domingo, 1 de fevereiro de 2009

AVISOS

DOMINGO 01
Celebramos neste Domingo o Dia dos Consagrados.

SEGUNDA 02
Apresentação do Senhor (Festa)
» Nas missas desse dia faremos a benção das velas

TERÇA 03
São Brás, Bispo e mártir (MF)

QUARTA 04
São João de Brito, Presbítero e mártir (MO)

QUINTA O5
Santa Águeda, Virgem e mártir (MO)
Primeira Quinta-feira do Mês
» às 17H.45: Exposição e Adoração do Santíssimo

SEXTA 06
São Paulo Miki e Companheiros, Mártires (MO)

SÁBADO 07
Cinco Chagas do Senhor, (Festa)

EXCERTOS

Aqui deixamos alguns excertos da Mensagem do Presidente da Comissão Episcopal ds Vocações e Ministérios, Dom António Francisco dos Santos, para o Dia dos Consagrados.

"PARA MIM, VIVER É CRISTO"
A Igreja escolhe como Dia dos Consagrados a festa litúrgica da Apresentação do Senhor no Templo.
O Evangelho deste dia coloca-nos diante de uma singular Família de Nazaré. Maria e José decididos a cumprir as prescrições religiosas da sua terra preparavam-se para apresentar Jesus no templo de Jerusalém.
Nesse momento marcado do tempo são surpreendidos por duas pessoas, de idade avançada, que aguardavam esta hora.
Naquele momento e naquele lugar, ainda que de forma discreta e silenciosa, é Deus o protagonista da história e o centro do acontecimento. Simeão e Ana apenas realçam o valor desta presença, o significado existencial e histórico da promessa divina cumprida e o sentido deste gesto de apresentação e de consagração de Jesus no templo santo de Deus.
Quem, melhor do que Paulo, discípulo chamado por Cristo e seduzido pelo Reino, conseguirá dizer com esta verdade e clareza: "para mim, viver é Cristo"?
Quem, melhor do que os consagrados(as) entregues a Deus para servir humanidade, afirmará diariamente com igual coerência e com a mesma autenticidade: "para mim, viver é Cristo"?
O consagrado encontra, ao jeito dos discípulos de Jesus na escola do mestre, no silêncio contemplativo, na escuta atenta e orante da Palavra e na experiência intensa da missão a sua razão de ser e de viver.
Por outro lado, continua sempre um permanente inquieto na busca do mistério eterno de Deus que o ama e o escolheu desde sempre e para sempre.
Ao mergulhar no mistério de Deus, o consagrado(a) reencontra e refaz diariamente na sua vida e missão este amor original de Deus que o escolheu. Daí emerge igualmente no(a) consagrado(a) em cada manhã a liberdade, a disponibilidade e a abertura para a compreensão dos caminhos que urge percorrer para que "o Evangelho seja colocado na vanguarda do tempo" e na universalidade das culturas, como tão bem o soube fazer S. Paulo.

“O Santo de Deus”

Quando, realmente, nos sentirmos libertos de todas as formas de "possessão", então, também nós gritaremos: "Vós sois Cristo, o Santo de Deus".

Ao longo dos evangelhos encontramos diversos textos que nos narram a cura de possessos ou endemoninhados. Sempre me fez confusão esse proliferar de pessoas possessas de espíritos impuros, porque nos dias que correm, ainda que se fale de possesão diabólica, os casos como tal diagnosticados não são tantos como isso!
Hoje precisamente deparamos com Jesus a fazer mais um milagre em que Ele expulsa um "espírito impuro". Para que possamos compreender esta, e outras passagens idênticas, devemos recordar que antigamente as pessoas não possuíam os mesmos conhecimentos científicos que hoje estão ao nosso alcance. Não sabiam nada de micróbios, bactérias e muito menos ainda de doenças do foro psicológico como as psicoses, nevroses ou mesmo a epilepsia! Por isso não admira que estivessem convencidos que as doenças era provocadas por algum "espírito ímpuro", que depois de ter entrado numa pessoa causavem uma série de problemas.
É precisamente o que se passa no trecho do Evangelho de hoje. Estava Jesus na Sinagoga quando um "possesso" começa a provocar Jesus, e o Mestre dá-lhe ordem para sair daquele homem.
O Demónio obedece-Lhe, e isso causa admiração aos presentes que se perguntam:

