sábado, 8 de dezembro de 2007

AVISOS: SEGUNDA | 10 - 13 | QUINTA

Do dia 10 ao dia 13 decorre a segunda parte da Novena de São João
da Cruz. O programa é o seguinte:
· 08:00 Eucaristia.
· 18:30 Eucaristia.
· 21:00 Eucaristia.
· 21:30 Momento de oração sanjoanista.
(Chama 650, 9 de Dezembro de 2007)

Modelo de contemplação e intercessão

Para São João da Cruz a Virgem Maria é também modelo de confiança. Nas Bodas de Caná ela, sempre atenta e sempre discreta, fez valer o poder da sua intercessão junto de seu Filho.
Sobre a intercessão de Maria, São João da Cruz comenta: «Quem discretamente ama não cuida de pedir aquilo que lhe falta e deseja, antes, porém, apresenta a sua necessidade para que o Amado faça aquilo que fôr servido fazer, tal como a Bem-aventurada Virgem Maria, nas Bodas de Caná da Galileia. Ela não pediu vinho directamente a Jesus; ela apenas lhe disse: ‘Eles não têm vinho’.»
A presença da Virgem está implícita noutro pensamento do nosso Santo, quando diz: «Uma Palavra falou o Pai, que foi o seu Filho. E fala-a sempre em eterno silêncio, e é no silêncio que há-de ser ouvida pela alma.»
Maria é nosso modelo de (in)acção. Maria é o silêncio contemplativo que acolheu a Palavra. É essa a razão pela qual São João da Cruz, unindo mais uma vez e sempre Maria e Cristo, pôde exclamar na Oração da Alma Enamorada: «A Mãe de Deus é minha»!
(Chama 650, 9 de Dezembro de 2007)

Sob o Espírito Santo

Ao falar das almas que se identificam com a vontade de Deus, São João da Cruz diz que algumas se identificam totalmente com ela, de modo que toda a sua actividade, as suas obras e orações brotam por inspiração de Deus. Escreveu São João da Cruz: «Assim eram as acções da gloriosíssima Vigem Nossa Senhora, que, estando desde o início elevada a este tão alto estado, nunca teve impressa na sua alma marca de alguma criatura nem por alguma outra se deixou mover. A sua vida foi sempre orientada pelo Espírito Santo».
Nesta afirmação encontra-se o princípio da acção constante e total do Espírito Santo em Maria. Desde o início Ela foi elevada a este alto estado de comunhão com Deus, através dum dinamismo de crescente fidelidade e de cooperação com as moções do Espírito Santo.
(Chama 650, 9 de Dezembro de 2007)

Comungou o mistério de Cristo

No seu poema Romances sobre o Evangelho de São João, chave bíblica de toda a sua doutrina na perspectiva da história da salvação, a Virgem Maria aparece em esplendorosa comunhão com a Santíssima Trindade, no seu privilégio e missão de ser Mãe do Verbo Incarnado, na aceitação e consentimento da obra da salvação. São João da Cruz vê-a como testemunha do mistério, como «Mãe graciosa» que leva nos seus braços a Deus; ela é a Esposa-Igreja e é a Humanidade em quem se consumaram os desposórios de Deus com a homem: «abraçado à sua esposa, que nos seus braços trazia».
O cume desta comunhão vê-a Frei João alcançada na Cruz, onde a Virgem participa na dor do Redentor. Ela é a Imaculada; ainda que viva isenta de pecado ela sofre porque sempre viveu associada — e agora também — à acção do Salvador. Junto da Cruz a Mãe sofre, não por ter sido pecadora nem por precisar de ser purificada, mas em comunhão com a acção salvadora de Cristo.
(Chama 650, 9 de Dezembro de 2007)

A Virgem Maria de São João da Cruz

A Virgem Maria está presente em toda a vida de São João da Cruz com ternura de Mãe. Era ele menino de oito ou nove anos e embora não a querendo agarrar, ela estendeu‑lhe a mão branca que segurou a sua cheia de lodo e lama e o arrancou das garras da morte.
Depois desta outras intervenções se seguiram, quer na infância quer na vida adulta. Porém, aquele primeiro encontro com a Virgem foi como que uma declaração dela: — «Joãozinho, não temas. Não temas jamais, porque não te afundarás. Eu estarei sempre contigo!»
Assim foi. A Virgem cumpriu: ele jamais se afundou.
Lamentavelmente o nosso Santo Pai não parece ter dito tudo, e manifestamente sabia mais do que nos contou. As alusões marianas que o Santo Padre faz nos seus escritos são bastante sóbrias, embora marcadas pelo toque de genealidade próprio do Doutor Místico.
Assim viu São João da Cruz o mistério de Maria.
(Chama 650, 9 de Dezembro de 2007)

