domingo, 3 de outubro de 2010

DE NOVO A CAMINHO!

Neste primeiro Domingo de Outubro a “Chama Viva” reencontra-se com os seus leitores. Porque os fiéis leigos muitas vezes se auto-marginalizam da vivência eclesial, limitando-se, por vezes, a participar unicamente na Eucaristia Dominical, queremos hoje recordar, à luz do Concílio Vaticano II, a missão do leigo na vida da Igreja.


Terminou o Verão! As férias já estão no mundo do esquecimento! Os alunos já regressaram às aulas e as crianças voltaram à catequese. Diríamos, numa frase: Voltámos à normalidade!
Sim, vamos retomar o ritmo normal da nossa vida, e nesse sentido, como é desejo de alguns, também, neste primeiro Domingo de Outubro, a “Chama Viva”, reencontra-se com os seus amigos.
Não vamos trazer nada de novo, pois queremos prosseguir os princípios que nos têm orientados neste últimos anos: fazer da nossa “Chama Viva” um local de reflexão e meditação, meditar no evangelho, dar a conhecer alguns documentos pontifícios, e naturalmente divulgar a vida e a espiritualidade dos nossos santos.
Tendo em conta que no dia 23, Sábado, este ano um pouco mais tarde que o habitual, terá lugar a reunião de abertura do novo Ano Pastoral, gostaria de lembrar, que esse acontecimento quer co-responsabilizar os leigos na vida e acção da Igreja. De facto, os fiéis, muitas vezes, vivem à margem da Igreja, limitando-se a participar unicamente na Eucaristia Dominical, se é que o fazem.
Por essa razão vamos partilhar convosco alguns parágrafos do Concílio Vaticano II, que recordam a missão dos leigos na Igreja. Assim na Constituição Dogmática sobre a Igreja, “Lumen Gentium”, podemos ler:
“O sagrado Concílio volta de bom grado a sua atenção para o estado daqueles fiéis cristãos que se chamam leigos. Com efeito, se é verdade que todas as coisas que se disseram a respeito do Povo de Deus se dirigem igualmente aos leigos, aos religiosos e aos clérigos, alguns, contudo, pertencem de modo particular aos leigos, homens e mulheres, em razão do seu estado e missão; [...]. Os sagrados pastores conhecem, com efeito, perfeitamente, quanto os leigos contribuem para o bem de toda a Igreja. Pois eles próprios sabem que não foram instituídos por Cristo para se encarregarem por si sós de toda a missão salvadora da Igreja para com o mundo, mas que o seu cargo sublime consiste em pastorear de tal modo os fiéis e de tal modo reconhecer os seus serviços e carismas, que todos, cada um segundo o seu modo próprio, cooperam na obra comum” (LG 30).
Ainda na mesma Constituição pode ler-se:
“Por vocação própria, compete aos leigos procurar o Reino de Deus. Vivem no mundo, isto é, em toda e qualquer ocupação e actividade terrena, e nas condições ordinárias da vida familiar e social, com as quais é como que tecida a sua existência. São chamados por Deus para que, aí, exercendo o seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo, a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade” (LG. 31).
No entanto, é no Decreto sobre o Apostolado dos Leigos, “Apostolicam Actuositatem”, onde mais pormenorizadamente se encontra a missão dos leigos:
“Os leigos [...] têm um papel próprio a desempenhar na missão do inteiro Povo de Deus, na Igreja e no mundo” (AA, 2), e mais adiante pode ler-se:
“A todos os fiéis incumbe, portanto, o gloriosos encargo de trabalhar para que a mensagem divina seja conhecida e recebida por todos os homens em toda a terra” (AA,3).
No entanto, todo o apostolado dos leigos, e não só, necessita de uma íntima comunhão com Cristo:
“A fonte e origem de todo o apostolado da Igreja é Cristo, enviado pelo Pai. Sendo assim, é evidente que a fecundidade do apostolado dos leigos depende da sua união vital com Cristo [...]. Esta vida de íntima união com Cristo na Igreja é alimentada pelos auxílios a todos os fiéis e, de modo especial, pela participação activa na sagrada Liturgia; e os leigos devem servir-se deles de tal modo que, desempenhando correctamente as diversas tarefas terrenas nas condições ordinárias da existência, não separem a própria vida a união com Cristo, mas antes, realizando a própria actividade segundo a vontade de Deus, nela cresçam. É por este caminho que os leigos devem avançar na santidade com entusiasmo e alegria, esforçando-se por superar as dificuldades” (AA, 4).

