sábado, 16 de julho de 2011

AVISOS

SEGUNDA | 18
Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo (MO)

TERÇA | 19
Nossa Senhora, Mãe da Divina Graça (MO)

QUARTA | 20
Santo Elias, profeta (Festa)

SEXTA | 22
Santa Maria Madalena (MO)

SÁBADO | 23
Santa Brígida, religiosa, Padroeira da Europa (Festa)

Encerramento do Ano Pastoral
Com a Solenidade de Nossa Senhora do Carmo encerramos o Ano Pastoral. Aos domingos, durante os meses de verão será suprimida a oração de vésperas, sendo substituída pela recitação do Terço

Domingo das  Missões Carmelitas
O ofertório realizado para as Missões Carmelitas, realizado no passado fim de semana rendeu €568,67.

Chama n.º nº 805 | 17 Julho ‘11

MÃE E RAINHA

Alguns  cristãos que participaram nas Cruzadas do Oriente, depois terem colaborado na reconquista da Terra Santa, e dos Lugares Santos, quiseram abraçar um novo estilo de vida, procurando imitar o Profeta Elias.
Solicitaram a Santo Alberto, Patriarca  Latino de Jerusalém, uma regra de vida, de acordo com os seus ideais. Atendido o seu pedido, eles mesmos se intitularam “Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo”, escolhendo Maria como Mãe e Rainha.


Chegamos ao Domingo de Nossa Senhora do Carmo!
Celebrar Nossa Senhora do Carmo é um convite a contemplar as nossas origens, como há mais de quatro séculos exortava Teresa de Jesus a fazê-lo às suas irmãs religiosas.
Todos nós temos um certo carinho pelo local em que nascemos, pela nossa terra. Mesmo que há muito a tenhamos deixado ela tem sempre para nós um sabor especial, pois foi aí que bebemos o primeiro leite, foi aí que fizemos as primeiras amizades, foi aí que pela primeira vez contemplámos o sol e a natureza.
Por isso, não é de admirar, que desde sempre  os cristãos  tenham tido, pela   Terra Santa, um carinho especial, aliás sentimento idêntico ao que os judeus nutriam em relação a Jerusalém.
Muitos cristão rumavam àquelas paragens para percorrer os mesmos caminhos que Jesus tinha palmilhado, visitar os locais onde se realizaram os seus milagres, mas sobretudo, os Lugares Santos de Jerusalém intimamente ligados ao Mistério Pascal. Uns peregrinavam à Terra Santa por pura devoção, enquanto outros aí se dirigiam 
para cumprir as penas impostas no sacramento da penitência, quando graves eram os seus pecados! No entanto, todos os que peregrinavam a Jerusalém eram chamados “Palmeiros”, porque, durante a viagem, levavam, como distintivo, uma palma na mão.
Não admira, pois, que a Europa cristã entrasse em choque quando a  Terra Santa foi ocupada pelos Turcos Seljúdiças, vedando o caminho aos peregrinos cristãos. Papa, imperadores, reis e bispos apelaram à Cruzada Santa, para reconquistar os queridos Lugares Santos. Muitos foram os que se alistaram, uns, quais mercenários, procurando repartir os “despojos”, outros movidos pela fé mais genuína.
Entre estes devemos incluir aqueles cruzados que estiveram na origem da Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Terão certamente lamentado os atropelos que muitos colegas terão cometido, e sei lá, talvez, para reparar os males causados, decidiram dar início a uma piedosa e penitente forma de vida.
Retiraram-se para o bíblico Monte Carmelo, o “Jardim” ou “Vinha do Senhor”, onde Elias  venceu os idólatras de Baal, e procurando imitá-lo deram início a uma nova forma de vida consagrada. Para melhor alcançar os seus intentos pediram ao Patriarca Latino de Jerusalém, Alberto Avogrado, uma regra de vida, diferente daquelas que já se viviam no Ocidente, especialmente a de São Bento de Núrsia.
O Santo Patriarca acedeu ao pedido daqueles eremitas, e poderíamos a resumir a Regra do Carmo a “meditar dia a noite a lei do Senhor”.
Além disso a Regra preconizava: “O oratório, conforme for mais fácil, construa-se no meio das celas e aí vos devereis reunir todos os dias pela manhã para participar na celebração eucarística, quando as circunstâncias o permitam”.  
Por estranho que pareça na Regra de Santo Alberto não há qualquer referência a Nossa Senhora!
No entanto, quando os eremitas do Monte Carmelo construíram o oratório que  se situava no centro das celas, dedicaram-no a Nossa Senhora do Monte Carmelo, e a partir de então começaram a intitular-se “Irmãos  da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo”.
Os Carmelitas intitularam-n’A Irmã, mas acolheram-n’A como Mãe,  a quem pretendiam amar e imitar, mas também acorrer nos momentos mais difíceis, alguém com quem sempre pudessem contar. 
Contudo, também a intitularam Rainha, como muitas vezes podemos constatar na iconografia, mormente no Oriente, onde  ela está sentada no seu trono, e reflectindo-se igualmente nas invocações carmelitanas: “Rainha e Formosura do Carmelo”, “Rainha dos Mares”, etc.
Honremos Nossa Senhora do Carmo como Rainha e Ela proteger-nos-á como Mãe!
Foi isso mesmo que ela prometeu a São Simão Stock, quando em Aylesford, Inglaterra, lhe entregou o Escapulário no ano de 1251.