"Que vem a ser isto? Uma nova doutrina com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!".
Assim Jesus mostra a sua divindade, mostrando que o Reino de Deus é mais forte que o poder sobre-humano do demónio, que é capaz de vencer todas as forças do mal, porque Ele é o verdadeito libertador.
Também os seus discípulos,incluindo cada um de nós, devem continuar a sua missão libertadora: libertar os homens da possessão do demónio, dos poderes do mal, dos malefícios dos poderosos. Libertar, quer dizer, ajudar a serem livres.
Devemos fazê-lo primeiro com a palavra, porque só a verdade nos faz livres. A primeira etapa da escravidão começa sempre pela mentitra, pelo erro, pela ignorância.
Em segundo lugar, com as obras. O discípulo de Cristo deve igualmente juntar-se a todos os que se esforçam por libertar o homem da exploração dos poderosos, combatendo ao mesmo tempo a miséria, a fome, a pobreza, a discriminação e outas formas de marginalização. E dessa maneira também nós ajudamos a exorcitar os males deste mundo, pois, inclusive, a nossa maneira de viver a fé faz-se ressentir de tudo isso.
Transmitiram-nos valores, nem sempre con-sentâneos com os do Evangelho.
No mundo em que vivemos o que mais pode é o mais importante, o mais importante é o que mais triunfa, o que mais tem; e o que mais possui é o que mais pode.
E assim se forma um ciclo vicioso dentro e fora de cada um de nós. Assim somos possuídos pela ambição, pela ânsia de possuir, tornamo-nos agressivos, atropelamos os demais, não respeitando nem os seus direitos nem a sua dignidade, usando como critério a máxima: "salve-me eu e quem puder".
Hoje também nós necessitamos de ser exor-citados, porque o mal habita em cada um de nós.
Jesus também descobre em nós esta situação de possessão e quer enfrentá-la com autoridade, porque o projecto de Jesus é contrário ao do homem possesso.
Jesus veio acabar com todo o género de possessão, veio soltar as amarras que prendem o homem, veio libertá-lo das teias que o emaranham!
Embora Jesus tenha triunfado sobre o maligno no Domingo da Ressurreição continua, contudo, a sua luta nos cristãos, na medida em que o permitirmos, na medida em que não não pactuámos com o mal.
Jesus tem compaixão de todos os que estão "possessos", de todos quer fazer homens livres, e audazes que saibam proclamar a sua divindade.
Quando, realmente, nos sentirmos libertos de toda essas formas de "possessão", então também nós gritaremos: "Vós sois Cristo, o Santo de Deus".
E dessa maneira tornamo-nos anunciadores do Reino de Deus, e, certamente, seremos mais coerentes na maneira de vivermos a nossa fé em Jesus Cristo.

sábado, 24 de janeiro de 2009

AVISOS

Domingo 25
Hoje, Festa da Conversão de São Paulo, encerramos o Oitavário de Orações pela Unidade dos Cristãos.
» Exposição do Santíssimo das 15h.00 às 18h.30.

Segunda 26
São Timóteo e São Tito, Bispos (MO)

Terça 27

Santo Henrique de Ossó, Presbitero (MF)

Quarta 28
São Tomás de Aquino, Presbítero e Doutor (MO)
Quarta-feira do Menino Jesus
» 18H.00: Recitação da Coroinha pelo Clube do Menino Jesus de Praga

Sábado 31
São João Bosco, Presbítero (MO)

Hino ao amor

(A partir de um trecho da Primeira Carta aos Coríntios, aqui deixamos este hino ao amor.)

Ainda que eu fale as língua dos homens
e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios
e toda a ciência,
ainda que eu tenha uma fé tão grande,
capaz de transportar montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua
todos os meus bens
e entregue o meu corpo
para ser imolado
se não tiver amor,
de nada me serve.
O amor é paciente.
O amor é benevolente.
O amor não é invejoso.
O amor não é arrogante nem orgulhoso.
O amor nada faz de inconveniente.
O amor não procura o seu próprio interesse.
O amor não se irrita.
O amor não guarda ressentimento.
O amor não se alegra com a injustiça.
O amor rejubila com a verdade.
O amor tudo desculpa.
O amor tudo crê.
O amor tudo espera.
O amor tudo suporta.
O amor jamais passará!

(Paulo de Tarso)

Paulo, servo de Cristo Jesus

Aquele que era o perseguidor dos cristãos, converteu-se no maior apóstolo de Cristo, e intitulou-se "Servo de Cristo Jesus"; com os seus escritos, as cartas paulinas, ainda hoje continua a ser um dos alicerces da doutrina da Igreja


Estamos a celebrar o Ano Paulino recordando o segundo milénio do nascimento do apóstolo São Paulo, que se intitulou "Servo de Jesus Cristo".
Neste dia em que celebramos Conversão de São Paulo, embora sendo Domingo, por privilégio da Santa Sé, recordamos hoje a figura deste grande apóstolo.