Chama nº 764 | 03 Outubro ‘10

sábado, 17 de julho de 2010

Um hino à Mãe do Carmo

Felizmente não faltm poesias e cânticos dedicadosà Senhora do Carmo e alguns muitos belos e harmoniosos, como por exemplo o “Flos Carmeli”, esse cântico de súplica que entoava São Simão Stock, quando Nossa Senhora lhe entregou o Escapulário, ou aquele com melodia alentajana, oriundo de terras de Moura, intitulado “Nossa Senhora do Carmo” ou ainda aqueloutro, com uma beleza ímpar, intitulado “Deus Vos fez tão bela, ó Mãe”.
Mas hoje escolhemos um poéico hino da Liturgia de Nossa Senhora do Carmo, digno de ser musicado:

Avé Maria!
Teu nome é tão belo
que só em dizê-lo
nos dá alegria,
Ó FLOR DO CARMELO!

Ó Cheia de Graça!
Saída da mente
do Omnipotente:
Teu Dom por nós passa
VIDE FLORESCENTE!

O Senhor é em Ti!
Que mistério o Teu!
Descerra o véu
e à terra sorri,
Ó ESPLENDOR DO CÉU!

Tu és a Bendita,
a Virgem sem par;
Teu amor cantar
é a nossa dita
Ó MÃE SINGULAR!

Teu Filho Jesus
quer em nós morar
para nos salvar.
Dá-nos sua luz
Ó ESTRELA DO MAR!

A Deus, Uno e Trino,
que a nós, pecadores,
nos faz tais favores
eleva-se o hino
dos nossos louvores.

