do estilo barroco, pode contemplar-se o "balcão das bençãos", e no interior da mesma o altar papal, no qual apenas o Papa pode celebrar a Eucaristia.
Ao celebrarmos a Festa da Dedicação da Basílica de Latrão outra coisa não fazemos senão manifestar a nossa comunhão com a Igreja de Roma, a Cabeça das Igrejas, e com o Romano Pontífice.
No entanto, embora hoje celebremos a dedicação da Catedral de Roma verificamos que a Liturgia da Palavra de hoje convida-nos mais a reflectir no templo feito por "pedras vivas".
São Pedro, o primeiro papa, recorda-nos que todos "como pedras vivas entrareis na construção do templo do Espírito, formando um sacerdócio sagrado para oferecer sacrifícios espirituais que Deus aceita por Jesus Cristo"; isto é, o lugar preferencial da morada de Deus é o coração do homem. Aí se encontra, verdadeiramente "em sua casa".
A Igreja feita de pedras ou de tijolo pode-nos oferecer o perigo de responder ao nosso instinto de manter Deus à distância, circunscrevendo a sua presença a lugares e tempos bem definidos.
É verdade que nem todos assim pensam, e alguns insistem em apregoar que a Igreja é o lugar obrigatório do encontro com Deus. A
esse respeito Noordmann, um teólogo alemão, adverte: "não podemos dizer que quando vamos a uma Igreja também Deus vem connosco".
De facto se entramos numa Igreja distraídos, se não quisemos reconhecer a Deus na rua, se nos manifestamos indeferentes quando Ele nos chamava, porque necessitava da nossa ajuda, como é que Ele pode entrar connosco na Igreja?
Quando o astronauta soviético Gagarin se saiu com a famosa piada de que tinha percorrido milhares de quilómetros na sua viagem espacial e que não tinha encontrado o bom Deus, um sacerdote de Moscovo replicou-lhe: "É natural! Se não O encontrates na terra, jamais O encontrareis no céu!"
O mesmo se pode dizer de nós; se não sabemos estabelecer um contacto com Deus, quando aparece como um de nós, temos poucas possibilidades de O encontrar de outra maneira, e certamente dificilmente suportaremos um eventual e inquietante olhar cara a cara, pois as negligências fora, pagam-se inevitavelmente com a ausência de Deus na Igreja.
Hoje podemos ter a certeza que Deus se encontra sacramentalmente no Sacrário da Basílica de São João de Latrão, e, também, em todos os Sacrários das Igrejas do mundo inteiro, mas o seu lugar preferido é o coração do homem, por isso cada um de nós deve esforçar-se por ser um templo vivo, e como tal, seremos pedras vivas do único Templo que é a Igreja de Cristo, porque Ele, como a Zaqueu repete-nos:"Hoje quero ficar em tua casa!". Pensa bem, pensa em consciência, qual é a tua resposta?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

AVISOS

TERÇA-FEIRA, 04
São Carlos Borromeu, (mo)

QUARTA-FEIRA, 05
Bem-Aventurada Francisca de Amboise (MF)

QUINTA-FEIRA, 06
» Beato Nuno de Santa Maria (Festa)
» Devoção da Primeira Quinta-feira do Mês
»17h.45 Adoração do Santíssimo Sacramento

SEXTA-FEIRA, 07
Bem-Aventurado Francisco Palau (MF)

SÁBADO, 08
» Bem-Aventurada Isabel da Santíssima Trindade (MF)
» 16H.30: Magusto de S. Martinho
» 18H.00: O Grupo das "Isabeis" reza a coroa de Nossa Senhora do Carmo

DOMINGO, 09
Dedicação da Basílica do Salvador e de São João de Latrão (Festa)
» 18H.00: Oração de Vésperas
» 18H.00: Procissão dos Escuteiros desde a Igreja da Vera Cruz para a Igreja do Carmo
» 18H.00: Eucaristia do Dia dos Escuteiros

PRECE PELOS DEFUNTOS

Lembra-te, Pai, que era frágil
O barro de que os fizestes.
Compadecido, recebe-os
Na tua glória celeste.


Senhor da vida e da morte,
Nos Te louvamos, ó Pai,
De quem todo o homem vem
A quem todo o homem vai.

Acolhe na tua casa
Os que se foram de nós.
Arrancados deste mundo,
Respondendo à tua voz.

Purificados no Sangue
De Jesus Cristo, teu Filho,
Resplandeça para eles
Do teu rosto o eterno brilho.

Dos que ainda não entraram
Nas alegrias eternas
Compadece-te, Senhor,
Alivia suas penas.

E a nós que andamos ainda
Em falsa vida enredados
Concede, por tua graça,
A contrição dos pecados.

Que todos juntos um dia
Gozemos tua beleza,
Saboreemos o pão
Sentados à tua mesa.

(Dos hinos do Ofício de Defuntos)

A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo da graça e da misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu destino último.