Chama nº 805 | 17 Julho ‘11

ORAÇÃO À MÃE DO CARMO

É grande a devoção a Nossa Senhora do Carmo! Para isso contribuíram os carmelitas presentes nas mais diversas partes do mundo, bem como a devoção do Escapulário.
Por isso não admira que poetas, músicos e o povo simples tenham enriquecido o cancioneiro carmelitano, dedicando-lhe numerosos hinos e cânticos. Igualmente  numerosas são as orações à Rainha do Carmo, que os devotos lhe dirigem em momentos de aflição.
Aqui deixamos uma dessas orações para com ela podermos honrar a Rainha e Formosura do Carmelo: 

Ó Santíssima Imaculada Virgem Maria, 
Ornamento e glória do Monte Carmelo, 
Vós que velais tão particularmente 
Sobre os que trazem 
O vosso santo Escapulário, 
Velai também, bondosa, sobre mim, 
E cobri-me com o manto 
Da Vossa maternal protecção. 
Fortalecei a minha fraqueza 
Com o Vosso poder, 
E dissipai, com a vossa luz, 
As trevas do meu coração.
Aumentai em mim a fé, 
A esperança e a caridade. 
Ornai a minha alma com todas as virtudes, 
A fim de que ela se torne sempre 
Mais amada do Vosso Divino Filho. 
Assisti-me durante a vida, 
Consolai-me com a vossa amável presença 
Na hora da morte, 
E apresentai-me à Santíssima Trindade, 
Como vosso filho 
E fiel servo Vosso, 
Para que eu possa louvar-Vos 
Eternamente no Céu. 
Ámen.

Chama n.º nº 805 | 17 Julho ‘11

sábado, 9 de julho de 2011

AVISOS

DOMINGO | 10 
Domingo das  Missões Carmelitas.
O ofertório das missas deste fim de semana destina-se a financiar os projectos missionários da nossa Província.

SEGUNDA | 11
São Bento, abade, Padroeiro da Europa (Festa) 

QUARTA | 13
Santa Teresa de Jesus dos Andes, virgem (MO)

SEXTA | 15
São  Boaventura, bispo e doutor da Igreja (MO)

SÁBADO | 16
Nossa Senhora do Carmo (Solenidade)
» 08h,00: Eucaristia
» 17h.00: Bênção das Crianças
» 21h.00: Procissão de nossa Senhora do Carmo, seguida de Eucaristia.

Homenagem ao Fr. Silvino
No próximo Domingo, dia 17, o Grupo “Adoramus Te” promove uma homenagem ao seu assistente espiritual, o Fr Silvino.
Após a Eucaristia da tarde, às 20h.00 , haverá um pequeno convívio com partilha de “farnéis”.

Chama nº 804 | 10 Julho ‘11

LOUVAR O SENHOR!

Hoje somos convidados a  louvar o Senhor! Se em cada momento da nossa vida o devemos fazer, hoje temos motivos mais que suficientes para o fazer. Fazemo-lo, porque estamos já a viver a festa de Nossa Senhora do Carmo! Fazemo-lo porque no próximo Sábado, Solenidade de Nossa Senhora do Carmo, serão ordenados cinco novos carmelitas, no Santuário do Menino Jesus de Praga, em Avessadas!
Nestes tempos  em que escasseiam as vocações religiosas e sacerdotais, nunca em Portugal a nossa Ordem, em mais oito década, teve tantos ordenandos numa mesma cerimónia.
Louvamos o Senhor, porque nesse dia serão ordenados o primeiros sacerdotes carmelitas descalços de Timor Leste e o primeiro carmelita angolano! Este é um  momento único na  breve história  da nossa Província religiosa. 
Assim, no Santuário do Menino Jesus, em Avessadas, Marco de Canaveses, pelas 16h.00 do dia 16 de Julho receberão a ordem do presbiterado  Fr. João Rego de Viana do Castelo, o Fr. Marco Caldas de Melgaço, o Fr. Daniel Jorge de Angola, e o Fr. Nuno Pereira e o Fr. Noé Martins, ambos  de Timor Leste. Estes jovens carmelitas serão ordenados pelo Sr. Bispo do Porto, D. Manuel Clemente que terá como concelebrantes o bispo D. Ximenes Belo e vários sacerdotes. 
Embora os novos ordenandos já estejam integrados nas suas comunidades, nas quais irão colaborar nos próximos tempos, no entanto a nossa Província tem por diante novos desafios, pois sabemos que temos a responsabilidade de fazer com que o Carmo Descalço se torne uma realidade em Timor Leste, pois além do Fr. Nuno e do Fr. Noé já temos entre dois novos aspirantes timorenses, e outro tanto devemos pensar em relação a Angola donde é natural o Fr. Daniel, aliás, as terras do “Congo” foram  o destino da primeira expedição missionária do Carmo Descalço, ainda em vida de Santa Teresa, e aí, durante séculos, os carmelitas marcaram presença.
Por tudo isso devemos louvar o Senhor!

Chama nº 804 | 10 Julho ‘11

FESTAS DE NOSSA SENHORA DO CARMO

PROGRAMA 2011

09 Julho | SÁBADO
[Início da Novena de Nossa Senhora      do Carmo]      
* 8h.00 - Eucaristia   
* 18H.00: Oração Mariana [Carmelitas  Seculares]
* 18H.30: Eucaristia

10 Julho | DOMINGO
* 10h.00 - Eucaristia
* 11h.30 - Eucaristia
* 18h.00 - Oração Mariana [Confraria  de Nossa Senhora do Carmo]
 * 18.30 - Eucaristia

11 Julho | SEGUNDA-FEIRA
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana [Grupo Adoramus Te]
* 21h.30 Eucaristia

12 Julho | TERÇA-FEIRA
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana [Coro Cântico Espiritual, Coro Lauda Carmeli e Coro Aurora da Manhã]    
* 21h.30 Eucaristia