O Escapulário do Carmo

Não podíamos deixar passar a Solenidade de Nossa Senhora do Carmo, sem falar do seu Escapulário. A Virgem Maria prometeu livrar do fogo eterno quem morresse revestido deste “Hábito” Carmelita. Mas usar o Escapulário é comprometer-se, como Maria, a fazer a vontade de Deus, a escutar o Evangelho e a pô-lo em prática.
É nossa obrigação falarmos, neste Domingo, de Nossa Senhora do Carmo. Esta invocação mariana, é, possivelmente, proferida pela primeira vez, por aqueles cruzados que apaixonados pelo Evangelho se acoitaram no monte Carmelo e, escolhendo Maria por irmã e modelo de vida, decidem abraçar um modelo de vida rebuscada no Evangelho, como, aliás outros homens já o tinham feito, mas tendo a Mãe de Jesus como paradigma, procurando imitá-l’A, meditando dia e noite na Lei do Senhor.
Mas quando falamos de Nossa Senhora do Carmo , imediatamente nos lembramos do Escapulário do Carmo, e dos privilégios ao mesmo associados.
No entanto o escapulário não é uma criação dos carmelitas, pois era uma veste exterior que caía sobre os ombros dos monges quando se dedicavam aos trabalhos manuais, ou seja uma espécie de duplo avental. Possivelmente também os primeiros eremitas do Monte Carmelo o terão usado, pois então as vestes dos monges e religiosos não defeririam muito entre si, se exceptuarmos alguns pormenores ou as cores. Por isso não é de admirar que muitas ordens monásticas e religiosas ainda mantenham nos seus hábitos o escapulário, porque, com o passar do tempo assumiu um significado simbólico: o carregar da cruz de cada dia, enquanto discípulos e seguidores de Jesus.
O Escapulário torna-se o símbolo dos Carmelitas a partir da aparição, ou revelação, de Nossa Senhora do Carmo ao Geral da Ordem, São Simão Stock, em Aylesford, Inglaterra, no dia 16 de Julho de 1251, e lhe entregou o Escapulário, dizendo: “Recebe este hábito da tua Ordem, que será penhor do privilégio que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo aquele que morrer revestido com este escapulário será preservado do fogo eterno. É pois um sinal de salvação, uma defesa nos perigos e um penhor da minha especial protecção”.
A partir de então a devoção do Escapulário começa a expandir-se, e para o mesmo contribuiu o aparecimento das chamadas ordens terceiras, confrarias e irmandades, em resposta ao desejo de muitos cristãos se associarem às diversas ordens religiosas, que por sua vez procuravam oferecer aos fiéis leigos um sinal de afiliação e identificação com o seu próprio carisma, tendo os carmelitas escolhido como emblema o Escapulário, com os respectivos privilégios.
Seria injusto não lembrar o impulso dado à devoção do Escapulário pelo denominado “Privilégio Sabatino”, que ficou consignada na denominada “Bula Sabatina” selada pelo papa João XXII, em Março de 1322. Segundo a tradição Nossa Senhora do Carmo terá aparecido a Jacob de Ossa (Jacques d’Euse), então bispo, anunciando-lhe que um dia seria papa, prometendo-lhe que como: “Mãe de misericórdia, através das minhas orações e preces, dos meus méritos e protecção especial, ajudarei para que, quanto antes, se vejam livres das suas penas, e suas almas sejam levadas para a bem-aventurança”.
Para alcançar o privilégio Sabatino, requer-se: 1º usar devotamente o escapulário; 2º guardar castidade perfeita segundo o seu estado de vida; 3º rezar diariamente o Ofício (Liturgia das Horas) de Nossa Senhora [para quem não sabe ler, ou não o pode fazer, esta obrigação cumpre-se guardando os jejuns que manda a Igreja e fazendo abstinência nas quartas-feiras e sábados ou então rezar todos os dias sete ave-marias].
Talvez nos pareça que usar o Escapulário é uma forma fácil de conquistar o Céu. Talvez! Mas “carregar” o Escapulário é comprometer-se, como Maria, a Senhora do Carmo, a fazer a vontade de Deus, a escutar o Evangelho e a pô-lo em prática!
E terminamos esta reflexão lendo estas belas palavras do amado papa João Paulo II: “Também eu levo sobre o meu coração, desde há muito tempo, o Escapulário do Carmo. Pelo amor que sinto à nossa Mãe celestial comum, cuja protecção experimento continuamente, desejo que este ano mariano [2001] ajude todos os religiosos e religiosas do e aos piedosos fiéis que a veneram filialmente a redobrar o seu amor e a irradiar no mundo a presença desta mulher do silêncio e da oração, invocada como Mãe da misericórdia, Mãe da esperança e da graça [...] Estrela do mar e Flor do Carmelo”.

Chama Viva do Carmo 763, Julho 18 2010

domingo, 11 de julho de 2010

ORAR COM A “VIRGEM BELA”



Nesta Semana, dentro da nossa Novena do Carmo, aqui deixamos um modelo da meditação da Coroa da Senhora do Carmo, que se encontra publicada no livro “Grava-me como um sinal no teu coração”, e que apresenta o sugestivo título: “ Ó VIRGEM BELA - Rezar a oração do Carmo à Virgem Maria”. Para quem não pode participar fisicamente na Novena, pode unir-se espiritualmente rezando a Coroa de Nossa Senhora do Carmo em sua casa.