No dia de hoje, um pouco por todo o mundo, as nossas Igrejas enchem-se de fiéis para participar na Eucaristia rezando pelos seus mortos.
Talvez uns o façam numa atitude de saudade daqueles que já partiram e, inclusive, não consigam deixar de verter umas lágrimas, com a triste recordação daqueles a quem perderam, sobretudo, quando a mágoa ainda está muito presente.
Se devemos aceitar e compreender tal comportamento, cremos, no entanto, que esse não é o modo mais correcto de viver este dia de "Fiéis Defuntos", porque este é um dia de fé, de esperança e, também, de caridade.
Para que possamos compreender, esta maneira de pensar, queremos expor alguns parágrafos do Catecismo da Igreja, que nos explicam um dos artigos do Credo Niceno-Constantinopolitano, que afirma: "Creio na ressurrreição da carne".
"Nós cremos firmemente, e assim o esperamos, que, tal como Cristo ressuscitou dos mortos e vive para sempre, assim também os justos, depois da morte viverão para sempre com Cristo Ressuscitdo, e que Ele os ressuscitará no último dia. Tal como a de Cristo, a nossa ressurreição será obra da Santíssima Trindade" (nº 989).
E o referido Catecismo no nº 992 e nº 993 prossegue: "A ressurreição dos mortos foi revelada progressivamente por Deus ao seu povo. A esperança na ressurreição corporal dos mortos impôs-se como consequência intrínsica da fé num Deus criador do homem total, alma e corpo. O Criador do Céu e da Terra é também Aquele que mantém a sua aliança com Abraão e a sua descendência. É nesta dupla perspectiva que começará a exprimir-se a fé na ressurreição [...] Os fariseus e muitos contemporâneos de Jesus esperavam a ressurreição. Jesus ensina-a firmemente. E aos saduceus, que a negavam, responde: ‘Não andareis vós enganados, ignoranando as Escrituras e o poder de Deus?’ A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que ‘não é Deus de mortos mas de vivos’ (Mc 12,27)" .
E continua: "Unidos a Cristo pelo Baptismo, os crentes participam já realmente na vida celeste de Cristo Ressucitado. Mas esta vida
continua ‘escondida com Cristo em Deus’ [...] Alimentados pelo seu Corpo na Eucaristia, nós pertencemos já ao Corpo de Cristo" (nº 1003).
Mais à frente é dito: "Graças a Jesus Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo. ‘Para mim, viver é Cristo e morrer é lucro’ (Fil 1,21)" (nº 1010), e prossegue: "Na morte, Deus chama o homem a Si. É por isso que o cristão, pode experimentar, em relação à morte, um desejo semelhante ao de S. Paulo: ‘Desejaria partir e estar com Cristo’ (Fil 1,23)".
E ensina-nos: "A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo da graça e da misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu último destino. Quando acabar ‘a nossa vida sobre a terra, que é uma só’ (LG 48), não voltaremos a outras vidas terrestres. ‘Os homens morrem uma só vez’ (He 9, 27). Não existe ‘reincarnação’ depois da morte" (nº 1013).
E, quase a terminar este tema, afirma o Catecismo da Igreja Católica: "A Igreja exorta-nos a prepararmo-nos para a hora da nossa morte. ‘Duma morte repentina e imprevista - livrai-nos, Senhor’ (Ladainha de Todos os Santos); a pedirmos à Mãe de Deus que rogue por nós ‘na hora da nossa morte’ (Oração de Ave-Maria); e a confiarmo-nos a S. José, padroeiro da boa morte" (nº 1014).
Confiando na misericórdia de Deus, hoje, e sempre, oremos pelos nossos defuntos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

REZAR COM OS SALMOS

Os salmos que todos os dias a Igreja canta e reza no Ofício Divino e que na Eucaristia, após a primeira leitura, são proclamados, foram e são a oração dos judeus, mas também são uma oração priveligiada da Igreja.
Infelizmente, nem sempre, saboreamos o seu conteúdo e a sua doutrina, por isso deixamos aqui o salmo deste domingo, para que com ele também possamos meditar na bondade de Deus, e orar.

Salmo 17 (18)
Eu Vos amo, Senhor, minha força,
minha fortaleza, meu refúgio e meu libertador.
Meu Deus, auxílio em que ponho a minha confiança,
meu protector, minha defesa e meu salvador.

Na minha aflição invoquei o Senhor
e clamei pelo meu Deus.
Do seu templo Ele ouviu a minha voz,
e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.

Viva o Senhor, bendito seja o meu protector;
exaltado seja Deus, meu salvador.
O Senhor dá ao Rei grandes vitórias
e usa de bondade para com o seu ungido.

AVISOS

TERÇA-FEIRA, 28
» Festa dos apóstolo S. Simão e S. Judas.
» 395º Aniversário da fundação do Carmo de Aveiro

SEXTA-FEIRA, 31
Sexta-feira do Menino Jesus
18H.00: Coroinha do Menino Jesus

TODOS OS SANTOS, 1 DE NOVEMBRO
No dia 1 de Novembro, Sábado, Solenidade de todos os Santos, o horário das missas será o mesmo dos domingos. Haverá a missa vespertina no dia 30 às 18H.30, e no sábado missa às 10H.00, 11H.30 e 18H.30 e Vésperas às 18H.00.

