sábado, 6 de junho de 2009

AVISOS

QUARTA I 10
Santo Anjo da Guarda de Portugal (MO)

* Em cerimónia presidida pelo Sr. Bispo e Aveiro no jardim do Coração de Maria será feita a renovação da Consagração da Cidade de Aveiro.

QUINTA I 11
Solenidade do CORPO DE DEUS
É Dia Santo de Guarda, sendo o horário das missas o mesmo dos domingos. Assim haverá missa às 10h.00; 11h.30 e 18H.30. A missa das 18H.30 de Quarta-feira serve para cumprir o preceito.
* 16H.00 : Missa na Sé, seguida da Procissão do Corpo de Deus.

SÁBADO I 13
Santo António de Lisboa, doutor da Igreja (Festa)
* 16H.30: Reunião de avaliação do Ano Pastoral.

Estão abertas as inscrições para a Peregrinação Carmelitana a Fátima que se realiza no dia 4 de Julho, Sábado

O ROSTO DE DEUS

A Liturgia deste Domingo da Santíssima Trindade convida-nos "ver" um Deus diferente; diferente da imagem de Deus oferecida por outras religiões, que também dizem adorar o Deus Único e Criador. A Trindade é Deus-Pai que está nos céus, é Deus-Palavra que se nos revela, é Deus-Espírito que continua no nosso interior a presença do nosso irmão Jesus Cristo e faz com que Deus seja realmente um Deus próximo, um Deus-connosco.

Neste Domingo, o primeiro após a Solenidade de Pentecostes, celebramos a festa da Santíssima Trindade. Talvez para muitos cristãos, mormente os que se julgam mais esclarecidos, possa parecer estranho ter sido instituída uma festa específica em honra da Santíssima Trindade, pois a mesmo pode parecer desnecessária. De facto a teologia Ocidental ou Latina apresenta a Trindade de um modo bastante metafísico: Três pessoas distintas, mas uma só natureza divina. É que por muitos esforços que se façam esta concepção continua a ser muito abstracta.
Não sabemos ao certo quando esta festa foi introduzida na Igreja. No entanto já no século IX encontramos igrejas dedicadas à Santíssima Trindade, como é o caso do mosteiro de São Bento de Aniano. No entanto pouco se encontra acerca da instituição desta festa. Contudo já no ano 1030 se celebrava a festa da Santíssima Trindade, que rapidamente se propagou pela Igreja ainda que tenha encontrado a oposição de muitos bispos e inclusive tenha tido a oposição do papa Alexandre II no século XII. Mas apesar de tudo isso, a festa continuou a celebrar-se sendo cada vez mais do agrado dos fiéis, sendo finalmente aprovada pelo papa João XXII no ano 1334, estendendo a sua celebração à Igreja Universal, tendo sido fixada no Domingo a seguir ao Pentecostes.
A Liturgia deste Domingo da Santíssima Trindade convida-nos "ver" um Deus diferente; diferente da imagem de Deus oferecida por outras religiões, que também dizem adorar o Deus Único e Criador, mas também diferente da Teologia Especulativa. A liturgia, quer a latina quer a oriental, não se cansam de mostrar a actividade das Três Pessoas divinas na obra da salvação e na reconstrução do mundo, mas a teologia grega tem a vantagem de expor de uma maneira vital o que é a Trindade.
Já Israel nos oferece uma imagem diferente da que tinham os povos de então. No trecho do livro do Deuteronómio que a Liturgia hoje nos oferece, vemos que o povo hebreu chega ao conhecimento de Deus, não pela via da inteligência mas através da História: "Quem é Deus? Recorda a tua história, Israel, e contempla como Ele se comportou contigo; reconhece, pois, hoje, e contempla no teu coração que o Senhor é o único Deus…, e segue os caminhos que Ele te indica para que sejas feliz". É um Deus que intervém pessoalmente na acção da história livrando-o da escravidão. E assim surge o contraste do Deus de Israel com o deus dos povos vizinhos: Israel experimentou Deus através da sua realidade histórica.
O livro do Deuteronómio apresenta-nos aquilo que Israel considerava a sua grande honra, o seu grande tesouro: ter um Deus próximo do povo, um Deus que falou ao povo por Sua iniciativa. A mesma prerrogativa tem a liturgia: mostrar-nos a actividade das Pessoas Divinas. Já desde os primeiros tempos da Igreja, a Liturgia faz finca-pé na actividade da Trindade ou no nosso louvor em sua honra. Assim o vemos nas doxologias, como o Glória ao Pai..., alguns hinos antigos t como o Glória a Deus nas alturas ou o "Te Deum", etc. Mas a honra de Israel não era mais que a preparação para o que essa honra em plenitude não fosse já de um povo, mas sim de toda a humanidade: Deus não é já somente o Deus que se aproxima, mas é o Deus que se faz um de nós; Deus não liberta já o povo desde fora, mas liberta os homens colocando-se junto deles; Deus já não diz aos homens o que é que têm que fazer, mas veio aqui à terra mostrar-nos o que devemos fazer! Deus é mesmo assim; Deus não é somente Deus-Pai que está nos céus, mas também é Deus-Palavra que se nos revela. Esta proximidade tem uma nova nuance. Jesus Cristo, o Deus-Palavra, diz: "Eu estou convosco todos os dias, até ao fim dos tempos". Está connosco não como una recordação, mas como algo muito profundo que se entranha no coração de cada homem. O seu Espírito penetrou no nosso interior e converte-nos em filhos como Ele. Temos igualmente aquele Espírito que une Jesus ao Pai, o Espírito que não deixou que Ele experimentasse a corrupção do sepulcro.
A Trindade é tudo isto: é Deus-Pai que está nos céus, é Deus-Palavra que se nos revela, é Deus-Espírito que continua no nosso interior a presença do nosso irmão Jesus Cristo e faz com que Deus seja realmente um Deus próximo, um Deus-connosco.
Chama nº 716 I 07 Junho ‘09