Primeira Ave-Maria: FLOR DO CARMELO
Ó Virgem Maria, preciosa flor da criação! Ó Virgem Mãe, perfumada flor do Monte Carmelo! Ó flor do jardim de Deus! O suave perfume das vossas virtudes humanas e espirituais purifica o mundo, embeleza a Igreja de Jesus e engrandece Carmo. Reconhecemos o nosso pecado contra a criação: os petroleiros agridem os mares; as indústrias sufocam a atmosfera; os “ddt’s” intoxicam os campos; as sucatas mancham as paisagens. Graças Vos damos, ó Imaculada, ó Virgem sem pecado concedei-nos a graça de Vos imitarmos na repulsa do pecado, no horror do mal e na luta pelo bem.

Segunda Ave-Maria: VIDE FLORESCENTE
Ó Virgem Mãe, videira florida! Em vossa vida desabrocham com abundância flores e preciosos frutos. Olhando-Vos bela e florida nos recordais que a vida só tem sentido quando ela floresce para outros colherem. Reconhecemos que em nós crescem as ervas daninhas do egoísmo e da reserva. Reservamo-nos só para nós e não queremos dar-nos sem medida. Escutamos o apelo dos necessitados e não queremos “ir e ensinar”; pensamos muito em nós, medimos prós e contras e deixamo-nos ficar no conforto. Graças Vos damos, ó Mãe de Deus, em cujo ventre floriu o mais belo dos filhos, concedei-nos a graça de Vos imitarmos na doação e preocupação pelo bem dos demais, e sermos com Cristo sacramento de salvação para os irmãos.

Terceira Ave-Maria: ESPLENDOR DO CÉU
Ó Rainha dos Anjos! Ó Virgem escondida! Ó Mulher silenciosa e humilde que nunca procuraste aparecer nem sobressair, e cujo único desejo era servir a Deus. A vossa grandeza de Mãe de Deus constituía-Vos como a maior de todas as criaturas. Porém, preferistes não Vos engrandecer e Vos reservastes para humilde morada de Deus. Reconhecemos que gostamos de mostrar mais do que somos e até o que não temos. Preferimos ser servidos a servir. E se damos alguma coisa ficamos à espera da retribuição com juros. Graças Vos damos, ó Rainha sem par, pela vossa vida de mulher simples que se preocupava com todos; concedei-nos a graça de Vos imitarmos na doação e na humildade, no serviço e na ajuda aos demais.

Quarta Ave-Maria: VIRGEM MÃE, SINGULAR
Ó Virgem Imaculada, desde a vossa infância procuraste viver os dons da virgindade e consagrar-Vos assim ao Senhor. Nenhuma das vossas amigas Vos imitou, pois era o Espírito Santo que Vos inspirava. A vossa virgindade produziu a mais fecunda de todas as maternidades: sois Virgem e sois Mãe! Sois puro e singular prodígio! Reconhecemos a cultura da morte em que vivemos. Promove-se o hedonismo e calamos. Fazem-se abortos e silenciamos como sinal de respeito. Nós Vos damos graças, ó Mãe! Esqueceste-Vos de Vós para servir a Deus! Concedei-nos a graça de Vos imitarmos e de servirmos generosamente os valores da vida.

Quinta Ave-Maria: DOCE MÃE, SEMPRE VIRGEM
Ó Mãe sem par! Sois a mãe do Autor da Criação e da Redenção, e por Ele foste constituída Mãe de uma multidão imensa que ninguém pode contar. Sois Mãe de Cristo! Sois Mãe da Igreja! Sois Mãe dos Carmelitas! Sois Mãe da Humanidade! Ó Mãe do Céu e Mãe da terra. Reconhecemos a cultura de exploração do corpo e da dignidade humanas. Muitas são as formas de exploração e de prostituição a que se vê sujeita a vida de muitos dos nossos irmãos. E nós vemos e calamos! E nós vemos e não denunciamos nem protegemos! Nós Vos damos graças, ó Mulher que Vos reservastes para o amor de Deus. A vossa glória era fazer a vontade do Altíssimo, e assim O amastes e servistes. Concedei-nos a graça de Vos imitar na vossa entrega a Deus.