Um anjo chamado João

Se queremos encontrar um anjo em carne humana ou encontrar um homem totalmente angelical vamos a São João da Cruz e não seremos enganados. Quando escrevia olhava o Céu, e foi assim que nos revelou os seus mistérios como se já vivesse da glória. Conquanto escrevesse na Terra, como se fora em noite escura, falou‑nos do amor divino que nos enchameia a alma como viva chama de amor.
O céu e a terra, o homem e o anjo, o peregrino e o bem-aventurado, o sábio e o humilde, fundem-se verdadeiramente no Santo Padre João da Cruz, que, convicto, viveu o ideal de oração e abraçou apaixonadamente a cruz. Toda a sua vida foi uma imensa cruz que se lhe coseu ao corpo e à alma. Porém, viveu a vida apaixonadamente agarrado à Virgem Maria, que em menino lhe estendeu a alva mão e o arrancou do lodo dum atoleiro onde caíra durante uma brincadeira de crianças. Viveu e cresceu de mão dada com a Virgem.Ao aproximar-se a sua festa, falemos dele e dela.
(Chama 650, 9 de Dezembro de 2007)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

CONCERTO DE NATAL NA IGREJA DO CARMO

Acontece no próximo dia 15 de Dezembro um Concerto de Natal, na Igreja do Carmo de Aveiro, que juntará vozes e instrumentos do Coro Voces Carmeli e da Orquestra-Tuna da Sociedade Musical Santa Cecília, entoando as mais variadas canções da época.

A Sociedade Musical Santa Cecília foi fundada em 1903, é sedeada na freguesia de S. Bernardo e ao longo de mais de cem anos de existência tem contribuído para uma maior actividade cultural e social da comunidade aveirense. A Orquestra-Tuna é composta por bandolins, guitarras clássicas, baixo e contrabaixo acústico, violinos, flautas, clarinetes, saxofones, acordeões, trombone de varas e vozes. Sendo os seus músicos maioritariamente jovens e com o trabalho desenvolvido pelo maestro Vítor Saudade, a realidade do presente mostra uma reconhecida qualidade musical que são a garantia de futuro.

O Coro Voces Carmeli surgiu em 1990, sob a orientação do Frei Rui Rodrigues, na Igreja do Carmo de Aveiro. Desde a sua fundação, conta com a Direcção Artística da Maestrina Elsa Martins. A participação na eucaristia dominical, das 11h30, é o principal objectivo do Coro, sendo que ao longo da sua história apresenta algumas deslocações a várias partes do país. O Coro Voces Carmeli conta agora com guitarras, violinos, flauta transversal, baixo, teclado e bateria, aliados a uma panóplia de fantásticas vozes.

O concerto, de entrada livre, terá início às 21 horas e 30 minutos e promete animar o serão dos aveirenses no próximo sábado.

sábado, 1 de dezembro de 2007

7 NOITES, 7 TEMAS

Segunda-feira, dia 3 de Dezembro, iniciaremos o ciclo de reflexão e oração 7 noites, 7 temas. As conferências serão mensais e terão lugar no Salão do Centro Pastoral de São João da Cruz.
O primeiro conferencista é o nosso Bispo, D. António Francisco dos Santos que versará o tema: O Sonho do Pai é o amor.
Não podíamos começar melhor.
Sinta-se convidado, sinta-se em casa.


(Chama 649, 2 de Dezembro de 2007)

VIDA, DOÇURA E ESPERANÇA NOSSA

O Arcanjo Gabriel chamou-lhe «cheia de graça»; os Padres da Igreja oriental «a Toda Santa»; Pio X definiu a sua conceição imaculada, que «foi
preservada imune de toda a mancha do pecado original desde o primeiro momento da sua concepção»; o Vaticano II apresenta-a como «protótipo e modelo destacadíssimo na fé e no amor.»

Pela afirmação da concepção imaculada de Maria, nós negamos que ela foi contaminada pelo pecado e afirmamos que desenvolveu em grau eminente os ‘talentos’ recebidos em a «atenção aos méritos de Cristo». Por isso é natural que Maria brilhe «diante do Povo de Deus como sinal de esperança certa e de consolo».

Estes dons recebidos de Deus não a tornaram numa pessoa passiva, mas no melhor exemplo de amor que se entrega até ao fim. O povo de Deus sabe e por isso a venera como o exemplo mais perfeito de fé, amor e esperança.
Uma esperança que não se limita ao futuro próprio do mais além, mas que se implica nos assuntos da terra.

Foi Maria quem disse que Deus quer que os explorados e os pobres recuperem a sua dignidade. Esta é a tarefa que devemos assumir, como filhos da Igreja e imitadores de Maria para que os desfavorecidos da sorte e da ventura humana encontrem corações que os acarinham e mãos que os saciem.


(Chama 649, 2 de Dezembro de 2007)

A.D.V.E.N.T.O.