13 Julho | QUARTA-FEIRA
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana [Zeladoras dos Altares, e Grupo de Liturgia]
 * 21h.30 Eucaristia 

14 Julho |(QUINTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana [Voces Carmeli e Paris Carmeli]
* 21h.30 Eucaristia 
[nesta celebração teremos presente todos os defuntos da família carmelita, de um modo especial os defuntos da Confraria de Nossa Senhora do Carmo, bem como todos os devotos do Escapulário]

15 Julho | SEXTA-FEIRA
  * 08h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana [Ministros da Comunhão, Leitores e Visitadores dos Doentes]
* 21h.30 Eucaristia 

16 Julho | SÁBADO
[SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DO CARMO]
* 8h.00 - Eucaristia
* 17H.00 - Consagração das Crianças
* 21h.00 - Procissão em honra de Nossa Senhora do Carmo   
[Percorre as artérias: Rua do Carmo, Rua Eng. Oudinot, Rua Dr. Alberto Souto, Rua Guilherme Gomes Fernandes, Rua do Gravito e Rua do Carmo]
* Após a Procissão seguir-se-á a Eucaristia.

17 Julho |(DOMINGO)
* 10h.00 - Missa Festiva
* 11h.30 - Missa Festiva 
* 18h.00 - Oração Mariana
* 18h.30  - Missa Festiva
No final far-se-á a Procissão do Silêncio com a Consagração a Nossa Senhora

N.B: Quem participar pelo menos em cinco dias da Novena,  e quem visitar a Igreja do Carmo no dia 16 de Julho poderá obter Indulgência Plenária.

Recomenda-se aos Irmãos da Confraria de Nossa Senhora do Carmo o uso do Escapulário grande durante a Novena.

Chama n.º 804 | 10 Julho ‘11

sábado, 2 de julho de 2011

AVISOS

SEGUNDA | 04
Santa Isabel de Portugal ( MO)

QUARTA | 06
Santa Maria Goretti, virgem e mártir (MF) 

QUINTA | 07
Primeira Quinta-feira do mês
» 17h.45:  Exposição e Adoração do Santíssimo
Neste tempo de oração, orientado pelos Ministros da Comunhão,  rezaremos pelas vocações, particularmente pelas vocações à nossa Ordem.

SÁBADO | 09
Início da Novena de Nossa Senhora do Carmo
» 18h.00: Oração Mariana [ Carmelitas Seculares]

DOMINGO | 10 
Domingo das  Missões Carmelitanas.
O ofertório das missas deste fim de semana destina-se a financiar os projectos missionários da nossa Província.
» 18h.00: Oração Mariana [Confraria do Carmo]

Os irmãos da Confraria de Nossa Senhora do Carmo que pretendam integrar a Procissão que se vai realizar no próximo dia 16  de Julho, devem contactar algum elemento da Mesa, para uma melhor orgnização da mesma.

Chama n.º 803 | 03 Julho ‘11

COMENTÁRIO

O trecho do Evangelho deste Domingo é uma oração de louvor, dirigida por Jesus ao Pai. Num momento em que a sua missão parecia fracassar,  devido à recusa que  fariseus e escribas tinham feito da sua palavra, depois  de muitos O terem abandonado, Jesus não cai em desânimos, pelo contrário, aproveita a circunstância para louvar o Pai.
Nesta breve oração Jesus faz três afirmações fundamentais: só o Filho é capaz de revelar o verdadeiro rosto do Pai; a revelação do Pai é feita aos pequeninos, enquanto se fecha aos sábios e inteligentes, e finalmente todos os que andam cansados e oprimidos podem encontrar em Cristo alívio. 
Perante estas afirmações muitas perguntas se podem levantar: Quem são concretamente os “pequeninos” aos que se manifestam os segredos de Deus? Quem são os sábios e inteligentes aos que, pelo contrário, estas verdades lhes são ocultas? O quê que foi revelado e o que se manteve oculto? 
Jesus não diz exactamente o que o Padre revelou aos simples; limita-se a dizer “estas verdades”. No entanto, é fácil de compreender que se trata do Evangelho na sua totalidade, isto é, a nova compreensão de Deus e da sua vontade expressa nas palavras e nas obras de Jesus.
Quando Jesus falava e Mateus escrevia, a expressão “os sábios e os prudentes” aplicava-se concretamente às elites religiosas de Israel, rabinos e fariseus, que permaneciam cegos perante a clarividência das palavras de Jesus, e se irritavam pela sua pregação ser dirigida aos pobres e humildes. Por isso, “pequenino” não se opõe a adulto (e, portanto, não designa as crianças), mas sim, opõe-se a sábio e prudente. Pequenos são os homens sem cultura, sem competência religiosa, sem grandes dialécticas; eram os chamados homens da terra, os pobres aldeãos da Galileia, aos quais doutores da Lei e os fariseus desprezavam.
Hoje, sentimo-nos “pequeninos”, ou, pelo contrário, somos auto-suficientes, como os fariseus e escribas, e rechaçamos o Evangelho de Jesus? 