Sexta Ave-Maria: AOS TEUS FILHOS, DÁ TEUS FAVORES
Ó querida Mãe dos Carmelitas! No Calvário, Cristo Vos entregou ao discípulo João – o discípulo que mais amáveis – e assim nos deu a vossa materna solicitude. Por inspiração divina, a família do Carmelo Vos elegeu como padroeira e modelo de virtudes a imitar. E como primogénito entre os irmãos, passou a ser na Igreja o que João foi para Cristo: amado Jesus! Também Vos amou como Mãee foi por Vós amado como filho querido. Nós somos o filho primogénito do vosso amor, e Vós sois a irmã mais velha desta comunidade que Vos venera como irmã e Mãe! Reconhecemos que vivemos num mundo do “salve-se quem puder”! Vivem ao nosso lado muitos irmãos precisando da nossa ajuda; vimos muitos caídos para o lado, e não lhes damos as mãos! Não os ajudamos… Nós Vos damos graças, ó Virgem disponível. A vossa vida foi uma vida de disponibilidade para Deus, para a vossa prima Isabel, para a vossa família, para os vossos amigos. Concedei-nos a graça de aprendermos convosco a servir e ajudar todos os que precisam de nós, nem que seja com um sorriso!

Sétima Ave-Maria: Ó ESTRELA DO MAR!
Ó Maria, foi como pequenina gota saída do mar salgado que o profeta Elias Vos contemplou. Mas Deus Vos constituiu de pequenina gota (stilla) de água em estrela (stella). Vós sois a Estrela dos mares! Sois a Estrela que brilha e indica os caminhos no mar da vida dos cristãos! Sois a Estrela da paz! Sois a Mensageira da concórdia! Reconhecemos que vivemos num mundo de disputas e de guerras. Lamentamos as guerras que destroem as vidas de pessoas, das famílias, das sociedades e das nações. Qualquer guerra está sempre a mais, mas, sobretudo, lamentamos as guerras que vitimam as crianças, os velhinhos e os mais pobres dos pobres. Nós Vos damos graças, ó Mãe da Concórdia e da Paz! À nossa vida, ó Estrela do mar, trazei Jesus, a luz que nos guia, a paz que nos sacia, a serenidade que nos pacifica. Ensinai-nos a amar e servir Jesus, Príncipe da paz, para que imitando-O e servindo-O sejamos promotores da Paz e do Bem.

nº 762 I 11 julho ‘10

AVISOS

DOMINGO I 11
Dias das Missões Carmelitanas.
O ofertório das missas deste Domingo reverte para os projectos missionários da nossa Próvincia Religiosa.

TERÇA I 13
Santa Teresa de Jesus dos Andes, religiosa carmelita (MF)

QUINTA I 15
São Boaventura, bispo e doutor da igeja (MO)

SEXTA I 16
Nossa Senhora do Carmo (Solenidade)

SÁBADO I 17
Bem-aventuradas Mártires de Compiègne (MO)
» 17H.00: Benção das Crianças
» 21H.00: Recitação da Coroa de Nossa Senhora do Carmo, seguindo-se a Procissão.
» Após a Procissão será celebrada a Eucaristia.

DOMINGO I 18
Domingo de Nossa Senhora do Carmo
O horário das missas é o habitual, realizando-se no final da Eucaristia das 18h.30 a Procissão do Adeus.