A.no novo
Com o Advento inicia-se o ano litúrgico, ou cristão. São, assim, distintos, os calendários que regulam a nossa vida: há o calendário civil, que começa em Janeiro; há o calendário escolar, que começo em Setembro. Começa também em Setembro o calendário político e, de certo modo, o calendário laboral, terminadas as férias de Verão.
Agora, em Dezembro, iniciamos um novo calendário litúrgico. Este ano compreende também doze meses, no entanto não está dividido em quatro estações, mas em tempos de diferente duração. Neste calendário não manda o clima, nem se divide em solstícios e equinócios.
No ano litúrgico manda a história das relações de Deus com os homens. O seu auge é a Páscoa ou o Tríduo Pascal com a celebração da morte e ressurreição do Senhor. Outro grande momento é o Natal, em que Deus, depois de Se fazer anunciar, monta a sua tenda entre nós. Finalmente, como coroação da Páscoa, aparece a grande festa de Pentecostes como dom de Deus para a Igreja de todos os tempos.

D.escida
O Advento é um tempo de preparação para a grande festa do Natal. Natal é descida, despojamento, esvaziamento. Desde a origem a Igreja sempre viu que o Filho de Deus ao incarnar‑se no seio de Maria aceitou os condicionamentos da natureza humana ferida pelo pecado. O nascimento de Jesus é uma abaixamento da glória, que tanto desce que será morto na Cruz.

V.ida
Deus não é um ser inerte, mas activo, quer na sua acção criadora e conservadora de quanto existe fora dele, quer na sua vida íntima.
Ao expressar o conhecimento que tem de si mesmo, é como Pai que gera o Filho; e ambos se identificam no amor pessoal do Espírito Santo. Num excesso de amor gratuito, quis alargar a comunhão da vida trinitária a seres espirituais distintos de si, criando, por um lado, os anjos e, por outro, o homem feito à sua imagem e semelhança, elevando-o à condição de filho adoptivo. Esta nossa condição permite, com a luz da graça, chegar ao conhecimento da vida íntima de Deus e de nela participar.

E.sperança
O Antigo Testamento viveu a esperança como o cumprimento das promessas do Deus da Aliança nesta vida; a instalação na Terra Prometida.
No Novo Testamento a esperança é focada sobretudo nas Cartas de S. Paulo.
Salvos na Esperança (Romanos 8,24) é a segunda Carta Encíclica de Bento XVI dada oportunamente à Igreja no início deste Advento, para nos recordar que a grande escola da esperança é a oração.

N.ascimento
O Natal que nos aprestamos para celebrar é o natal ou nascimento de Jesus. Trata-se da vinda ao mundo e aparecimento entre os homens do Verbo Divino incarnado para salvação de todos. Rigorosamente, o momento da entrada do Filho de Deus na história dos homens deu-se com o SIM dito pela Virgem Maria aquando da Anunciação, que a Igreja celebra a 25 de Março, nove meses antes do Natal
Segundo S. Lucas, o nascimento de Jesus aconteceu em Belém de Judá, a terra do rei David, de cuja linhagem era José, o esposo de Maria. O nascimento terá ocorrido no ano 6 ou 7 a.C.
Depois da Páscoa, que celebra o mistério da Redenção, o maior dia festivo do Ano Litúrgico é o Natal. A sua celebração é preparada pelo tempo do Advento, polarizado pela figuras bíblicas de Isaías, João Baptista e Virgem Maria.

T.abernáculo
Tabernáculo era o nome dado à tenda da Aliança ou da revelação, verdadeiro santuário de Israel durante a caminhada no deserto, na qual Jahvé se manifestava a Moisés. Constava do Santo, lugar onde se encontrava a mesa com os pães da propiciação, e do Santo dos Santos, onde se encontrava a Arca da Aliança.
Na liturgia católica significa o sacrário, que muitas vezes é construído sob a forma de tenda.
Espiritualmente, afirmamos que o seio virginal de Maria foi o tabernáculo mais puro onde repousou Jesus, Pão de vida.

Ó., Nossa Senhora do
Nossa Senhora do Ó é o título dado a Maria no mistério da Expectação, a que correspondia a mais antiga festa de Nossa Senhora celebrada na Península Ibérica, desde o séc. VII até à reforma do calendário litúrgico de 1960.
O “Ó” do título vem das antífonas de Vésperas e da aclamação do Evangelho das missas de 17 a 24 de Dezembro, todas elas ainda hoje começadas por este apelo à vinda do Salvador.
A Virgem grávida, esperando o natal de Jesus, é o melhor modelo de vivência do Advento.

(As entradas deste texto inspiram-se em grande parte na Enciclopédia Católica de D. Manuel Franco Falcão.)


(Chama 649, 2 de Dezembro de 2007)