Chama n.º 803 | 03 Julho ‘11

PALAVRAS DE ESPERANÇA

O escritor e pensador francês George Bernanos diz que a Igreja tem o monopólio da alegria. 
Nos tempos que nos toca viver no presente, em que a situação de crise nos ataca por todos os lados, crise não só económica e financeira, mas também, e sobretudo, uma crise de valores éticos e religiosos, a mensagem do Documento Conciliar “Gaudium et Spes” [Alegria e Esperança] é mais do que necessária e oportuna
Já se encontra entre nós há mais de um mês! Alguns já o conhecem, quer pela celebração do Sacramento da Reconciliação ou da presidência da Eucaristia, e outros de encontros mais personalizados.
Estamos a referir-nos ao Sr. Padre Fernando Reis, o novo superior da Comunidade de Aveiro.
Para que as suas palavras pudessem chegar a todos, sugeri-lhe que escrevesse  um pequeno artigo para a “Chama Viva”. Aceitou o desafio e aqui deixamos o texto:
“Gaudium et Spes, ou em linguagem portuguesa ‘Alegria e Esperança’ é o quarto de muitos documentos promulgados pelo Concílio Vaticano II com o título oficial “Constituição Pastoral sobre a Igreja no mundo actual”. Estamos a falar do século XX, naquele espaço de tempo entre 1959-1965.
O mundo, a sociedade e a história tem altos e baixos, alegrias e tristezas, épocas de conforto e bem-estar, mas também épocas de profunda crise. E o Concílio Vaticano II não quis apenas falar de aspectos doutrinais e teológicos, mas ser um marco de luz e de esperança para o mundo, atormentado com tantas tragédias, fome, pobreza e guerra. Então os Padres Sinodais quiseram vincar também os aspectos pastorais da Igreja e estar bem mais perto dos homens, partilhar as suas angústias e inquietações, mostrando-se mais solidários com eles. É que o nome de Deus é ‘Emmanuel’ que quer dizer ‘Deus connosco’. Ele está no meio de nós; é um Deus que partilha, que vive a nossa condição humana e sofre connosco. E os responsáveis da Igreja tomaram consciência que esta não deveria mais estar afastada do mundo, de costas voltadas para o mundo, mas estar aberta ao mundo, sofrer com os problemas do mundo, sendo solidária, vencendo os medos, os temores e a ‘fuga mundi’. A Igreja, guiada e iluminada pelo Espírito, conseguiu dar a volta e ser cada vez mais Mãe e Mestra para este mundo. Daí a razão deste Documento do Vaticano II ser intitulado ‘Alegria e Esperança’. A Igreja quis e quer ser porta-voz desta mensagem. 
O escritor e pensador francês George Bernanos diz que a Igreja tem o monopólio da alegria. O mundo não resolve verdadeiramente os problemas do homem.
E nos tempos que nos toca viver no presente, em que a situação de crise nos ataca por todos os lados, crise não só económica e financeira, mas também, e sobretudo, uma crise de valores éticos e religiosos, a mensagem deste Documento ‘Alegria e Esperança’ é mais do que necessária e oportuna, pois as pessoas já vivem na descrença e na desconfiança no referente às instituições e em que se diz que Portugal bateu no fundo.
A voz da Igreja não deve de ser de pessimismo nem de derrotismo, mas uma voz que clama Esperança, pois das cinzas ainda é possível fazer reavivar a chama da Vida.
O Concílio Vaticano II deixou à Igreja e ao mundo cristão um espírito novo, um humanismo novo, uma nova esperança e uma nova visão, histórica e transcendente, do mundo em que vivemos. Se todos os Concílios, depois de terminados, continuam ressoando na história, este Vaticano II está chamado a exercer uma influência profunda dentro da Igreja e fora dela. Nunca, na história dos Concílios, se acendeu e projectou um raio de luz que se possa comparar a este, pois a Igreja tomou consciência sobre si mesma e sobre a sua missão mediadora. 
Que este boletim nos faça compreender que ‘tristezas não pagam dívidas’ e que um ‘santo triste é um triste santo’.
Por isso, é hora de todos dizermos ‘corações ao alto’ e de todos respondermos ‘o nosso coração está em Deus’.”
(Pe. António Fernando Sá dos Reis)

Chama n.º 803 | 03 Julho ‘11

sábado, 25 de junho de 2011

HINO AO CORAÇÃO DE JESUS

Celebramos na próxima Sexta-feira, dia 1 de Julho, a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus, tão antiga na Igreja, teve, contudo,  dois grandes apóstolos: São João de Eudes e Santa Margarida Maria Alacoque.
No dia 16 de Junho de 1675, durante a Exposição do Santíssimo Sacramento,  Nosso Senhor apareceu a Santa Margarida Maria e, mostrando-lle o seu Coração, disse-lhe: Eis o coração que tanto tem amado os homens e em recompensa não recebe, da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que têm por Mim neste Sacramento de Amor.
Para meditar, e melhor celebrar, a sua festa aqui deixamos um hino da Liturgia das Horas:

Arca Santa da lei nova,
Ó Sagrado Coração,
Fonte de vida e de graça
Fonte de misericórida:


Ó Coração, santuário
Da nova e eterna Aliança,
Divino altar sempre erguido,
Templo de amor aberto.


Sois no peito trespassado
De Jesus a chaga aberta
Que mostrou aos nossos olhos
O eterno amor infinito.


Cristo, sumo sacerdote
Na Paixão cruenta e mística
De Vós fez a hóstia plena
Do seu duplo sacrifício.


Quem não quererá pagar
Com amor tão grande amor
De Cristo que nos legou
O Coração em herança?


Glória a Vós porque nos destes
Jesus, vosso Coração.
Glória ao Pai e ao Espírito Santo
Pelos séculos dos séculos.