N.B: Durante a Semana, durantre a Novena do Carmo será suprimda a missa das 18H.30.
Haverá oração Mariana às 21H.00 e a Eucaristia às 21H.30. No Sábado dia 17, a Eucaristia será após a Procissão

nº 762 I 11 julho ‘10

sábado, 3 de julho de 2010

FESTAS DE NOSSA SENHORA DO CARMO


10 Julho I (SÁBADO)
[Início da Novena de Nossa Senhora do Carmo]
* 8h.00 - Eucaristia
* 18H.00: Oração Mariana [Carmelitas Seculares]
* 18H.30: Eucaristia

11 Julho I (DOMINGO)
* 10h.00 - Eucaristia
* 11h.30 - Eucaristia
* 18h.00 - Oração Mariana
[Confraria de Nossa Senhora do Carmo]
* 18.30 - Eucaristia


12 Julho I (SEGUNDA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
[Grupo Adoramus Te]
* 21h.30 Eucaristia

13 Julho I (TERÇA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
[Coro Cântico Espiritual, Coro Lauda Carmeli e Coro Aurora da Manhã]
* 21h.30 Eucaristia

14 Julho I (QUARTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
[Zeladoras dos Altares,
e Grupo de Liturgia]
* 21h.30 Eucaristia [nesta celebração
teremos presente todos os defuntos
da família carmelita, de um modo
especial os defuntos da Confraria de
Nossa Senhora do Carmo, bem
como todos os devotos do
Escapulário]


15 Julho I (QUINTA-FEIRA)
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
[Voces Carmeli e Paris Carmeli]
* 21h.30 Eucaristia

16 Julho I (SEXTA-FEIRA)
[SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA
DO CARMO]
* 8h.00 - Eucaristia
* 21h.00 - Oração Mariana
[Ministros da Comunhão, Leitores e Visitadores dos Doentes]
* 21h.30 Eucaristia

17 Julho I (SÁBADO)
* 8h.00 - Eucaristia
* 17H.00 - Consagração das Crianças
* 21h.00 - Procissão em honra de
Nossa Senhora do Carmo [Percorre as artérias: Rua do Carmo, Rua Eng. Oudinot, Rua Dr. Alberto Souto, Rua Guilherme Gomes Fernandes, Rua do Gravito e Rua do Carmo]
* Após a Procissão seguir-se-á a
Eucaristia.

18 Julho I (DOMINGO)
* 10h.00 - Missa Festiva
* 11h.30 - Missa Festiva
* 18h.00 - Oração Mariana
* 18h.30 - Missa Festiva
No final far-se-á a Procissão do
Silêncio com a Consagração a
Nossa Senhora

N.B: Quem participar pelo menos em cinco dias da Novena, e quem visitar a Igreja do Carmo no dia 16 de Julho poderá obter Indulgência Plenária.

Recomenda-se aos Irmãos da Confraria de Nossa Senhora do Carmo o uso do Escapulário grande durante a Novena



nº 761 I 04 JULHo ‘10

COMENTÁRIO

No passado Domingo, quando se aproximavam os “dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomara a decisão de Se dirigir a Jerusalém, e mandou mensageiros à sua frente”.
Neste Domingo, o Evangelho diz-nos que “o Senhor designou setenta e dois discípulos e enviou-os, dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir”.
Começamos por verificar que a missão daqueles “enviados” é ir à frente de Jesus, preparando-Lhe o caminho, anunciado a sua próxima chegada.
Os mensageiros são em número bastante mais elevado do que o dos doze, ou apóstolos, e aproximam-se do elenco dos povos que os antigos tinham estabelecido, setenta, como se pode ler no livro do Génesis, pelo que o evangelista Lucas quer certamente dizer que o Evangelho não é reservado aos israelitas, mas destina-se a todos os povos, de forma que nenhum fique excluído.
Os discípulos são enviados dois a dois, talvez para explicar que eles devem “testemunhar”, já que no direito judaico, de facto, para a validade de um testemunho requeria-se pelo menos a declaração de duas testemunhas. A embaixada de Jesus, era pois formada por trinta e seis pares. Contudo, tendo em conta a multiplicidade de lugares a visitar, o número torna-se insuficiente, pelo que Jesus se lamenta: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara”.
No entanto, apesar da generosidade e disponibilidade daqueles que aceitam o convite do Mestre, o mesmo adverte-os de que a missão não é fácil: “Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos”, e faz-lhes uma exigência: “Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis muito pelo caminho”.
A seara continua a ser grande; os trabalhadores são cada vez menos. Por acaso já tomámos consciência de que Jesus nos quer também enviar em missão? Como temos respondido aos seus apelos?