FIÉIS DEFUNTOS, 2 DE NOVEMBRO
No dia 2 de Novembro, Domingo, o horário das celebrações será o seguinte:
10H.00: Missa de Defuntos
11H.30: Missa de Defuntos.
17H.30: Ofício de Defuntos (Vésperas)
18H.00: Terno de Missas (serão celebradas três missas
seguidas).

OFERTÓRIO PARA AS MISSÕES
O ofertório para as missões realizado nas missas do passado fim de semana rendeu €798,48.

INDULGÊNCIA PLENÁRIA
A quem devotamente visitar o cemitério e nele orar pelos defuntos, concede-se indulgêcia aplicável somente às almas do Purgatório; esta indulgênica é plenária nos oito primeiros dias de Novembro e parcial nos restantes dias do ano.

A LEI DO AMOR

Para o cristão a LEI DO AMOR não é só um mandamento, mas deve ser a razão de todo o seu ser, de toda a sua vida.

O trecho do Evangelho que hoje a Liturgia nos oferece é demasiado conhecido e parece simples, no entanto, e à luz que nos oferece a leitura do Êxodo, podemos descobrir a força sempre actual e difícil que conleva em si a Lei do Amor.
Talvez deveríamos agradecer àqueles fariseus, por terem dado a Jesus a oportunidade de condensar de uma maneira tão simples todo o seu projecto de vida.
Um doutor da Lei aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?", ou seja qual o caminho que deveria percorrer para alcançar a vida eterna.
Também nós hoje, entre tantas direcções em que se movem os nossos interesses, nos deveríamos perguntar o que é verdadeiramente importante, e Jesus dar-nos-á a mesma resposta: amar a Deus é o primeiro mandamento e o segundo, igual ao primeiro, é o amor ao próximo.
O amor a Deus é o primeiro mandamento de todos, que se formula biblicamente como "não terás outro deus além de Mim": um mandamento que segue sendo o mais radical de todos, contra os ídolos de antes y os de agora. Amar a Deus não é só o não blasfemar,
ou o santificar as "festas", é pôr o projecto de vida como uma prioridade absoluta nos nossos programas e na nossa mentalidade, é escutar a sua Palavra, encontrarmo-nos com Ele na oração, amar o que Ele amou!

Amar a Deus é colocá-lo por cima de qualquer outro valor (também como razão de ser do mesmo amor ao próximo, que para muitos parece ser mais prioritário, mas que Cristo põe como consequência do primeiro, o amor a Deus).
Contudo,Jesus, comparando o segundo mandamento ao primeiro, situa-os ao mesmo nível: amar a Deus, "obriga-nos" a amar o próximo como a nós mesmos, como consequência e semelhança do amor a Dios.
As questões sociais, hoje tão badaladas, são já muito antigas, como nos recorda o livro do Êxodo, de tal forma que os exemplos elencados na primeira leitura continuam a ser actuais: o desamparo das viúvas e dos orfãos, o aproveitar-se dos forasteiros (imigrantes, turistas, etc.) ou dos pobres. A ameça de Deus é dura: "se os explorais e eles gritam por Mim, Eu os escutarei", "porque sou compassivo".
Jesus une as duas direcções do amor, nada serve amar a Deus (ou dizer que se ama a Deus), e descurar o amor horizontal, sobretudo o amor dos mais pobres. Hoje, mais do que nunca, podemos enumerar os mais necessitados da sociedade, aqueles que todos marginalizam para se aproveitarem
deles e das suas debilidades, umas vezes no campo económico, outras no âmbito cultural, mas alguns pagam sempre a factura da ambição e usura de outros.
Também não podemos esquecer a dignidade da pessoa humana, que tantas vezes é humilhada, quer por motivos sociais, raciais, ideológicos ou religiosos, pois Deus assume como próprias essas humilhações.
Nos tempos que correm, muitos são os movimentos e instituições, ou mesmo partidos políticos, especialmente em períodos eleitorais, que se propõem estar ao lado dos mais carenciados e dos mais pobres, mas o discípulo de Cristo não o pode fazer por puro altruismo, e muito menos por interesses pessoais, mas sim como consequência do amor de Deus e do amor a Deus.
Muitos são os momentos em que podemos observar a LEI DO AMOR: na família, na comunidade eclesial, na sociedade, na escola, no trabalho.
Mil vezes ao dia temos ocsião de nos interrogar e de nos examinarmos: amamos verdadeiramente a Deus e ao nosso próximo? Quem nos pode dar a melhor resposta é Cristo: basta recordar como obedeceu, amando, a Deus, seu Pai, e como lidou com os demais, especialmente com os deserdados do Reino!
Para o cristão a LEI DO AMOR não é só um mandamento, mas deve ser a razão de todo o seu ser, de toda a sua vida. À tarde seremos examinados no amor, como dizia São João da Cruz.