Chama n.º 802 | 26 Junho ‘11

AVISOS

TERÇA | 28
Santo Ireneu, bispo e mártir ( MO)

QUARTA | 29
São Pedro e São Paulo, apóstolos (Solenidade)

QUINTA | 30
Quinta-feira do Menino Jesus
» 18h.00:  Coroinha do Menino Jesus, com a participação do Clube do Menino Jesus

SEXTA | 01
Sagrado  Coração de Jesus (Solenidade)
» Exposição do Santíssimo desde as 15h.00 até às 21h.45

SÁBADO | 02
Imaculado Coração da Virgem Santa Maria (MO)

Peregrinação Carmelitana a Fátima
As pessoas que se inscreveram na Pegrinação Carmelitana a Fátima já podem levantar os respectivos bilhetes.
Informamos, ainda, que a partida será às 7h.45, no próximo Sábado, dia 2,  junto à Pastelaria Latina.

Listas de Leitores e Ministros da Comunhão
Encontram-se em distribuição as listas de Leitores e de Ministros da Comunhão para os próximos meses.

Chama n.º 802 | 26 Junho ‘11

APRENDER A SABER AMAR!

A Lei de Deus é a Lei do Amor! Nas páginas do Evangelho, tantas vezes Jesus nos exorta a amar a Deus e ao Próximo. Mas, jesus vai mais longe e convida-nos a “amar os inimigos”, a “orar pelos que nos perseguem”! Contudo, o amor aos pais, tão enaltecido nos escritos do Velho Testamento, parece ser ofuscado pelas palavras que Jesus hoje nos dirige no Evangelho, como se eles [os pais, filhos e irmãos] fossem menos merecedores que os próprios inimigos!  
Santo Agostinho, o Doutor Angélico, vai-nos ajudar a reflectir nestas palavras de Jesus!

Já passaram as festas pascais! Embora tenhamos retomado o Tempo Comum após a Solenidade de Pentecostes, de facto, somente hoje isso sucede em relação aos domingos, pois no passado Domingo celebrámos a Festa da Santíssima Trindade, que está intimamente unida ao Mistério Pascal.
Se muitas vezes o Evangelho de Jesus nos causa apreensão, pelas suas muitas exigências, que parecem verdadeiras contradições, como “orar pelos inimigos” ou pior, ainda, “amar os inimigos”, hoje, parece ir longe de mais, pois, após tanto insistir no amor ao próximo, e de tantas exortações a amar os pais, mesmo “quando a sua mente enfraquece”, hoje as suas palavras parecem ultrapassar o razoável, quando lemos: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim, e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim”.
Para nos ajudar a compreender estas palavras de Jesus, oferecemos um comentário a este trecho evangélico, tirado dos Sermões de Santo Agostinho (Sermão 344, 1-2):
“Nesta vida toda tentação é uma luta entre dois amores: o amor ao mundo e o amor a Deus; o vencedor dos dois atrai para si, à semelhança da gravidade, o seu amante. Chegamos até Deus, de facto, não com asas nem com os pés. Pelo contrário, prendem-nos à terra os afectos contrários, não os nós nem qualquer corrente material. Cristo veio transformar o amor e fazer de um apaixonado da terra um amante da vida celestial; por nós se fez homem aquele que nos fez homens: Deus assumiu a condição de homem para fazer dos homens deuses. Eis o combate que temos pela frente: a luta contra a carne, contra o demónio, contra o mundo. Mas, tenhamos confiança, porque quem preparou o combate é espectador que nos traz a sua ajuda e nos exorta a que não presumamos das nossas forças. De facto, quem presume das mesmas forças, enquanto homem que é, presume das forças de um homem […]. Os mártires, inflamados na chama deste piedoso e santo amor, deixaram queimar a fragilidade da sua carne com o vigor da sua mente, mas chegaram íntegros no seu espírito até Àquele que lhes tinha ateado o fogo. Na ressurreição dos corpos foi concedida a devida honra à carne que desprezaram essas mesmas coisas. Assim, portanto, foi semeada na ignomínia, para ressuscitar na glória.
Ardendo neste amor ou, melhor, para podermos arder nele, diz [Jesus]: “Quem ama o pai ou a mãe mais que a Mim não é digno de mim, e quem não toma a sua cruz para Me seguir não é digno de mim (Mt 10,37-38). Não eliminou o amor aos pais, à esposa, aos filhos, mas sim colocou-o no lugar que lhe corresponde. Não disse: “Quem ama”, mas sim “Quem ama mais que a Mim”. É o que diz a Igreja no Cântico dos Cânticos: Ordenou em mim o amor (Cant 2,4). Ama a teu pai, mas não mais que ao Senhor; ama a quem te gerou, mas não mais do que a quem te criou. Foi o teu pai quem te gerou, porém não foi ele quem te formou, pois quando o fez desconhecia quem ou como irias nascer. O teu pai alimentou-te, contudo, não retirou de si o pão para te saciar. Por último, seja o que for o que teu pai te deixa na terra, ele morre para que tu lhe sucedas, e com a sua morte ocupas o seu lugar nesta vida. Ao contrário, Deus é Pai e o que reserva, guarda-o juntamente consigo, para que possuas a herança juntamente com o mesmo Pai e não tenhas que esperar a sua morte para suceder-lhe, mas que, permanecendo sempre n’Ele, te unas a quem permanece para sempre. Ama, pois, a teu pai, mas não o coloques acima de Deus; ama a tua mãe, porém não ponhas por cima da Igreja, que te gerou para a vida eterna.
Finalmente, calcula, a partir do amor que sentes pelos teus pais, quanto deves amar a Deus e à Igreja. Porque se tanto deves amar aqueles que te geraram para a morte, com muito mais amor devem ser amados aqueles te geraram para que possas chegar à vida eterna e vivas por toda a eternidade! Ama a tua esposa, ama os teus filhos segundo a Lei de Deus, incutindo-lhes que adorem juntamente contigo a Deus. Una vez que te tenhas unido a Ele, não hás-de temer separação alguma. Portanto, não deves amar mais que a Deus a quem com toda certeza amas mal, se desleixas em levá-los contigo a Deus.” 