nº 761 I 04 JULHo ‘10

AVISOS

TERÇA I 06
Santa Maria Goretti, virgem e mártir (MF)


SÁBADO I 10
Início da Novena em honra de Nossa Senhora do Carmo
» Dia de Oração pelas Missões Carmelitanas


DOMINGO I11
Domingo das Missões Carmelitanas.
O ofertório das missas deste fim de semana destina-se a financiar os projectos missionários da nossa Província.
» 10h.00: Eucaristia
» 11h.30: Eucaristia
» 18H.00: Oração Mariana
» 18H.30: Eucaristia.

Pede-se aos irmãos da Confraria de Nossa Senhora do Carmo que pretendam integrar a Procissão que se vai realizar no próximo dia 17 de Julho, o favor de contactar algum elemento da Mesa, para que possa haver uma correcta distribuição de opas, brandões, etc, bem como outras informações relacionadas com a mesma Procissão.

nº 761 I 04 JULHo ‘10

sexta-feira, 25 de junho de 2010

EXIGÊNCIAS DE UMA VIAGEM


Ser discípulo de Jesus, embora tenha as suas exigências e muitas dificuldades, não é uma coisa de heróis. Segui-l’O está ao nosso alcance, aliás, como esteve ao alcance de tantos e homens e mulheres que ao longo de vinte séculos souberam fazer do Evangelho de Cristo a sua cartilha de vida.

O trecho do Evangelho que hoje nos é oferecido marca o início de um longo caminho de Jesus que só termina no insondável encontro com o Pai. Todo o caminho tem, naturalmente, um trajecto material, mas o caminho que Jesus percorre até Jerusalém, é sobretudo um arquétipo, um modelo, no qual São Lucas vai expondo traços da peregrinação de todo o discípulo de Cristo.
O trajecto começou certamente na Galileia, onde durante alguns anos Jesus calcorreara os caminhos das terras confinantes com o lago de Genesaré, e algumas incursões em terras pagãs, como Tiro e Sidónia, Decápole, entre outras. O destino era Jerusalém, onde eram apedrejados e mortos os profetas.
A cena que queremos comentar tem lugar num lugar de Samaria, cujo nome é ignorado por Lucas. Samaria era a região situada entre a Galileia ao norte e Judeia, com capital Jerusalém, ao sul. Convém recordar que as relações entre judeus e samaritanos não eram precisamente as mais cordiais. Os samaritanos eram judeus de categoria inferior: tinham criado tradições próprias e só aceitavam os cinco primeiros livros da Bíblia, o denominado Pentateuco, e além disso tinham um templo próprio.
Tomara Jesus a decisão de se dirigir a Jerusalém, e mandara mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de encontrarem uma casa onde se pudesse hospedar o Mestre. No entanto aqueles samaritanos não os quiseram receber porque iam a caminho de Jerusalém, a capital da região dos seus inimigos de estimação.
Feridos no seu amor próprio de judeus, Tiago e João recordam a Jesus uma velha tradição judaica que falava do extermínio de uns samaritanos no tempo do profeta Elias, e eles estavam dispostos a fazer outro tanto: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?” Mas Jesus voltou-se e repreendeu-os. E continuaram viagem para outra povoação.
Mas o caminho como traçado geográfico continua, porque o que realmente importa é a vontade do seguimento. E se aqueles samaritanos não quiseram acolher Jesus outros homens estão dispostos a acolhê-l’O. Alguém oferece-se para O Seguir, mas Jesus responde-lhe: “As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos”. A um outro é o próprio Jesus que lhe diz: “Segue-Me”, mas este pede a Jesus pede-Lhe que deixe primeiro sepultar os pais, o que não é consentido pelo Mestre. E Finalmente um terceiro, disposto a ser discípulos de Jesus pede-Lhe somente que o deixe despedir da família, ao que Jesus contesta: “Quem tiver deitado as mão ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus”.
Como podemos ver o caminho que nos é proposto a percorrer é simplesmente o caminho da vida cristã e não o da vida consagrada. Devemos lembrar que Lucas dedica o seu Evangelho a Teófilo, que quer dizer amigo de Deus. Cada cristão é um “Teófilo”. Já é tempo de devolver à vida cristã a perfeição que requer, pois a perfeição não deve um exclusivo da vida consagrada, como tantas vezes pensamos. Isto seria criar classes de cristãos, e simultaneamente desvirtuar o Evangelho.
O cristão, ao olhar à a sua volta, vê outros caminhantes que não são cristãos. E em certas ocasiões estes até se metem connosco, chegando inclusive à chacota e à rejeição, e até nos provocam, e por vezes à semelhança de Tiago e João, até desejaríamos extermina-los, tendo a tentação de também implorar a “ira divina”, para que lançasse chamas de fogo, ou qualquer outra calamidade e os destruísse, sem deixar rastos, mas Jesus diz-nos: “Segui o vosso caminho!”, pois só assim poderemos construir um mundo com novos valores, que como um pouco de fermento deve levar toda a humanidade.
Ser discípulo de Jesus, embora tenha as suas exigências e muitas dificuldades, não é uma coisa de heróis. Embora a atitude que teve com aqueles três homens que pretendiam segui-l’O pareça demasiado radical, e eu até diria mesmo, desumana, está ao nosso alcance, aliás, como esteve ao alcance de tantos e homens e mulheres que ao longo de vinte séculos, na sua simplicidade souberam fazer do Evangelho de Cristo a sua cartilha de vida.