sábado, 14 de março de 2009

AVISOS

DOMINGO 15
Dia da Cáritas
O ofertório das missas deste fim de semana destina-se à Cáritas Portuguesa

QUINTA 19
Solenidade de São José
, Esposo da Virgem Santa Maria.
» Dia do Pai

SEXTA 20
»18H.00 : Realizaremos a tradiconal devoção da Via Sacra

CENTRO COMUNITÁRIO
Nos dias 20 e 21 de Março vai realizar-se no Centro de Congreso o espectáculo, Happy Birthay, revertendo 10% da bilheteira para o Centro Comunitário da Vera Cruz. Os interessdos podem requisitar os respectivos ingressos pelo telefone 234385914.

SÃO JOSÉ, SERVO JUSTO E FIEL

Celebramos no próximo dia 19 a Solenidade de São José, Esposo da Virgem Santa Maria. A Igreja honra este Santo, como, aliás, Deus o honrou, quando o escolheu para ser o pai adoptivo do seu próprio Filho, porque, certamente, igual não haveria sobre a terra.
Não sendo o pai biológico de Jesus, exerceu o poder paternal sobre o Filho de Maria, educando-O humana e religiosamente, como era da vontade de Deus, pelo que justamente é chamado "varão justo e fiel"
Aqui deixamos um hino do Ofício Divino que poeticamente decreve a missão de São José, modelo para todos os Pais.


Varão perfeito, escolhido
Para esposo virginal
De Maria concebida
Sem pecado original.


Mereceste ter nos braços
Quem criou a terra e os céus;
Chamavas filho a quem era
O próprio Filho de Deus.


Aquele que dá alimento
Às avezinhas do céu
Por ti foi alimentdo,
Do teu trabalho viveu.


Patrono da Santa Igreja,
Protege-a contra os perigos,
Como outrora defendeste
Jesus de seus inimigos.


A nós, a quem o pecado
Oculta a luz da verdade,
Ensina o caminho certo
Que nos leva à santidade.


E humildes, castos e fortes,
Como tu, servindo a Deus,
Cheguemos no fim da vida
À glória eterna dos Céus.

OS NOVOS VENDILHÕES DO TEMPLO

Como reageria Jesus se hoje visitasse as nossas Igrejas? Não haverá demasiadas pessoas que fazem da Igreja um lugar de comércio? Não haverá cristãos, certamente bem intencionados, que se tornam causa de escândalo para outros irmãos?