Chama n.º 802 | 26 Junho ‘11

sábado, 18 de junho de 2011

AVISOS

SEGUNDA | 20
BB. Sancha e Mafalda, virgens, e Beata Teresa, religiosa ( MF)

TERÇA | 21
São Luís Gonzaga, religioso (MO)

QUARTA | 22
» Exposição do Santíssimo após a Missa da tarde até às  21h.45

QUINTA | 23
Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpo de Deus) 
É dia de preceito, sendo o horário das missas o mesmo dos domingos: haverá missa às 10h.00, 11h.30 3 18h.30. A missa vespertina  de Quarta-feira serve para satisfazer o preceito.

SEXTA | 24
Nascimento de São João Baptista (Solenidade)

Peregrinação Carmelitana a Fátima
Continuam abertas as inscrições para a Pegrinação Carmelitana a Fátima que se realiza no dia 2 de Julho.

Chama n.º 801 | 19 Junho ‘11

UM HINO EUCARÍSTICO

Celebramos na próxima Quinta-feira, dia 23, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, mais conhecida em Portugal como a Festa do Corpo de Deus.
Como convite à adoração do Mistério da Eucaristia, São Tomás de Aquino escreveu o hino Pange Lingua As duas estrofes finais, conhecidas como Tantum Ergo, são  cantadas enquanto se incensa o Santíssimo, antes da Bênção Solene. Este Hino é considerado o mais bonito dos compostos por ele e um dos sete grandes hinos da Igreja Católica.
Aqui deixamos a tradução de algumas estrofes deste hino eucarístico, para saborearmos  o amor que encerra a Eucaristia:

Canta, minha língua
Este mistério do corpo glorioso
E do sangue precioso
Que, do fruto de um ventre generoso
O Rei das nações derramou
Como preço da redenção do mundo.

Dado a nós, por nós nascido
De uma intacta virgem
E no mundo vivendo
Espalhando a semente da palavra
O tempo certo da sua permanência
Encerrou no rito admirável.

Na ceia da última noite
Reclinando-se com seus irmãos
Tendo observado plenamente
A lei da festa prescrita
Deu a si mesmo com as suas mãos
Como alimento ao grupo de doze.

O Verbo encarnado, o pão real
Com sua palavra muda em carne
O vinho torna-se o sangue de Cristo
E como os sentidos falham
Para firmar um coração sincero
Apenas a fé é eficaz.

Chama nº 801 | 19 Junho ‘11

O “RETRATO” DE DEUS

Celebramos, neste Domingo post-Pentcostes, a Festa da Santíssima Trindade. Falar, e escrever, sobre a Santíssima Trindade não é fácil, porque estamos perante um “Mistério”!
Muitos teólogos o tentaram fazer, deixando-nos volumosos escritos. Procuram oferecer-nos um “retrato” de Deus”. Penso, no entanto, que o mais importante não é “conhecer” a Deus, mas viver em Deus, na simplicidade como O mesmo nos é descrito na Sagrada Escritura.


Encerramos no passado Domingo, com a grande festa de Pentecostes, o Tempo Pascal. Contemplámos durante este tempo os mistérios do Salvador e recordámos tudo o que Deus Uno e Trino fez por nós. Neste Domingo a Liturgia convida-nos a contemplar Aquele do qual tudo recebemos, celebrando a Festa da Santíssima Trindade. 
Nesta perspectiva a festa da Santíssima Trindade apresenta-se como a grande festa de acção de graças ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo por tudo o fizeram em nosso favor.
Aprendemos desde crianças que há um só Deus e três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Aprendemos também que o Pai é Deus; o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. Ora se as três pessoas são Deus, logo temos a tentação de dizer, como qualquer criança que aprende a somar, que há três deuses.
Os teólogos escreveram resmas de livros para tentar explicar o Mistério da Santíssima Trindade, mas esqueceram-se tantas vezes que estamos perante um Mistério!
Se este obstáculo, com todos os estudos mais que sérios sobre a Santíssima Trindade, causaram tantas dores de cabeça aos teólogos, o mesmo sucedeu aos escultores e pintores que tentaram esculpir ou pintar a “imagem” da Santíssima Trindade; tantas são as representações, desde o Triângulo Equilátero com o um olho no centro, um ancião de longas barbas, sustentando a cruz na qual o Filho está crucificado, com um figura de pomba, até um corpo com três cabeças (por sinal esta figuração é considerada herética), e outras que agora não quero recordar! 
No entanto, a fé cristã não consiste num conjunto de teorias complicadas, mas na sua simplicidade (diria mesmo verdade), reduz-se a umas poucas verdades muito simples, mas muito eloquentes, que se forem realmente vividas, são capazes de transformar radicalmente nossa vida e dar-lhe um verdadeiro sentido. 
Ser Cristão significa crer e viver que Deus é um Pai que nos ama, que tudo fez por nós, e que jamais nos deixará. Que, pelo amor que nos tem, em Jesus Cristo “entregou o seu Filho único, para que não pereça nenhum dos que crêem n’Ele, mas sim que tenham a vida eterna”.
Ser cristão é crer em Jesus, que amou, como o Pai o mundo, e que pelos homens morreu e ressuscitou, para que o homem pudesse encontrar a verdadeira vida
Ser cristão é crer no Espírito Santo, que está sempre connosco, como companheiro de viagem, como Deus de amor e de paz, para nos confirmar na comunhão eclesial e construir connosco uma nova humanidade. 
Sabemos que não é fácil falar da Santíssima Trindade com categorias teológicas, pelo que não devemos desdenhar os estudos de tantos teólogos que ao longo tantos séculos procuram “explicar” o Mistério da Santíssima Trindade, o que realmente é tarefa árdua. Mas o melhor retrato que podemos fazer de Deus é simplesmente ler os textos bíblicos, como os que nos oferece a liturgia deste Domingo. Senão vejamos:
Na primeira Leitura, do livro do Êxodo, Deus apresenta-se: “O Senhor, o Senhor é um Deus clemente e compassivo, sem pressa para Se indignar e cheio de misericórdia e fidelidade”.
Na segunda leitura, São Paulo, na 2ª Epístola aos Coríntios, descreve Deus, como “o Deus de amor”, exortando-nos: “Sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição, animando-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz”.
Não seria necessário lembrar quão belas são estas palavras, que nos apresentam um retrato de Deus tão diferente daquelas imagens, também  saídas, e recriadas, por tantos doutos e estudiosos teólogos da Santíssima Trindade, que  tentaram escrever sobre esse mistério, e se esqueceram de nos mostrar como é Deus!
Quando conhecermos, afinal, como é Deus, aceitaremos certamente o convite que hoje Jesus nos faz no Evangelho: “Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos”. 
Este é o verdadeiro mistério da Trindade!