Paulo nasceu em Tarso, na Cilícia, que actualmente pertence à Turquia, numa família judaica da Diáspora (judeus que viviam espalhados pelo mundo, sobretudo na Pérsia, mas também em torno do mediterrâneo, em Alexandria e no norte de África, na Turquia, Grécia e outras partes do Império Romano, incluindo a península Ibérica). Nasceu numa data desconhecida mas, sem dúvida antes do ano 10 da nossa era. O seu pai, em circunstâncias que se desconhecem, adquiriu a cidadania romana mantendo a fé judaica, educou-o no judaismo. Durante toda a sua vida, a condição de cidadão romano foi um meio de protecção eficaz para Paulo. Como ele próprio diz, foi circuncidado ao oitavo dia e mantém-se sempre na lei mosaica. Confessa-se fariseu, tendo feito a sua formação numa escola de cultura grega, como atestam as suas cartas. Mas ele também afirma que frequentou igualmente as escolas dos rabinos tendo sido aluno do famoso Gamaliel em Jerusalém, o que vem confirmar que passou uma parte importante da sua juventude em Jerusalém.
Foi em Jerusalém que Paulo participou no apedrejamento daquele que ficaria conhecido como o primeiro mártir, Santo Estêvão, pelo que não admira que se tenha convertido num perseguidor dos seguidores de Jesus, grupo de cristãos que procuravam difundir a nova fé entre os judeus de Jerusalém.
O argumento de Paulo na sua perseguição aos seguidores dos discípulos de Cristo, era a defesa da "tradição dos pais" e da lei mosaica, que ele via ameaçada pelos discípulos de Jesus.
Saulo, era este seu o nome, que era um fervoroso defensor da tradição judaica (por isso há quem diga que ele pertencia ao grupo dos zelotes), foi enviado a Damasco para perseguir e trazer algemados, para Jerusalém os seguidores do Cristo.
Foi durante esta missão a Damasco que Saulo se converteu a Cristo. Foi aqui que Saulo, indo a caminho de Damasco, já perto da cidade, viu um resplendor de luz no céu que o cercou, e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: "Saulo, Saulo, porque Me persegues?". Nesse momento Saulo converte-se a Cristo, mudando o seu nome para Paulo.
Após muitos anos de actividade missionária, com três grandes viagens apostólicas descritas nos Actos dos Apóstolos, passando pela Grécia, Macedónia e Ásia Menor, onde fundou diversas comunidades. Foi preso em Jerusalém por volta do ano 61 d.C., sob a falsa acusação de estar a acolher gentios no Templo de Jerusalém, o que era punido com a morte pelos judeus. Conseguindo desvencilhar-se das mãos das autoridades do templo, apelou ao Imperador Romano, pois tinha a cidadania romana, sendo enviado para Roma, onde, após um naufrágio e uma rápida passagem pela Ilha de Malta teria sido julgado e, depois de estar preso cerca de dois anos, foi libertado.
Segundo a tradição e pelo que é descrito nas suas cartas, reiniciou a sua actividade missionária, sendo que, muito provavelmente, visitou a Hispania (Península Ibérica) e regressou à Ásia Menor, onde, em Trôade, foi denunciado por um ferreiro de nome Alexandre, sendo imediatamente preso e, mais uma vez, reenviado para Roma. Aí, ficou encarcerado nas masmorras da cadeia marmetina.
Foi julgado e condenado à morte pelo imperador Nero que, naqueles tempos, perseguia cruelmente os cristãos. Por ser cidadão romano, em vez de ser crucificado, Paulo terá sido decapitado por volta do ano 67 da nossa era, no local conhecido como "Águas Salvias". O seu túmulo encontra-se na Basílica de São Paulo Extra-Muros, na "Via Ostiense", lugar tradicionalmente aceite como sendo o do seu martírio.
Aquele que era o perseguidor dos cristãos, converteu-se no maior apóstolo de Cristo, e que se intitulou "Servo de Cristo Jesus", com os seus escritos, as cartas paulinas, ainda hoje continua a ser um dos alicerces da doutrina da Igreja.

sábado, 17 de janeiro de 2009

AVISOS

DOMINGO 18
Iniciamos hoje o Oitavário de Orações pela Unidade dos Cristãos.