Estava perto a festa da Páscoa. Como todos os anos Jesus subiu a Jerusalém, como certamente faria na festa do Pentecostes e na festa dos Tabernáculos ou festa das tendas.
No Templo, e à sua volta, encontravam-se os negociantes de bois, cabritos, ovelhas, rolas e pomba. Igualmente estavam os agiotas que trocavam siclos judaicos por dracmas gregas e denários romanos, naturalmente cobrando a sua comissão, tudo para que os fervorosos judeus que vindo de longe, ou de perto, pudessem oferecer os seus sacrifícios, cumprir as suas promessas. Tudo contribuía para que o átrio contíguo ao lugar sagrado, o chamado pátio dos gentios, se converte-se numa verdadeira feira, com os seus pregões, mas se incomodava alguns judeus mais piedosos, era consentido pelos sacerdotes e levitas, acostumados ademais a outros negócios menos claros.
Perante este buliçoso cenário Jesus sentiu-se indignado, e com toda a razão já que para o povo escolhido o Templo não era somente o lugar de culto por excelência, mas também o símbolo da presença de Deus entre o seu povo. Eis que então faz um chicote de cordas, e
deitando por terra o dinheiro, derrubando as mesas dos cambistas, expulsa os vendedores de ovelhas e bois, e num tom mais sereno, diz aos que vendiam pombas: "Tirai tudo isto daqui; não façais da casa e meu Pai casa de comércio".
Este gesto de Jesus significa uma solene desautorização do culto no Templo!
Converter o Templo em lugar de negócios é o mesmo que utilizar a Igreja para fins políticos ou a missa para tranquilizar a consciência, ou as palavras de Jesus para defender posições pessoais, pois pretendemos pôr Deus ao nosso serviço, e isso é que Jesus condena veemente, pois não tolera que a relação de amor entre Deus e o homem se converta em negócio de interesses!
Jesus anuncia uma nova via para esta relação de amor entre Deus e o homem: já não será o templo o lugar de encontro de ambos, mas sim o próprio homem, isto é, no homem é onde se encontra Deus e onde o homem pode encontrar a Deus, e assim o novo Templo é o próprio Jesus Cristo, porque n’Ele se realiza plenamente esta presença de Deus no homem.
Ele é o santuário de Deus que será destruído - pela violência dos homens – mas depois reerguido pela força de Deus.
Jesus substitui o templo de Jerusalém pelo seu corpo ressuscitado, erguido pela força de Deus que é o Espírito Santo. Desse corpo todos os crentes são membros vivos, unidos ao mesmo pela fé. A casa de Deus, o verdadeiro templo, é Cristo e todos que se incorporam a Cristo pela fé: a Igreja.
Mas Deus também está em cada um de nós, e, assim, como diz São Paulo, também nós somos templo de Deus, e podemos estar cientes que o enérgico zelo de Jesus pelo Templo de pedra, de Jerusalém, é muito maior pelo templo que é cada homem, porque em cada homem está Cristo!
Também este deveria ser o zelo de cada cristão! Oprimir, desprezar, maltratar um homem, é um sacrilégio, porque cada homem é um templo de Deus. É no homem onde é maltratado, desprezado, oprimido Jesus Cristo, Deus presente no mesmo homem!
No entanto, cabe-nos perguntar: como reageria Jesus se hoje visitasse as nossas Igrejas? Não haverá demasiadas pessoas que fazem da Igreja um lugar de comércio? Não haverá cristãos, certamente bem intencionados, que se tornam causa de escândalo para outros irmãos, talvez mais débeis na fé, devido às suas atitudes e comportamentos?
Mas também há hoje quem queira silenciar a Igreja, opinando sobre tudo, mas não permitindo que a Igreja exponha as suas ideias, a sua doutrina!

sábado, 7 de março de 2009

AVISOS

DOMINGO 08
» 16H.00: Sairá da nossa Igreja do Carmo a Procissão do Senhor Jesus do Passos, que depois de percorrer o itenerário habitual regresserá à nossa Igreja seguindo-se o Sermão do Calvário.
(Se o tempo não o permitir, será transferida para o próximo Domingo, dia 15.)

SEXTA 13
» 18h.00: Realizar-se a habitual devoção da Via Sacra

OFERTÓRIO PARA A CÁRITAS
O ofertórias das missas do próximo fim de semana, destina-se à Cáritas Portuguesa

DIA MUNDIAL DA MULHER
Celebra-se hoje, 8 de Março, o dia mundial da mulher. As todas as mulheres desejamos um dia feliz!