Chama nº 801 | 19 Junho ‘11

sábado, 11 de junho de 2011

AVISOS

DOMINGO | 12
Celebramos neste Domingo a Solenidade de Pentecostes,  encerrando assim o Tempo Pascal.

SEGUNDA | 13
Santo António de Lisboa, presbítero e doutor da Igreja, Padroeiro secundário de Portugal  (Festa)

TERÇA | 14
Beata Maria Cândida da Eucaristia, virgem, carmelita descalça (MF) 

Tempo Comum
A partir de Segunda-feira, dia 13, retomamos o Tempo Comum. Assim  entraremos na  XI Semana do Tempo Comum, que corresponde à Semana III do Saltério, informação útil para todos os que rezam a liturgia das horas. 

Peregrinação Carmelitana ao Santuário de Fátima. 
Vai realizar-se nos dias  2 e 3 de Julho a Peregrinação Carmelitana a Fátima.
Como nos anos anteriores a Comunidade de Aveiro far-se-á presente no dia  2, participando  na Via Sacra aos Valinhos, na Celebração Penitencial,  no Terço e na Procissão de Velas.
Os interessados podem inscrever-se na sacristia.

Chama nº 800 | 12 Junho ‘11

CHEGADAS E PARTIDAS

As determinações do Capítulo Provincial, realizado em finais do mês de Abril, já começam a notar-se, pelo menos no que toca à alteração da Comunidade.
De facto no passado dia 1 de Junho, vindo da comunidade da Foz do Douro (Porto), chegou a Aveiro o Pe. António Fernando Sá dos Reis, que fora indigitado novo Superior da Comunidade de Aveiro.
Começou a exercer as novas funções, que a Ordem lhe solicitara, no passado dia 8 de Junho. Nesse dia deslocaram-se a  Aveiro o Pe. João de Sousa e o Pe. José Carlos Vechina, futuros membros da comunidade aveirense, ainda que de momento permaneçam na Comunidade de Braga, e em reunião privado com o Pe. Provincial, Fr Joaquim da Silva Teixeira, foi lida a patente  que instituiu o Pe. Fernando como novo Superior da Comunidade.
No dia seguinte, dia 9 de Junho, foi a vez do Fr. Manuel Brito nos deixar  para assumir a sua nova conventualidade em Avessadas, aos pés do Menino Jesus de Praga!
Fr. Manuel de Jesus Vaz de Brito chegara, silenciosamente, a Aveiro nos primeiros dias de Maio de 2008. Ao longo de três anos, apesar de ser de poucas palavras, foi granjeando a amizade de tantas pessoas, e reconfortando muitas outras  quer no sacramento da reconciliação quer na direcção espiritual. Certamente muitos sentirão a sua falta, porque as grandes obras fazem-se sem muito ruído. Agora irá continuar o seu apostolado em terras do Tâmega, mas sempre servindo a Igreja.
Queremos agradecer ao Fr. Manuel Brito o tempo que dedicou a esta Igreja Aveirense e também desejar-lhe as melhores felicidades na sua nova comunidade.
Também aproveitamos para dar as boas-vindas ao Pe. Fernando e desejar-lhe tudo de bom na nova  missão que lhe foi confiada.
A ele e aos novos religiosos, que oportunamente virão para Aveiro, só nos resta, em nome da comunidade do Carmo dizer-lhes: “Sede bem-vindos”!

Chama nº 800 | 12 Junho ‘11

O PENTECOSTES [E OS MORCEGOS]

Com a Solenidade de Pentecostes encerramos o Tempo Pascal. O Pentecostes é um convite, e um desafio, a todos os cristãos a darem testemunho da sua fé. Devemos estar cientes que o Espírito Santo também desce sobre cada um de nós, e comunica-nos os seus inefáveis e saborosos sete dons.