TERÇA 20
São Fabião, Papa e Mártir (MF)
São Sebastião, Mártir (MF)

QUARTA 21
Santa Inês, Virgem e Mártir (MO)

QUINTA 22

São Vicente, Diácono e Mártir (MF)

SÁBADO 24
São Francisco de Sales, Bispo e Doutor (MO)

DOMINGO 25
Conversão de São Paulo, Apóstolo (Festa)
» Encerramos o Oitavário de Orações pela Unidade dos Cristãos.
» Exposição do Santíssimo das 15h.00 às 18h.30

Nota: Embora no próximo dia 25 ocorra o 3.º Domingo do Tempo Comum, o Santo Padre, neste Ano Paulino, sugere que se celebre a festa da Conversão de São Paulo. Ao contrário do proposto por Roma para as leituras da Eucaristia, sugerimos que se tome como primeira leitura a do respectivo Domingo e as restantes do próprio da festa litúrgica de São Paulo.

Consagração ao Menino Jesus de Praga

Divino Menino Jesus, Senhor da minha vida eu Vos ofereço todo o meu ser e me consagro a Vós,
para o presente e para o futuro.
Recebei a minha alma e enchei-a com o Vosso amor.
Acolhei o meu coração e guardai-o junto do Vosso.
Guardai a minha boca e fazei da minha vida um louvor.
Sede a luz dos meus olhos e iluminai os meus passos.
Falai aos meus ouvidos e convertei o meu coração.
Estendei a Vossa mão e amparai a minha vida.
Escutai o meu pensar e seja feita a Vossa vontade.
Vede a cruz da minha vida e vinde em meu auxílio; consolai-me na tristeza e abençoai-me na alegria.
Aliviai-me na doença e conservai-me em saúde.

Consagro-me ao Vosso serviço nas coisas do Pai para estar vigilante nas boas obras.
Fazei que eu me perca só em Vós e me encontrem sempre os que Vos procuram.
E quando chegar a minha hora concedei-me, Jesus bendito, o conforto da Virgem Mãe para que, vencida a morte, triunfe a vida e se estabeleça para sempre o Vosso reino de paz e amor. Amen.

O pedido: Divino Menino Jesus de Praga, que prometestes: "Quanto mais Me honrardes, mais Eu Vos oferecerei", pelos méritos da Vossa Santa Infância, concedei-me a graça que Vos peço (nomeia-se a graça).

A benção: Divino Menino Jesus de Praga, abençoai-me e guardai-me de todo o mal.

O Menino Jesus de Praga

Ao longo dos séculos muitos foram as pessoas que viram os seus pedidos atendidos pelo Menino Jesus de Praga. Também nos dias de hoje Ele continua a derramar as suas bençãos sobre os seus devotos.
Se não acreditais, experimentai!