PROCISSÃO DOS PASSOS

No segundo Domingo da Quaresma, realiza-se, todos os anos, a Procissão dos Passos da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, erecta nesta nossa Igreja do Carmo.
Ao longo dos anos os zelosos membros da Mesa da Direcção têm-se esforçado por manter viva esta tradição, e preservar o brilho que a mesma foi adquirindo, o que é de louvar, pelo que também lhe devemos mostrar a nossa gratidão, pelo bom desempenho no seu ministério, que se traduz igualmente numa forma de apostolado.
De facto, esta secular Procissão (sim, já tem vários séculos), foi instituída para fomentar a devoção ao Senhor dos Passos.
Aqui deixamos um artigo dos seus estatutos:
Art. 3.º - Em ordem à consecução dos seus fins, e na fidelidade à doutrina da Igreja e à sua plena integração pastoral na comunidade eclesial e na Diocese, a Irmandade procurará:
a) Promover a formação cristã dos irmãos, através de encontros, palestras e de outras iniciativas que visem o aprofundamento da fé, o espírito de oração, o crescimento na caridade e a corresponsabilidade eclesial;
b) Fomentar uma especial devoção ao Senhor dos Passos;
c) participar na transladação de Nossa Senhora da Soledade e na Procissão do Senhor dos Passos, na Festa da Exaltação da Santa Cruz e viver o Mistério da Cruz participando na Quaresma na devoção da Via Sacra e, se possível, nas celebrações da Semana Santa;
Colaborar, em união com outros organismos pastorais, no anúncio do Evangelho, segundo as orientações da Diocese e da Igreja;
e) Ser, como verdadeira Irmandade - associação de Irmãos - um elemento de união e comunhão, não apenas entre os seus associados, mas também entre todos os membros da Comunidade.
A Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, além de sufragar os irmãos, na missa das 10h.00, durante a Quaresma, igualmente, manda celebrar uma missa em Novembo, mês das Almas, pelos irmãos falecidos.

TRÊS MONTES E TRÊS TENDAS

No monte Moriá Deus não permitiu que Abraão Lhe sacrificasse o seu filho, mas no monte Calvário, consente que os homens imolem Jesus Cristo, o Filho do mesmo Deus, porque Ele quer que todos os homens se tornem os filhos amados do Pai!
O segundo Domingo da Quaresma é o "domingo" da Transfiguração, pois todos os anos o trecho do Evangelho narra-nos esse acontecimento da vida de Jesus.
De vez em quando Jesus gostava de retirar-se para lugares isolados para rezar. Desta vez convida os seus discípulos mais íntimos e sobe a uma montanha. O evangelista não nos diz o seu nome, mas, provavelmente tratava-se do monte Tabor, uma alta colina que se erguia nas planícies da Galileia, da qual se podia comtemplar, ao longe, as azuladas águas do lago de Genesaré.
Para o caso não nos interessa o nome, mas sim conhecer o simbolismo do "monte", pois mais que um lugar físico interessa-nos conhecer a concepção que do mesmo se tinha na época. Então, o mundo era visto como uma superfície quadrada que flutuava sobre as águas inferiores, em cujo centro se elevava uma montanha cujo cume se aproximava à parte mais alta da abóbada celeste, sobre a qual Deus tinha o seu trono, e, certamente, esse era considerado o melhor lugar para orar.
Também, muitos anos antes Abraão tinha sido convidado por Deus a oferecer um sacrifício no monte Moriá, mas não era uma imolação qualquer...
Após ter deixado a sua terra, a casa de seus pais e a sua família, e se fixar na terra que o Senhor lhe indicara, com a promessa de ser pai de uma grande descendência, embora fosse de idade avançada, e sua esposa estéril, ia vendo concrectizar-se a promessa de Deus quando, finalmente, Sara, sua esposa, lhe dera um filho. Agora é o mesmo "Deus da Promessa" que lhe pede que suba ao monte Moriá e lhe ofereça em sacrifício o seu único filho, a quem tanto amava!
Certamente que não foi fácil a decisão de Abraão, escolher entre a ordem de Deus e o amor que nutria por seu filho Isaac, mas ele preferiu escutar a voz de Deus que tantas felicidades lhe concedera do que a voz do coração... Quando Abraão, depois de ter atado o seu filho e o colocar no altar, puxava do cutelo para imolar o seu filho, ouviu a voz do Anjo de Deus que lhe disse: "Abraão, Abraão! Não levantes a mão contra o menino, não lhe faças mal algum!".
A História da Salvação é um diálogo com Deus. Não é um idílio, ainda que seja um diálogo de amor. Mas o amor é exigente, como nos mostra a figura de Abraão: foi um homem que teve de renunciar ao seu passado, à sua pátria e aos seus parentes; um homem que agora deve renunciar ao seu futuro. E, agora, é o mesmo Deus, que lhe prometera que seria o pai de uma grande descendência, que lhe exige o sacrifício do seu único filho. Abraão, esperando contra toda a esperança, põe o seu filho nas mãos de Deus, isto é, põe o seu própio futuro nas mãos de Deus. Abraão é posto è prova, mas deposita a sua fé em Deus!
Também hoje Jesus sobe a um monte, levando consigo Pedro, Tiago e João. Diantes deles tranfigura-Se, e aparece a falar com Ele Moisés e Elias.
A grandiosidade do cimo do Tabor encheu-se com a luz que Cristo irradiava. Toda a glória que se escondia detrás do véu da sua humanidade deixou-se ver por uns instantes. Foi tanto o resplendor daquela transformação que os apóstolos extasiados, não sabiam sequer o que se passava. Um gozo inefável os enchia por dentro, e a Pedro só lhe ocorreu dizer: "Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias"; já não queriam deixar aquele lugar, porque receberam em primícia a visão beatífica, já estavam, se assim o podemos dizer, na ante-sala do Céu!
Eis então que aparece uma núvem, e fez-se ouvir uma voz, acontecendo uma nova teofania: "Este é o meu Filho muito amado: escutai-O".
A Transfiguração, dizem os exegetas, tinha como fim esclarecer os discípulos, para que não caíssem na incredulidade, quando Jesus passasse pelo suplício da Cruz.
Se no monte Moriá Deus não permitiu que Abraão Lhe sacrificasse o seu filho, mas antes, que lhe oferecesse em sacrifício um carneiro, que o Patriarca, providencialmente, encontrara preso pelos chifres num silvado, no monte Calvário, sim, consente que os homens imolem Jesus Cristo, o Filho do mesmo Deus, porque Ele quer que todos os homens se tornem os filhos amados do Pai!