nº 760 I 27 junho ‘10

SÃO PEDRO E SÃO PAULO


O mês de Junho, que caminha para o seu termo, é denominado entre nós como o mês dos Santos Populares. De facto há três santos cujas festas ocorrem neste mês e de quem os portugueses, e diria mesmo os cristãos, têm um particular simpatia pelos mesmos; refiro-me a Santo António de Lisboa, ou de Pádua como é conhecido na maioria dos países, e que para evitar quezílias e atritos o Papa Pio XII chamou Santo António de todo o Mundo, São João Baptista, a quem evocamos na nossa Chama Viva da semana passada, e São Pedro. Este apóstolo não precisa de “cartas de apresentação”, pois o próprio Jesus o declarou “pedra” sobre a qual edificaria a sua Igreja. Por isso desde muito cedo se apresenta como um dos discípulos predilectos do Mestre, a quem acompanha nos momentos mais íntimos, como seja a ressurreição da filha de Jairo ou o momento da Transfiguração. Também foi ele o primeiro a confessar que Jesus era o Messias, o enviado do Pai.
No entanto, no dia 29 de Junho a Igreja une a festa de São Pedro ao martírio de São Paulo. Este último, que começou por perseguir os cristãos, embora não tenha pertencido ao grupo dos doze, integra o grupo dos apóstolos, pelo papel preponderante que à semelhança de Pedro, teve na difusão do Evangelho, como poeticamente descreve o prefácio da missa destes apóstolos, que a seguir transcrevemos:

Vós [Deus] concedeis a alegria de celebrar
a festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo:
Pedro, que foi o primeiro a confessar a fé em Cristo,
e Paulo, que a ilustrou com a sua doutrina;
Pedro, que estabeleceu a Igreja nascente entre os filhos de Israel,
e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos;
ambos trabalharam, cada um segundo a sua graça,
para formar a única família de Cristo;
agora, associados na mesma coroa de glória,
recebem do povo fiel a mesma veneração.

nº 760 I 27 junho ‘10