Com a solenidade de Pentecostes encerramos o tempo Pascal. Ao longo de cinquenta dias, a Igreja, convidou-nos a celebrar a vitória de Jesus sobre a morte, a sua manifestação aos discípulos e sua exaltação à direita do Pai. Hoje convida-nos à contemplação e ao louvor da presença do Espírito de Deus e a entrega pelo Ressuscitado do Espírito Santo aos seus discípulos para os fazer participantes da sua própria vida e constituir com eles o novo Povo de Deus.
O mesmo Espírito que descera sobre Jesus no Baptismo e O enchera de gozo e alegria, quando deu a conhecer aos humildes o de mistério de Deus, manifestou o seu poder ressuscitando-O dos mortos, concedendo-Lhe tomar parte na vida e na glória do Pai. Assim como a Páscoa é o início de uma nova humanidade, o Ressuscitado outorga o seu Espírito aos seus discípulos para os renovar interiormente, incorporando-os à nova humanidade, instaurando com eles o novo Povo de Deus e enviando-os para o mundo, qual fermento, para a sua total renovação.
O Pentecostes, embora encerre o Tempo Pascal, não deve ser visto como o “descer do pano” de mais uma “acto”, como acontece no teatro; pelo contrário, deve ser sentido como o abrir do pano de um novo cenário da vida da Igreja.
De facto, muitas vezes acontece que depois do ciclo pascal há um arrefecimento na vivência cristã, como, aliás, acontece em muito jovens quando recebem o sacramento da Confirmação, intimamente unido à Solenidade que hoje celebramos.
E já agora, permite-me que vos conte uma anedota:
Um dia um pároco idoso, em conversa com alguns colegas, lamentava-se, e pedia sugestões para se libertar dos numerosos morcegos que esvoaçavam na velha igreja da sua paróquia. Um colega mais jovem, mas também brincalhão, disse-lhe: “Olhe, se vossa Reverência, se quiser livrar dos morcegos, a melhor solução é crismá-los!”. O velho sacerdote, admirado, e meio incrédulo, exclamou: “crismá-los?!”. E, no seu ar meio a sério, meio a brincar, respondeu-lhe o jovem sacerdote: “Sim, crismá-los, pois os jovens da minha paróquia depois do Crisma desaparecem da Igreja!”.
É verdade! Tantas vezes depois de alguns anos de catequese, de compromisso voluntarioso, após tantas actividades lavada a cabo com empenho e dedicação, tantos jovens após a Confirmação, porque julgam  já saber tudo, porque já se sentem “doutorados”, cortam radicalmente com a Igreja, esquecendo os compromissos assumidos com a mesma Igreja!
Também hoje muitos cristãos não sabem valorizar devidamente a Solenidade de Pentecostes! Quando os Apóstolos receberam o Espírito Santo mudaram radicalmente de vida. Antes sentiam-se amedrontados e incapazes de testemunhar a sua fé. Agora sentem-se livres e empenhados em levar o Evangelho a todos os confins do mundo!
O Pentecostes é um convite, e um desafio, a todos os cristãos a darem testemunho da sua fé. Devemos estar cientes que o Espírito Santo também desce sobre cada um de nós, e comunica-nos os seus inefáveis e saborosos sete dons. Sim, podemos ter a certeza que o sete dons do Espírito Santo  são infundidos em cada cristão! Talvez, qual criança birrenta e caprichosa, se recuse, ou então crie obstáculos, impedindo que o mesmo Espírito actue em nós na sua plenitude, embora Ele sopre quando e como quer!
E, já agora, permite-me que recorde as palavras dirigidas aos crismando, por um Bispo quando celebrava o Sacramento da Confirmação:
“O óleo do Crisma é um óleo perfumado. Por isso vós que ides ser confirmados deveis levar convosco o perfume da vossa fé! Se não o fizerdes  fico triste porque tenho de admitir que ficastes mal crismados!”
Também nós que ao longo de três meses centrámos o nosso olhar na Páscoa do Senhor, foram os quarenta dias da Quaresma, o Tríduo Pascal, e os cinquenta dias da Páscoa, devemos dar esse tempo como perdido se depois da Solenidade de Pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo, não assumimos a nossa condição de cristãos comprometidos.
Que o Espírito Santo nos transforme para sermos anunciadores do Evangelho!    

Chama n.º 800 | 12 Junho ‘11

sábado, 4 de junho de 2011

AVISOS

SEXTA | 10
Santo Anjo da Guarda de Portugal  (MO)

SÁBADO | 11
São Barnabé, apóstolo  (MO) 

Peregrinação Nacional ao Menino Jesus de Praga. 
Realiza-se neste  primeiro Domingo de Junho a  Peregrinação Nacional ao Santuário do Menino Jesus de Praga.
Unamo-nos a todos os que peregrinam aos pés do Menino-Rei, e peçamo-Lhe que derrame as suas bênçãos sobre todos os seus amigos e devotos.

Peregrinação Carmelitana a Fátima. 
Vai realizar-se nos dias  2 e 3 de Julho a Peregrinação Carmelitana a Fátima.
Como nos anos anteriores a Comunidade de Aveiro far-se-á presente no dia  2, participando  na Via Sacra aos Valinhos, na Celebração Penitencial,  no Terço e na Procissão de Velas.
Os interessados podem inscrever-se na sacristia.

Eleições 
Realizam-se neste Domingo as eleições para a Assembleia da República, e consequentemente para o futuro Governo. Votar é um dever cívico  do qual  não se podem alhear os cristãos.

Chama n.º 799 | 05 Junho ‘11

EVANGELHO E NOVAS TECNOLOGIAS

Celebramos neste Domingo de Ascensão o XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais. Da mensagem que Bento XVI escreveu para este efeméride deixamos alguns excertos:
“As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu «próximo» neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo ‘diferente’ daquele onde vivemos? 
Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias dos social network mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos media significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. 
Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele. 
A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objecto de consumo ou de fruição superficial, [...] mas dom que requer uma resposta livre.” 

Chama n.º 799 | 05 Junho ‘11