domingo, 1 de março de 2009

AVISOS

QUINTA 05
Primeira Quinta-feira do mês
» 17H.45: Adoração do Santíssimo. Nesta oração, orientada pelos Ministros Extraordinários da Comunhão, rezaremos pelas vocações, particularmente pelas vocações à nossa Ordem.

SEXTA 06
»18H.00: Devoção da Via Sacra
»21H.00: Oração a Nossa Senhora da Soledade
»21H.30: Procissão da Senhora da Soledade da Igreja do Carmo para a Igreja da Vera Cruz

SÁBADO 07
» 21h.00: Visita às Igrejas do Carmo e Vera Cruz, onde serão entoados os cânticos do "Miserere"

DOMINGO 08
» 16H.00: Sairá da nossa Igreja do Carmo a Procissão do Senhor Jesus do Passos, que depois de percorrer o itenerario habitual regresserá à nossa Igreja seguindo-se o Sermão do Calvário

COMENTÁRIO

Todos os anos, no primeiro Domingo da Quaresma, a leitura do Evangelho fala-nos das tentações de Jesus. Neste Ciclo B, São Marcos, ao contrário dos outros sinópticos, não nos diz quantas foram as tentações, e sobretudo, não diz que Jesus sentiu fome.
Diz-nos que foi o Espírito quem O conduziu ao deserto, era tentado por Satanás, que vivia com os animais selvagens e que os Anjos O serviam.
Também hoje é o Espírito quem conduz de novo a Igreja o Deserto. A Quaresma, que iniciamos, é o grande convite a deixarmo-nos conduzir ao deserto, seduzidos por Deus; caminhamos para a Páscoa para renovar a nossa fé, para nos renovarmos a nós próprios e para levar a vida nova a todos os lugares onde quer que nos encontremos.
Ao dizer que Jesus vivia com os animais selvagens e que os Anjos O serviam, Marcos apresenta-nos Jesus como o novo Adão. Este foi submetido à prova, como o primeiro. Mas enquanto o primeiro Adão tinha duvidado da promessa divina, como refere o livro do Génesis, Jesus, sai vencedor. O primeiro sucumbira, mas Jesus mantém-se obstinadamente confiado e submisso. Assim demonstra merecer de modo perfeito o título recebido no seu baptismo: "Filho amado do Pai", e deste modo Jesus restaura a imágem que o primeiro Adão deitara a perder com o seu pecado.
A presença de Jesus durante quarenta dias no deserto, evoca, também, os quarenta anos que o povo hebreu vagueou no deserto desde a libertação do Egipto até entrar na terra prometida. Nesse longo caminho o povo hebreu, perante as dificuldades e as provações a que esteve sujeito, revoltou-se contra Deus, não sabendo aceitar os seus planos divinos.
Finalmente podemos ver na estadia de Jesus no deserto a nossa própria peregrinação aqui na terra, a caminho da Pátria Celeste. Também nós temos de conviver com os "animais selvagens", isto é com o pecado; sentimos fome e desânimo e somos tendos pelo Demónio. Perante isto temos dois caminhos: não confiar em Deus, como o primeiro Adão, ou pôrmo-nos nas mãos do Pai como Jesus.