Fernando II, imperador da Alemanha, para expressar a sua gratidão ao Senhor pela insigne vitória alcançada numa batalha contra os calvinistas, construiu em 1620, na cidade de Praga, um convento que ofereceu aos Padres Carmelitas Descalços. A Boêmia (actual República Checa) passava por momentos muito difíceis, assolada por guerras sangrentas. A cidade de Praga era vítima das mais indizíveis calamidades. Neste contexto, chegam estes santos religiosos, cujo mosteiro carecia até do indispensável para a sua sobrevivência. Vivia em Praga a piedosa princesa Polixene de Lobkowitz. Sofrendo na alma as prementes necessidades dos Carmelitas, presenteou-os com uma pequena estátua de cera, de 48 cm, que representava um formoso Menino Deus, de pé, com a mão direita erguida em atitude de bênção. A mão esquerda segurava um globo dourado. O seu rosto era muito amável e gracioso. A túnica e o manto tinham sido confeccionados pela própria princesa. Esta, ao dar a imágem ao Prior da comunidade, disse-lhe: "Meu padre, entrego-lhes o maior tesouro que possuo neste mundo. Prestem muitas honras a este Menino Jesus e nada lhes faltará."
Os Carmelitas, muito agradecidos, receberam a imágem. Colocaram-na no oratório interno do convento, passando a ser venerada por aqueles bons religiosos, especialmente pelo Fr. Cirilo, então noviço, a quem bem lhe assentaria o título de "Apóstolo do Divino Menino Jesus de Praga".
A profecia da piedosa princesa cumpriu-se literalmente. Não tardaram a manifestar-se os efeitos maravilhosos da protecção do Divino Menino. Muito rapidamente, e em várias ocasiões, verificaram-se inúmeros prodígios e as necessidades do mosteiro foram milagrosamente socorridas.
Uma vez mais explode a guerra na Boêmia. Em 1631, o exército da Saxônia apoderou-se da cidade de Praga. Os Padres Carmelitas, prudentemente, acharam por bem transferir-se para Munique. Durante essa época tão desastrosa, especialmente para Praga, a devoção ao Menino Jesus caiu no esquecimento. Os hereges destruíram a Igreja, saquearam o mosteiro, entraram no oratório interno, profanaram a imagem do Menino Jesus e partindo-lhe as mãos, atiram-na, com desprezo, para trás do altar.
No ano seguinte, com a retirada dos inimigos de Praga, os religiosos puderam regressar ao seu convento. Mas ninguém mais se lembrou da outrora tão querida imagem do Menino Jesus. A comunidade passou tempos difíceis, aliás, como a restante população da cidde de Praga.
Em 1637, após sete anos de desolação, o Padre Cirilo regressou a Praga. A Boêmia, cercada de inimigos por todas os lados, corria o risco de sucumbir e, quem sabe, até de perder o dom inestimável da fé. No meio tantas agruras, enquanto o Padre Prior exortava os religiosos para que insistissem junto a Deus para colocar fim a tantos males, o Padre Cirilo aproveita para falar-lhe da inesquecível imagem do Divino Menino. Obtém licença para a procurar e encontra-a, entre os escombros, de trás do altar. Limpou-a e cobriu-a de beijos enquanto as lágrimas lhe corriam pela face. O rosto da imagem, no entanto, estava intacto, e ele mesmo a expôs no coro para que os religiosos a venerassem. Estes, confiantes na sua protecção, ajoelharam-se diante do Divino Infante, implorando para que fosse o seu refúgio, fortaleza e amparo em todos os sentidos.
A partir do momento em que a imagem foi colocada no seu lugar de honra, os inimigos fogem em retirada e o convento foi reabastecido de tudo que os religiosos necessitavam.
Certo dia, o Pe. Cirilo orava diante da imagem, quando ouviu claramente estas palavras: "Tende piedade de mim e eu terei piedade de Vós. Devolvei-Me as minhas mãos e eu vos dar-vos-ei a paz. Quanto mais me honrardes, mais vos favorecerei". Surpreendido, o Pe. Cirilo corre imediatamente para a cela do Padre Prior e contou -lhe o facto, pedindo-lhe para mandar reparar a imagem. O Superior negou-se a atendê-lo, alegando a extrema pobreza do convento. O humilde devoto de Jesus foi chamado a atender um moribundo, Benedito Maskoning, que lhe deu 100 florins de esmola.O Pe. Cirilo levou o dinheiro ao Superior, convicto de que poderia usá-lo para restaurar a imagem. Mas o Superior achou melhor comprar outra imagem, ainda mais bela. E assim fez. O Senhor não tardou a manifestar o seu desagrado; no mesmo dia da benção da nova imágem, um candelabro que estava bem fixo e seguro na parede, soltou-se e caiu sobre a mesma, despedaçando-a .
No entanto o Pe. Cirilo, apesar deste e de outros obstáculos não desanimou esforçando-se por obter meios para restaurtar a imagem. Foi o mesmo Menino que um dia lhe disse que o colocasse à entrada da sacristia pois alguém haveria de se compadecer d’Ele.
Um desconhecido passando diante da imagem, tão bela, mas mutilada, espontaneamente se oferece para a retaurar. Se bem o fez, prontamente se viu recompensado, pois em poucos dias ganhou uma causa considerada perdida, salvando a sua honra e a sua fortuna.
Desde então os favores concedidos pelo Menino Jesus de Praga não cessaram, e nos dias de hoje, também os seus devotos continuam a obter inúmeras graças.
Se não acreditais, experimentai!

(Chama Viva do Carmo nº 696 - 18 Janeiro ‘09)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

AVISOS

DOMINGO 11
Festa do Baptismo do Senhor

Encerramos o ciclo de Natal

SEGUNDA 12
Iniciamos o Tempo Comum, tomando-se as leituras da Segunda-feira da primeira semana.

TERÇA 13
Santo Hilário (MF)

SÁBADO 17
Santo Antão (MO)

DOMINGO 18
Neste Domingo depois do Baptismo do Senhor celebramos a festa do Menino Jesus de Praga. Assim todos nos devemos predispor a celebrar a festa do Divino Rei que prometeu: "Quanto mais Me honrardes mais vos favorecerei.